21 de julho de 20 Autor: Maria Eloisa Barbosa
Taylor Swift fala sobre sua admiração pelas Dixie Chicks

O álbum das Dixie Chicks, Fly, lançado em 1999, inspirou Taylor aos 9 anos de idade a aprender tocar violão. Swift me disse hoje: “Elas me mostraram que as mulheres na música country podiam sim tocar os seus próprios instrumentos, fazer as suas próprias escolhas criativas e ditar as suas próprias orientações artísticas; elas poderiam ser ríspidas, bravas, sonhadoras, românticas, ferozes, orgulhosas e tristes. E ter toda essa complexidade não é motivo para pedir desculpas”.

O slogan delas – “Chicks rule” (Garotas são demais, em tradução livre) – se tornou o “girl power” do country (sua sem filtros garantiu várias comparações com as Spice Girls), enquanto o elemento “Dixie” fez com que ouvintes de direita assumissem incorretamente que elas compartilhavam seus pensamentos políticos. (De fato, isso aparece na música Dixie Chicken, de Little Feat – 1973).

Os fãs conservadores da banda ficaram em choque. Em Março de 2003, oito dias antes de George W Bush declarar guerra no Iraque, Maines, a cantora principal, disse a uma multidão em Londres que ela estava com vergonha de Bush, por ele também ser do Texas. Denúncias e ameaças de mortes aconteceram depois disso. Elas foram apelidadas de traidoras e “anjos de Saddam”. As rádios locais organizaram protestos de queima de CDs e os conglomerados americanos as baniram das rádios, dificultando a carreira delas da noite pro dia. Elas lançariam mais um álbum, em 2006, o último por 14 anos.

Os únicos que se desculparam pelo comportamento em relação à banda foram o DJ Howard Stern, da US radio, que em 2014 as chamou de heroínas pelo o que fizeram, e uma mulher entrevistada no documentário de 2006 ‘Shut Up and Sing’, lançado depois dos acontecimentos.

Protestando do lado de fora de um show, ela encorajou sua criança a gritar “vão se ferrar!”. Anos depois, ela escreveu para o grupo uma carta dizendo que estava envergonhada de suas ações e que ainda estava aprendendo.

“Então aquilo foi incrível”, já adulta, Swift diz que o elemento de ‘sobrevivente’ que mais a fascina.

“The Chicks representam uma irmandade que sobreviveu a tudo. A lealdade delas para com uma a outra sobreviveu ao escândalo, palavras de ódio e ignorância que pareciam que nunca iam terminar, casamentos e divórcios, sexismo descarado, críticas sem fundamento, corações partidos e as mudanças nas regras da indústria musical que mais parecem uma montanha russa. E, durante todo o tempo, elas continuaram fazendo música. Isso me surpreende e me inspira como fã”.

Matéria publicada pelo The Guardian e traduzida e adaptada pela Equipe TSBR.





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