Assim que a equipe de Taylor anunciou que ela retornaria com seu catálogo para o Spotify e outros serviços de streaming na noite de 9 de junho, o consagrado jornal americano The New York Times fez um artigo extremamente interessante sobre o impacto da volta de Taylor ao streaming e o quão importante foi esta atitude para o cenário musical.

Confira abaixo a tradução:

Taylor Swift está voltando com seu catálogo para os serviços de streaming e finalizando uma rixa com uma das mais gigantes empresas de música digital — está, sobretudo, afirmando que agora o streaming é o formato dominante na música.

Na noite de quinta, a equipe de Swift anuncionou no Twitter que seu último álbum, “1989”, tinha vendido 10 milhões de cópias em todo o mundo e que Taylor “queria agradecer seus fãs pelo feito trazendo seu catálogo completo de músicas a todos os serviços de streaming a partir da meia-noite”.

Para o Spotify, em particular, o retorno de Taylor tem grande significado. Um pouco antes dela liberar o “1989”, em outubro de 2014, Swift removeu todas suas músicas do serviço e afirmou “não estar disposta a ceder o seu trabalho para um serviço que ela não sentia compensar justamente os compositores, produtores, artistas e criadores de música”.

Este foi o protesto de maior representatividade em um momento onde muitos artistas viam o streaming com suspeita, deduzindo que este novo formato iria acabar com as vendas de CD físicos e digitais.

No ano seguinte, Swift criticou publicamente a Apple enquanto a empresa lSeançava o Apple Music, concorrente do Spotify. Sua crítica fez com que a companhia mudasse sua política de royalties.

Mas o retorno de Swift ao Spotify e aos demais serviços mostra que agora o streaming é dominante e é uma parte inseparável e essencial dos negócios musicais, sendo fundamental desde a divulgação dos singles até as vendas dos discos. Em março, a Recording Industry Association of America, um grupo empresarial, informou que os serviços de streaming geraram 3 bilhões e 900 milhões de dólares nos Estados Unidos, representando 51% de toda a receita do mercado musical no país.

Spotify, que opera em versões gratuita e paga, se recusou por anos ao pedido das gravadoras e dos artistas — aparentemente, incluindo Taylor Swift — a restringir música somente para assinantes, que pagam royalties mais altos do que os usuários da versão gratuita. Mas, neste ano, em uma renegociação com o Universal Music Group, o maior conglomerado de música do mundo, o Spotify aceitou que as gravadoras deixassem novas músicas disponíveis somente para os assinantes por um período limitado de tempo, em troca de taxas de royalty mais baratas.

Taylor Swift retornou a todos os grandes serviços de streaming, incluindo o Spotify, o Amazon Music e o Google Play, tanto na versão paga quanto na versão gratuita. Vale lembrar que sua música já estava no Apple Music, que financiou para ela a gravação de um show da “1989 World Tour” na Austrália e também a colocou em seus comerciais.

No Twitter, alguns ouvintes também deduziram uma intenção obscura para Swift liberar seu catálogo nesta noite, que é também quando Katy Perry, sua maior rival do pop, liberará seu novo álbum.

Fonte: The New York Times.





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