Mês passado, Taylor Swift retornou a posição número 1 na parada Billboard 200 com seu último lançamento “Fearless (Taylor’s Version)”, que a lançou no topo da maior estreia de 2021. O álbum foi seu nono a liderar o ataque, e é apenas o primeiro de uma série de uma dúzia de títulos que são parte da guerra que ela está lutando contra vários investidores ricos.

Fearles (Taylor’s Version) conta com regravações de cada uma das músicas do seu original Fearless, o qual foi um sucesso comerciado e da crítica quase uma década atrás. A artista country sutilmente retrabalhou nas músicas (e as renomeou) e ainda adicionou algumas músicas que haviam sido cortadas do original e chamou tudo isso de um novo projeto, o que deixou os fãs muito felizes. Ela fez isso não apenas para ganhar dinheiro ou para triunfar nos charts, mas em um tentativa de conseguir ter controle sob os seus materiais, que agora foram comprados e vendidos contra a sua vontade.

Alcançar o nº1 com Fearless (Taylor’s Version) foi um grande movimento para Swift, mas é apenas uma das batalhas dessa guerra… e isso pode ser uma luta que ninguém vai ganhar.

Com a regravação de Fearless, Taylor estava claramente esperando que desse momento em diante, os fãs iriam optar por ouvir o “Fearless (Taylor’s Version)” em vez do original, o que de certa maneira desvaloriza o primeiro lançamento. Ela com certeza adoraria seguir em frente, aqueles que não conseguem parar de ouvir músicas como “Love Story”, “You Belong With Me” e “Fifteen”, junto com várias outras, iriam viciar nas versões de 2021 e não mais nas antigas que fizeram a estrela famosa há mais de 10 anos.

O objetivo era que essas pessoas comprassem essas músicas, comprassem o álbum, e salvassem a versão atualizada em plataformas de streaming como Spotify e Apple Music para consumir sempre que precisassem. Então, embora uma semana de sucesso enorme seja com certeza impressionante e digna de nota, os fãs irão ignorar completamente as originais em favor das regravações?

Super fãs da Taylor (“Swifties”) são os mais propensos a deletar downloads antigos e desfavoritar as versões originais das músicas de sucesso, já que eles estão comprometidos com o que a cantora está fazendo e pelos problemas que ela vem passando. Mas e os ouvintes casuais? Enquanto sua briga com Scooter Braun e a Shamrock Holdings está acontecendo fora da mídia, milhões de pessoas, mesmo aqueles que se identificam como fãs dela, não tem noção do que está acontecendo… ou que alguma coisa ruim estava por baixo disso tudo.

Ganhar a guerra contra aqueles que possuem os masters de seus 6 primeiros álbuns parece significar convencer a vasta maioria dos ouvintes a optar por suas composições regravadas, e isso precisaria de uma campanha educacional em grande escala. Taylor não parece estar pronta para investir uma boa quantidade de dinheiro e esforço em um programa como esse, que provavelmente envolveria muito marketing, e que pareceria confuso para aquelas pessoas que não acompanham a indústria da música.

Taylor parece ter que fazer as pazes com vários álbuns em 1º lugar, muitos hits do Hot 100 e sabendo que muitos dos seus fãs verdadeiros estão com ela nessa batalha.

Nesse ponto, parece que ganhar essa batalha não valerá a pena para Taylor, mas ela tem o poder e a popularidade não só de deixar claro sua vitória batalha após batalha, mas também de se apresentar como a mais simpática e mais impressionantes das duas partes ao mesmo tempo.

Matéria publicada pela Forbes e traduzida pela Equipe TSBR.





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