26 de agosto de 21 Autor: Karla Santos
Taylor Swift e Justin Vernon – uma amizade pop memorável

Às vésperas do lançamento do novo trabalho da banda Big Red Machine, colaboração de Justin Vernon (Bon Iver) e Aaron Dessner (The National), o portal Independent escreveu sobre a amizade de Taylor e Justin — que nasceu no folklore e já rendeu três parcerias musicais. Confira abaixo a tradução de alguns trechos do artigo:

“Exile” é um avassalador destaque do álbum surpresa de Swift, Folklore, lançado no verão do ano passado. A faixa é marcada pela seriedade de ‘aço’ de Swift. No entanto, seu poder flui igualmente da presença enigmática de Vernon, mais conhecido por seu nome artístico Bon Iver.

Vernon, que lança nesta sexta seu segundo trabalho da Big Red Machine — uma colaboração com Aaron Dessner, do The National — é um mestre das canções simples que captam multidões. Isso vale para “Exile”, que coloca Swift e Vernon como equivalentes da geração Z para Dolly Parton e Kenny Rogers em “Islands in the Stream”.

É verdade que “Exile” não é a ideia de uma música ‘leve e feliz’ para ninguém. É um canto honesto e real, apesar de fictício, sobre amantes que se encontram pouco tempo depois do término. Ela seguiu em frente. Ele, não. No entanto, a tristeza é equilibrada pelo seu estimulante senso de desafio. Swift é incapaz de escrever uma canção que não te faça querer encarar o mundo com o queixo um pouco mais erguido do que antes. E a voz de Vernon pinta cenários com a expressividade de um romancista. Juntos, eles fazem brilhar até mesmo uma canção triste.

A mesma mágica permeia o novo disco da Big Red Machine, ‘How Long Do You Think It’s Gonna Last?’. Swift — que sugeriu o título do álbum — está de volta, dividindo o microfone com Vernon na intimidante “Birch” (o terceiro dueto dos artistas depois de “Exile” e da faixa-título do álbum Evermore, lançado em dezembro). Ela também assume os vocais principais no single “Renegade”, gravado na mesma semana de fevereiro em que Folklore ganhou o prêmio de Álbum do Ano no Grammy.

(…)

Ano passado, com o mundo em ‘lockdown’, Vernon recebeu um email de Dessner, que estava compartilhando ideias com Swift para o que viria a se tornar o Folklore.

Mas o que Swift trás para a equação? Tanto quanto Vernon, óbvio — se não mais. Na época em que ela contatou Dessner com o objetivo de tentar algo diferente do seu perceptivo ‘caminho’ pop, ela já havia passado por muita coisa. Ferida pela reação do público contra seu sucesso e ‘onipresença’ — dor que ela canalizou em seu inabalável Reputation, de 2017 — Swift era uma artista crescendo com pressa.

Essa sensação de mudança era palpável no Reputation, uma reflexão sobre a fama com ácido escorrendo pelos poros, e no brilhante e açucarado Lover, de 2019. Então, quando começou a trocar ideias com Dessner — que a colocou em contato com Vernon — ela estava pronta para algo diferente.

“Diferente”, nesse caso, significou diminuir o ritmo. E compor sob uma perspectiva de fora das quatro paredes da sua própria vida. Com Folklore, Swift estava explorando personas e experiências além das suas — e pode-se dizer que “Exile” é um exemplo perfeito disso.

“Muito desse álbum foi destilado até a versão mais pura do que é a história”, Swift contou ao Entertainment Weekly. “As composições nele são exatamente a maneira que eu escreveria se não considerasse nada mais além de ‘Que palavras eu quero escrever? Que histórias eu quero contar? Que melodias eu quero cantar?’”

Swift escreveu “Exile” como um dueto — junto com seu namorado Joe Alwyn, creditado como William Bowery — e cantou as duas partes na demo que enviou para Dessner. Ele perguntou se ela teria um parceiro de dueto dos sonhos e sua resposta foi Vernon.

“Nós conversamos sobre quem ela estava imaginando se juntar a ela”, Dessner disse à Billboard, “e ela ama a voz do Justin no Bon Iver e na Big Red Machine. Ela estava tipo, ‘Ai meu Deus, eu morreria se ele aceitasse fazer isso. Seria tão perfeito.’ Eu não queria pressionar o Justin por ser amigo dele, então disse, ‘Bom, depende dele se sentir inspirado pela canção, mas sei que ele te acha muito boa.’”

A demo chegou em Vernon — e faíscas voaram. “Você sente que, de uma maneira estranha, está assistindo dois dos melhores compositores e vocalistas da nossa geração colaborarem”, Dessner contou. “Eu estava facilitando, fazendo acontecer e tocando a música. Mas foi definitivamente um ‘wow’. Eu era apenas um fã naquele momento, vendo tudo acontecer.”

“Exile” é, de certa forma, a obra musical mais direta com a qual Vernon foi associado em anos. Pulsa com uma estranha beleza — talvez a ‘Islands in the Stream’ da nossa geração — mas com o mesmo mistério que repetidamente se provou ser a marca registrada de Vernon. 

‘How Long Do You Think It’s Gonna Last?’, novo trabalho da Big Red Machine, será lançado no dia 27 de agosto.”

Matéria publicada pela Independent e traduzida / adaptada pela equipe TSBR.





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