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Já está claro que os haters não terão vez nessa nova era de Taylor. Para a Billboard, ela falou sobre a transição dela do country para o pop e sobre como anda lidando com o tipo de gente que só quer saber de falar mal dela.

Taylor Swift para os haters: “Se você não gosta que eu seja eu mesma, serei eu mesma mais ainda”

Taylor Swift batizou o seu quinto álbum com o ano de seu nascimento, 1989, mas 2014 é o ano do seu renascimento. Depois de impressionar o mercado com quatro álbuns de um tipo de country recheado com pop, Swift dá adeus a Nashville com o 1989, se livrando das guitarras por sintetizadores inspirados no new wave, cortesia dos criadores de sucessos Max Martin, Shellback, Ryan Tedder e o Jack Antonoff da fun., quem ela conheceu através de sua namorada e a “melhor amiga” de Taylor, Lena Dunham.

Mas o disco também marca uma transição pessoa para a cantora: ela tem um novo corte de cabelo, estreiou um estilo diário mais sofisticado e, talvez mais simbólico, ela se mudou de Nashville para Nova York em março. No passado, Swift muitas vezes parecida usar a sua música para criticar uma fila de ex-namorados. Alguns já até apontaram Harry Styles como a inspiração de seu novo single “Out of the Woods”. Ela está, no entanto, solteira no momento — “nos últimos dois anos [namorados] não foram uma prioridade”, ela diz.

A metamorfose madura de Swift está indo muito bem até agora: “Shake It Off” estreiou na primeira posição no Hot 100 da Billboard, e o álbum é talvez o melhor de sua carreira, e a indústria prevê que ele venderá entre 800.000 e 900.000 cópias na primeira semana — a melhor semana de vendas para um álbum em 2014. Quando 1989 chegar dia 27 de outubro, através da Big Machine Records, Swift revela os motivos or trás as suas transformações pessoais e profissionais. “Eu passei por tanas fases e tive que aprender tanto na frente do mundo todo”, ela diz. “Me sinto muito mais preparada para lidar com as coisas agora.”

Sua música e sua vida mudaram completamente desde o seu último álbum. O que tem acontecido?

Eu gosto de olhar para os álbuns como um tipo de declaração. Visualmente, socinamente, emocionalmente, eu gosto que todos eles tenham a sua identidade. Dessa vez que só estou fazendo o que eu quero fazer. Eu quis fazer um álbumpop, então eu fiz. Eu quis ser bem honesta e não ter que dar desculpas sobre isso, então eu fiz. Eu quis me mudar para Nova York — não tinha nenhum motivo para isso, não foi por amor ou negócios — então eu fiz. Eu quis cortar o meu cabelo curto, então eu fiz isso tamém. Todas essas coisas são sobre manter a minha vida da maneira com que eu quero. Isso é o que eu tenho comemorado nessa fase da minha vida porque tem me feito muito, muito feliz.

É por isso que você fez de “Shake It Off” o primeiro single? É meio que uma declaração viva sobre fazer o que você quer.

“Shake It Off” é sobre como eu lido com as críticas, fofocas e a humiliação e todas essas coisas que costumavam me incomodar. Agora eu lido com essas coisas rindo delas. Eu não queria me sentir vitimizada. Há 4 anos eu lancei uma música chamada “Mean” de uma perspectiva de “Por que você está me criticando? Por que eu nunca posso fazer nada certo para você?” ela surgiu de um lugar quase que derrotado. Passam alguns anos e “Shake it Off” é tipo, “Quer saber? Se você se chatear ou se irritar comigo sendo eu mesmta, eu serei eu mesma ainda mais, e estou me divertindo mais do que você, então isso não importa”.

Se mudar para Manhattan pareceu ser um aspecto chave para você — você dá a largada no 1989 com “Welcome to New York”

Essa música é cheia do otimismo com que eu abordei a minha mudança para Nova York. Eu estava tão animada com a ideia de embarcar em uma nova aventura, e a maneira com que a música soa é basicamente um reflexo dessa emoção, tipo, “Tudo é possível aqui”.

No passado, você teve as famosas músicas sobre “ex-namorados”. E neste álbum?

Eu acho que “homem-cêntrico” é a palavra que as pessoas usam para isso, mas não é um álbum muito homem-cêntrico porque isso não foi o meu foco. Nos últimos dois anos isso não foi uma prioridade. Então se tem uma música sobre relacionamentos, é refletindo sobre um antigo relacionamento e o que eu aprendi com ele. Eu não acho que ninguém do meu passado ou na minha vida ficará chateado com este álbum. Isso é o mais alegre que eu já estive em um álbum — de maneira nenhuma parece “Oh, isso de novo…”

O que faz do 1989 emocionante?

Esse álbum foi feito completamente nas minhas condições, sem que a opinião de ninguém o interrompesse, sem que a agenda de ninguém o interrompesse. Eu não achei que tivesse que pensar muito sobre a direção musical. No passado, eu sempre tentei ter certeza que eu estava mantendo dois gêneros protegidos, e dessa vez eu só tive que pensar sobre um, o que foi um alívio criativo. Foi bom ser honesta sobre o que eu estava fazendo.

Por que virar pop agora?

Eu acho que o que me fez decidir fazer isso foi que, olhando para o meu último álbum, Red, quando as pessoas me perguntavam: “Qual a sua música preferida?” eu sempre dizia, sem hesitar, “I Knew You Were Trouble”. Então quando eu fui para o estúdo para começar com este álbum, eu quis ter certeza que este álbum seria diferente de tudo que eu já fiz, e eu estava naturalmente me aproximando dessas sensibilidades do pop e me expandindo desta maneira. Mas até um ano trabalhando nisso eu ainda não tinha admitido para mim mesma e para minha equipe que esse é um álbum pop. Nós não podemos chamá-lo de country.

Houve alguma rejeição de Nashville?

Bem, eles sabem que eles são aqueles que me convidaram para a festa e eles sabem que eu sei muito bem disto. Mas eu honestamente não experiencei ninguém ficando bravo. Eu acho que o fato de eu ter sido honesta e não ter dado desculpas sobre isso ajuda a fazer com que as pessoas entendam que eu não estou tentando enganá-los. Eu não acho que eu possa pintar uma parede de azul e dizer que ela é verde.

Qual é a principal diferença entre fazer uma música pop e uma música country?

Quando você está fazendo pop, você pode fazer um gancho a partir de elementos diferentes que eu não podia fazer antes, e isso tem sido maravilhoso para mim como compositora. Você pode gritar, falar, sussurrar — se for esperto o suficiente, isso pode ser um gancho. Brincar com os diferentes sons também tem sido divertido — sons dos anos 80 que eu adorava, como o pop sintético. Eu amo a produção do Peter Gabriel e da Madonna do final dos anos 80, e a Annie Lennox e Sinéad O’Connor quanto ao estilo vocal.

Como você começou a gostar tanto de músicas que foram lançadas antes que você nasceu?

Eu adoro olhar para a história da música e a história da cultura pop. Sou fascinada pela atitude que o final dos anos 80 pareciam ter. Na música pop, todo mundo estava se arriscando e sendo criativo por ser criativo. Todos estavam se reinventando, se arriscando e desafiando a sua arte. Na moda, todos estavam desafiando as regras, também — “Quais são as cores normais que podemos usar? O que são as coisas normais com que podemos nos rebelar?” Existia um sentimento geral de otimismo intenso e potencial infinito, que realmente qualquer coisa era possível. Todas essas coisas parece que se incorporaram em minha vida nos últimos dois anos. Eu olho esse álbum como um recomeço.

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