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O site da revista americana especializada em música Rolling Stone divulgou uma review do show da Red tour de ontem em Newark.

A reportagem está tão interessante que a própria Taylor Swift divulgou o link da mesma em seu Twitter pessoal. Confira-a traduzida abaixo:

A Red Tour de Taylor Swift: Seus amplificadores aumentam até 22.
O melhor cartaz de um fã no show de Taylor Swift ontem à noite em Newark, New Jersey: “I Newark Were Trouble.” Segundo melhor: “Não escute Poehler & Fay (sic), você é ótima de qualquer jeito!” Pontos extras para as duas meninas sacudindo o esqueleto fora da arena, esperando conseguir ingressos, mostrando cartazes gigantes de 2s (porque elas estão se sentindo com 22) e vestindo camisetas de “Not a lot Going on at the Moment” feitas em casa, dançando pelo estacionamento com uma caixa de som tocando Red. Espero que elas tenham conseguido entrar. Porque foi um show extremamente excelente.
Ver Taylor Swift ao vivo em 2013 é ver um maestro na sua, ou de qualquer pessoa, melhor forma. Nenhum outro autor pop pode tomar seu posto atualmente, seja por excesso emocional ou alcance musical – o punk dela é bem punk e seu disco é bem disco. Os adereços vermelhos de sua guitarra combinam com aqueles que estão em seu microfone, sapatos e em 80% da plateia. Seu set consiste principalmente em músicas do Red, o mais impressionante, genial e simplesmente a melhor declaração mega-pop dos nossos tempos. Ela é uma especialista em todos os movimentos de uma estrela do rock, exceto naquele que se diz em abaixar o tom. Mas quem iria querer isso? (Além dos ex-namorados reclamões que ela continua a compor músicas sobre?). “Oi, meu nome é Taylor,” ela disse para se apresentar. “Componho músicas sobre meus sentimentos. Dizem pra mim que tenho muitos sentimentos.” O que te dizem, é verdade, Taylor.
Ninguém pode tomar seu posto em histeria dos fãs também. Quando Taylor anunciou: “Treze mil de vocês optaram em ouvir sobre meus sentimentos pelas próximas duas horas!”, ela deu início à gritaria mais barulhenta que eu já ouvi desde a última vez que a vi, no final da sua turnê em 2011, alcançando níveis fora do comum de saturação em berros de meninas. A plateia é parte do show, com suas roupas vermelhas feitas em casa, cartazes, placas luminosas e mais bastões brilhantes do que uma reunião do Inspiral Carpets. Para muitos deles, Taylor é a primeira garota que viram tocar um violão, um fato significante que não pode ser esquecido. Quando ela disse: “Eu olho para essa plateia e vejo muita criatividade,” conseguiu uma das maiores reações da noite. Ela também explicou para os fãs mais jovens o que é um violão de 12 cordas: “Tem o dobro de cordas de um violão normal. Essa é a conta que vocês terão que fazer nessa noite.” Educativo!
Na sua última turnê, ela assumiu o palco com a música “American Girl” (Menina Americana) de Tom Petty. Dessa vez, foi “American Woman” (Mulher Americana) de Lenny Kravitz, um contraste direto. Um pouco antes que ela começasse, sua mãe foi acompanhada pelo corredor perto do meu lugar, causando grande comoção entre os fãs (eu não tinha visto tanto amor por um pai de algum artista desde que Springsteen levou sua mãe para o palco durante “Dancing in the Dark”). Mas o momento pré-show mais legal foi ver a multidão enlouquecer com o hit do Icona-pop “I Love It”. Se você alguma vez imaginou como seria ouvir alguns milhares de adolescentes gritarem “Você é dos anos setenta, mas eu sou uma vadia dos noventa”, agora você sabe. Vadias dos anos noventa considerem-se avisadas.
Uma vez que as luzes se apagaram, os gritos nunca diminuíram e nem a estrela. Taylor apareceu arrasando com “State of Grace” no mesmo tipo de chapéu preto que o Edge usou na turnê Joshua Tree (o que faz sentido, já que Bono também tinha uma guitarra vermelha). Para “Holy Ground” ela mandou ver em um solo de tambores em um gigante cilindro brilhante (“Ela está demais” o menininho atrás de mim informou sua mãe. “Ela está demaaaaaais!”). “Mean” começou com uma introdução rústica: somente Tay dedilhando seu banjo no centro do palco e Ed Sheeran se garantiu em “Everything Has Changed”, enquanto “22” teve breakdance e uma partezinha da batida de “Paid in Full” até que todo mundo estivesse se sentindo tão 22 que doía.
Mas o melhor momento do show foi a dobradinha de “I Knew You Were Trouble” e “All Too Well”. Ela transformou “Trouble” em uma explosão de coreografias envolventes em vestuários chiques, ao estilo baile de máscaras. Então ela sentou sozinha no piano para tocar “All Too Well”, sua balada mais majestosa, apenas uma garota e seu piano e diversos milhares de outras garotas cantando junto. Foi o ponto alto de um show que não teve nada além de pontos altos.
Ver a Taylor no palco agora é como ver Morrissey em 1992 – o mesmo nível de total comprometimento, cheio de calor dos fãs e total conexão entre a plateia e o artista. Eu já comparei a Taylor e o Morrissey diversas vezes, mas nenhum outro artista realmente atinge esse tom de angústia hormonal de feliz/livre/confuso/sozinho com tanta inteligência e simpatia. Moz cantou “the Sun shines out from our behinds” (“o Sol brilha forte pelas nossas costas”), Tay canta “people throw rocks at things that shine” (“as pessoas arremessam pedras naquilo que brilha”), mas eles partem de um mesmo principio. (As pessoas disseram que te amar era vermelho, e elas estavam meio certas). Eles dividem a convicção de que seu humor é o universo e expressá-los é a razão pela qual o universo existe. Essa é uma convicção útil para um cantor ter, mesmo que seja mais perigoso para o resto de nós. Mas Taylor usa isso como uma verdadeira deusa das arenas em seu incrível melhor.

Tradução e Adaptação: Aline Candeo – Equipe TSBR





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