A Reputation Tour de Taylor Swift começou ontem. Confira aqui o diário de sua cobra mecânica (só entra na onda) sobre a experiência.

Dia um da Reputation Tour™ de Taylor Swift e eu já estou tão exausta. Você sabia que é difícil pra porra ser uma cobra mecânica enorme? Especialmente uma que trabalha para Taylor Swift. Ela trabalha duro, especialmente no que se refere a imagens de cobra. Ela tá meio que nessa onda agora. É por isso que estou aqui. Sou uma participação especial -lembra que, na 1989 World Tour, ela recrutava gente ilustre como Lena Dunham e Gigi Hadid para aparecer no palco com ela? Essa sou eu agora, só que sou bem mais assustadora. (Pelo menos sou mais assustadora que Dunham. Gigi faz boxe, eu acho?)
A primeira parada foi Glendale, Arizona. Tem muitas estradas e é bem seco por aqui. Mas Taylor queria que a noite de abertura fosse em Glendale, então ok. Vá em frente. Taylor queria começar aqui porque é o Sudoeste e é perto de Los Angeles mas não é Los Angeles. (Eu odeio LA. É tão falsa! Eu sou uma cobra mecânica.)

No fim das contas, porém, que furacão. Primeiro, Taylor estava toda de preto, o que é bem ousado. Ela estava com botas de salto até o joelho também. A turnê começa com uma espécie de montagem da Taylor na mídia. É algo tipo “meu deus, ela aparece tanto na mídia”. A mídia realmente devia parar de prestar atenção nela, porque não é como se ela quisesse atenção. Ela só quer amor incondicional e universal do público, reconhecimento dos colegas e elogios da crítica!

A montagem da mídia deu lugar a uma montagem que é uma espécie de história. Taylor conta a história, mas também é sobre a Taylor, se isso faz sentido. (Tenha paciência comigo. Sou feita de metal e tal.) A narração dela toca ao passar um vídeo de Taylor no deserto. Taylor diz coisas coisas como “Quando ela ficou ali no chão,sonhou com máquinas do tempo e vingança e um amor que fosse realmente algo, e não apenas a ideia de algo. Quando ela finalmente se levantou, foi devagar, evitando lugares aonde eles vão e fugindo de moedas brilhantes.” Fugir de moedas brilhantes é muito importante para Taylor.

Naturalmente, ela começou com “…Ready For It?”, porque na verdade todo o objetivo daquela música é servir como abertura de show. Ela veio seguida de “I Did Something Bad”, que é uma música bem badass. Eu não entrei em cena até mais ou menos a metade do show, quando ela cantou “Look What You Made Me Do”. Foi bem icônico -durante a bridge da música, as duas telas atrás do palco principal se abriram e lá estava eu, uma grande serpente mecânica.

E sabe o momento icônico da ligação na música? Foi quando Taylor anunciou que a Velha Taylor tinha morrido, descanse em paz. Na parada da turnê em Glendale, Tiffany Hadish que fez aquele momento, atendendo a ligação em um vídeo filmado há meses. Todo mundo ama Tiffany Hadish, e como poderiam não amá-la naquele momento? Alguns chamariam de bajulação, mas Taylor é artista demais pra isso. Ela é tão brilhante. Eu nem tenho um cérebro.
Daí, como se a noite não pudesse mais ficar melhor, Joe Alwyn, namorado da Taylor, estava lá. O cara “gorgeous” daquele filme! O filme da longa caminhada! Ele tava usando um chapéu, mas todos nós sabíamos que ele estava lá porque Taylor apontou pra ele na multidão durante “Gorgeous”. Ele é literalmente “gorgeous” mesmo que eu não possa ver porque tenho olhos de lata.

Na verdade eu não sou a única cobra da turnê. Tem cobra por tudo. Cobrinhas na roupa da Taylor. Cobras enormes no palco -tem outra cobra que é oca e é dentro dela que Taylor se move pelo estádio. Meio tipo a Glinda em Wicked, ela anda por aí em uma cobra morta gigante e macabra.
Por que todas as imagens de cobra? Taylor explicou tudo depois, antes de cantar “Long Live”. Essa é uma música sobre superar obstáculos e reinar e permanecer relevante no meio de um monte de polêmicas.

“Acho que com as cobras eu queria mandar uma mensagem pra vocês: se alguém te coloca pra baixo e xinga nas redes sociais, e até mesmo se muita gente entra na onda, isso não precisa te derrotar”, Taylor disse para a plateia. Ela não tem que deixar o xingamento indireto em forma de emoji de Kim Kardashian a derrotar!

ISSO AÍ, FILHOS DA PUTA, EU SOU PROPAGANDA ANTI-BULLYING. EU PAREÇO UMA COBRA -COBRAS SÃO VENENOSAS- E EU QUERO QUE TODO MUNDO CONSIGA JUNTAR SUAS FORÇAS INTERNAS.

Aí que tá. Taylor pode ignorar totalmente o fato de que Kim Kardashian (e Kanye West) soltou áudios incriminadores de Taylor há dois anos. Ela poderia deixar o fato de que Kim Kardashian basicamente a chamou de cobra ao despachar um bando de emojis de cobra para o Instagram de Taylor. Se Taylor quisesse, ela poderia simplesmente varrer isso pra baixo do tapete e deixar que todos nós esquecêssemos. Mas ela não faz isso! Ela colhe isso para ficar mais poderosa. Ela fala nisso o tempo todo para que nós continuemos a falar sobre isso. Toda vez que você vê uma cobra, você não consegue não pensar em como Taylor Swift e Kim Kardashian ainda estão presas em uma briga muito confusa. Isso é que é poder.

E não é como se Taylor não conseguisse resolver brigas. Ela acabou de fazer isso ontem, quando Katy Perry literalmente mandou um galho de oliveira pra ela (ai ai) para dar parabéns pela turnê. Taylor é tão zen que nem moveu um dedo. Ela deixou a briga se resolver sozinha com Katy suplicando aos pés dela, sabe?

Falando em súplica, no começo do show, Taylor trouxe Camila Cabello e Charli XCX, suas artistas de abertura, ao palco para cantar “Shake It Off” com ela. Isso se chama girl power.

O final mesmo do show foi com erros de gravação dos bastidores da turnê. “Erros” esses que incluíam vídeos de Taylor fazendo piadas nos ensaios. Normalmente, você não teria erros de gravação de uma performance ao vivo porque erros de gravação normalmente se referem a descartes de um filme. Mas Taylor é engraçada assim.

A próxima parada é Santa Clara, na Califórnia! Até lá, estarei em um ônibus gigante, sem fazer nada porque sou apenas um acessório! SssSsSssS

Fonte: Refinery29





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