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Em mais uma das capas que Taylor Swift estampou em 2013, dessa vez da InStyle UK, a cantora fala sobre sua vida, carreira, e muito mais. Confira a reportagem traduzida:

Bastidores
A garota de capa deste mês dispensa apresentações. Apesar de reinar nos charts, Taylor Swift fez uma entrada simples no nosso ensaio no NW10 de Londres, vestindo jeans, camiseta e sapatos baixos. Sua peça favorita? Woodstock encontrou o País das Maravilhas quando ela vestiu o top babydoll de renda Marchesa (página 134). No fim do dia, nossa princesa do pop pulou direto de volta para seu jato privado para esvaziar outro prêmio em Milão. Assim é a vida na alameda Swift.

Ela é a pop estar toda americana que namorou os homens mais elegíveis do mundo. Seu valor é estimado em 80 milhões de dólares. E ela acaba de fazer apenas 23 anos. Conheça a imparável Taylor Swift.

Assim como as outras princesas do pop, Taylor Swift não poderia ser mais perfeita. Tão perfeita, de fato, que você se pergunta como eles deixaram que aquela violenta bola de hormônios adolescentes, Harry Styles, chegasse perto dela.
Porque, como todo conto de fadas requintadamente trabalhado, a lenda é dependente da nutrição e proteção da verossimilidade de sua heroína. No caso de Taylor, seus interesses maiores são servidos por um unido grupo de empresários e Relações Públicas que fazem regras em relação à decência fashion (‘sem carne por cima da linha da cintura, se há muito mostrado embaixo); enquanto um par de ex marinheiros de olhos estreitos e tamanho XXL estão prontos para eliminar qualquer tipo de ameaça física, real ou imaginária. (O estúdio de fotografia é sujeito a uma impressionante “varredura de segurança” antes da entrada dela.)
É tanta atenção ao trabalho de sua imagem, que é um tipo de surpresa quando Taylor educadamente pede seu próprio acompanhamento musical para o ensaio da InStyle e uma pesada playlist de Hip-Hop é selecionada. Mais ainda quando, em uma hora, lá está ela, sacudindo os quadris em Valentino ao som de ’99 Problems’, do Jay-Z, alegremente cantando o rap carregado de profanação com proficiência perfeita nas palavras.
Acontece que a garota de 23 anos, cuja letra mais famosa é indiscutivelmente a pouco menos controversa – ‘We are never ever ever getting back together’- é uma fissurada em hip-hop.
Algumas horas mais tarde, Taylor está me contando como, crescendo, Britney, Hanson e as Dixie Chicks birgavam por espaço nas paredes de seu quarto ao lado dos rostos do rap, 50 Cent e Eminem. “Eu amo muito o Hip-Hop,” ela irrompe. “Tem algo tão honesto nele.” A improvável sugestão de que ela um dia apareceria em um disco do Eminem é recebida com inesperado entusiasmo. “Ninguém quer me ouvir fazendo rap, mas eu cantaria um refrão para alguém com certeza. Me inscreveria nisso rapidamente.” Mas com certeza sua equipe tem algo a dizer sobre o assunto? “Eu não tenho, tipo, uma enorme e assustadora situação com minha equipe, na qual tenho que perguntar,” ela responde. “Se eu escrevesse uma canção chamada ‘F…’ eu acho que as pessoas iriam meio que levantar a mão e dizer, tipo, talvez xingue menos na sua música. [Eu digo que ela pode usar a palavra ‘fuck’ mas ela mordazmente recusa.] Mas eu simplesmente não tenho vontade de xingar em minha música.”
A ideia de que um marmanjo que xinga e fuma poderia colocar suas mãos na doce Taylor Swift irá enviar uma onda de arrepios correndo através das planícies da América Central. Mas talvez esse seja o objetivo. O talento e o sucesso fenomenal da cantora é, em parte, devido à quixotesca natureza de seu personagem como é confiante na ficcional ou senão a persona garota-da-casa-ao-lado promovida por ela e o time por trás dela, todos muito conscientes do poder do dólar de parquinho. Há um jogo a ser jogado e ela o joga extremamente bem.
Enrolada em seu puro casaco xadrez, para repelir arrepios do frio britânico, ela é tanto unicamente linda quanto sem jeito, ao mesmo tempo, ainda não muito acostumada com seu tipo modelo, 1,80m. Ela conversa como uma adolescente durante o recesso.
Sua biografia, recontada tantas vezes antes, tem uma qualidade quase mágica (uma das palavras favoritas de Taylor); um script charmoso, que valeria um musical na Broadway. Como ela e seu irmão mais novo Austin, três anos caçula, foram criados em uma fazenda de àrvores de Natal de 10 acres na Pensilvânia por pais apaixonados, Scott e Andrea, ele corretor de ações voando alto com a enorme financeira Merril Lynch, ela uma mãe dona de casa. Como ela era a esquisita, a solitária na sala de ela de sua chique escola secundária em Wyomissing, confiando em seu diário e poesia por conforto. Depois, tendo pego um violão aos 12 anos, e, encorajada por sua família, começou a performar nos shows de talentos locais e cantar covers de Dolly Parton e Dixie Chicks e suas próprias composições em bares de café, “tocando por gorjetas”, como ela coloca. Ao mesmo tempo em que isso acontecia, ela modelou um pouco para a Abercrombie & Fitch, ganhou um concurso nacional de poesia com um ode intitulado ‘Monster in My Closet’ e começou a bombardear gravadoras com demos.
Seu prodígio talento musical apenas tinha o efeito de aumentar a alienação dentre suas invejosas colegas de classe. Elas achavam que ela era “estranha e diferente”, ela diz. Ela ia pra casa e escrevia uma canção sobre o que a atormentava, e continuou tocando naqueles bares de café, trabalhando com públicos de “até 200”. “Quando você está lidando com algo como a solidão ou confusão ou rejeição ou frustração, essas emoções são muito desordenadas na sua cabeça,” ela olha pra trás agora. “Pra mim, o único jeito de condensá-las em algo é escrever uma canção de três minutos e meio sobre isso. Eu me sentava com o violão na mão e dizia, “Se eu pudesse dizer uma coisa àquela garota, o que eu diria?”
A história é tão polida que mesmo ao lidar com traumas da infância que poderiam levar seres inferiores por anos ao sofá de um psiquiatra, ela consegue embalar seus momentos mais sombrios para presente com um semblante de Polly-Pocket-encontra-Tracey-Emin-por-Hasbro (N/T: Multinacional de brinquedos). Ela não tinha uma melhor amiga, naquela época? “Minha mãe era minha melhor amiga,” ela alegremente volta.
“Eu comecei a escrever canções porque eu não tinha realmente mais ninguém com quem falar. Por mais triste que isso possa soar, eu estava passando por esses tempos difíceis na escola onde eu não tinha nenhum amigo. Escrever canções para mim começou como uma terapia.”

Tem até um momento de epifania, quando uma jovem Taylor sentou assistindo um episódio de Behind The Music com Faith Hill e decidiu que se ela fosse um dia ter êxito, Nashville seria o lugar. Ela e sua mãe visitaram a casa da música country por diversas vezes antes, tentando, inutilmente, despertar o interesse de gravadoras. Apenas nessa vez, com uma determinação que entendida por ela como “irritante sem parar, perpetuamente trazendo-o” ela finalmente convenceu seu pai a transferir de escritorio, e a familia Swift me mudaram permanente a 750 milhas sudoeste. Aos 14 anos ela ela teve um desenvolvimento de contrato com a RCA; ano passado, menos de uma década na ativa, a revista Forbes declarou ela como a mais bem paga celebridade abaixo dos 30 anos, ganhando $57 milhões apenas em 2012.

Fato interessante: estamos subindo uma escada em espiral moldada em aço, a caminho da sala de encontros do estúdio onde nossa entrevista acontece. Taylor não consegue esconder seu prazer. Ela ama escadas em espiral. Ela tem uma em sua cobertura duplex personalizada em Nashville, que leva – “Você vai pensar que eu sou esquisita” – para um “tipo de” chão de vidro até o teto da torre, dominada por uma gigante gaiola cheira de almofadas macias, onde ela geralmente senta com seu violão e escreve canções.

Eu levaria mais tempo que a hora que me foi atribuída hoje, para penetrar totalmente no agregado construído cuidadosamente que fez Taylor Swift tamanho sucesso. Muito mais, eu imagino, do que levou o senhor Styles para se interessar nela, por exemplo. Eminentemente amável, ela possui atração óbvia. Mas são os defeitos na força cintilante das angustias da jovem moça amiga dos pais e a celebração que a fazem tão interessante, e, sem dúvidas, permite ela emocionalmente se conectar tão profundamente com sua legião de fãs chamados de “Swifties” ao redor do mundo. E que conexão ela fez – empilhando mais de 23 milhões de albuns vendidos desde o seu lançamento homônimo em 2006. Red, do ano passado, que tem contribuições de Ed Sheeran e de Gary Lightboy do Snow Patrol, foi diretamente destinado a expandir seu núcleo seguidor no Reino Unido e Europa, fazendo dele seu primeiro número um britânico e vendeu mais de 1.2 milhões de cópias na primeira semana.

As seções mais iluminadas da entrevista ocorrem quando a conversa vai para fora do caminho batido e ela é tem que abandonar o roteiro, onde, com uma questão de crenças religiosas, provoca essa rejeição educada, escolhendo as palavras cuidadosamente: “Religião e politica são coisas que você não deve trazer a tona no jantar ou em uma entrevista. Eu não quero parecer que estou impondo o que acredito em alguém”. Muitas vezes é uma questão trivial de investigação que permite um maior conhecimento; relevando tanto um lado intelectual para combinar com sua suprema habilidades musicais, e não uma pequena quantidade de insôlencia engajada.
Qual sua música favorita? Eu pergunto.
“Minha música favorita que tenha escrito?” ela replica, instintivamente caindo dentro de um modo MTV.
Não, de outra pessoa, eu digo.
“Música de outra pessoa…” ela pondera. “Provavelmente, ‘You’re So Vain'”.
Quando digo que o sucesso clássico de Carly Simons foi escrito para o maior sedutor de Hollywood, Warren Beatty, ela é rápida em mostrar seu conhecimento superior no assunto. “Eu não acho que alguém realmente saiba. Há muitas teorias diferentes.” Então, o aquecimento palpavel no assunto: “Veja, eu sou a primeira pessoa que as pessoas tem estado tipo, [suspiro], ‘Para quem são suas músicas?'”
Ah, sim, aquela vida amorosa de muitas crônicas. Um dos maiores contribuidores para o sucesso de Taylor, elevando ela acima de seus pares, é a notável narrativa confessional que ela ela investe em suas canções; um diario aberto onde ela assume os papeis de injustiçada, de justa e de anjo vingador, atingindo um único acorde com a magnitude classificada de jovem, predominantemente feminina.
Enquanto músicas como ‘Picture to Burn’, ‘Teardrops On My Guitar’ e ‘Should’ve Said No’ são ditas como músicas para ex-namorados de sua época mais jovem, mas são os hinos aludindo os seus mais notaveis galanteadores como Joe Jones (‘Forever and Always’), Taylor Lautner (Back to December), John Mayer (Dear John) e Jake Gyllenhaal (We Are Never Ever Getting Back Together, e rumores dizem, maior parte do cd Red) que provocou criticas questionando suas motivações e levantaram as brasas de sua repercussão. Ali continua a existir uma regra não tão silenciosa na industria que apenas homens com guitarras tem o direito de resposta. E enquanto isso, tabloides britânicos, ansiosos por fazer feliz, já estão especulando sobre se Taylor já escreveu uma ou duas canções sobre suas mais recentes chamas, o herdeiro americano Connor Kennedy e nosso Harry Styles do One Direction. Em sua defesa, Taylor é impenitente: “Escolher deixar seus fãs entrarem na sua vida é uma coisa boa.”
porque te conecta com eles para sempre. Infelizmente, quando você deixa seus fãs entrarem em sua vida através das letras, você também deixa todos entrarem. Para mim nunca foi algo que eu me arrependi.”
Será que ela se censura?
“Não. Eu não vejo o porquê,” ela diz, adicionando que namorados, do presente ou passado, também estão incluídos nessa certeza.
Mas, será que alguém já escreveu uma música para ela?
“Sim, e eu consigo lidar com isso,” ela insiste. “Se eu vou escrever canções sobre meus ex-namorados eles podem escrever sobre mim. É assim que funciona. Eu não vou reclamar sobre isso. Eu não vou ficar aqui falando ‘eu sou a única que posso escrever sobre esse relacionamento. É um jogo justo.”
Para aqueles que desafiam a sua integridade, as suas acusações estão incorretas. Garotas adolescentes escolhem suas portadoras com sabedoria, e não se enganam facilmente. Entretanto, enquanto Taylor está satisfeita em transferir suas angústias românticas para música, repórteres são avisados a não cavarem mais fundo.
Quando eu a aviso, lá pelos meses do inverno, que os jornais britânicos só estavam falando sobre duas coisas a respeito dela – Harry Styles e o seu amor por as antiguidades da Portobello Road -, ela escolhe ignorar a primeira coisa e concentrar na exasperação da busca por pechinchas.
“De onde isso veio? Claro [eu gosto de antiguidades], mas se eu gosto de flores? Sim. Eu acho que quando você não fala sobre sua vida pessoal na mídia as pessoas inventam uma para você.”
Eu a pergunto se ela é mais feliz dentro ou fora do amor.
“É difícil dizer,” ela volta. “Porque existem coisas bonitas sobre ambos, e eu só sinto que você precisa encontrá-las.”
Falando com Taylor, o que se torna aparente é que longe de ser a víbora caçadora de homens que a mídia vem falando hoje em dia, ela adoravelmente se apega a ideais românticos. Tem uma inocência escolar sobre ela e suas visões no amor. Como se ela estivesse presa, seja para o benefício dela ou de seus fãs, como a menina de cabelo cacheado que come o almoço sozinha. Ela me conta que não é muito de manter contato com seus ex-namorados e que ela não tem muitos amigos homens.
“Eu sou uma garota de garotas. Eu tenho amigos homens, mas o problema com isso é que eu sempre acabo sendo ligada a eles e eles acabam em um slideshow de pessoas que eu aparentemente namorei na internet. Tipo, tem todo tipo de complicação com ter amigos homens. “Que tipo de complicação?”“ Se eles têm uma namorada que não gosta de você e coisas do tipo. Então eu tenho tipo dois ou três amigos homens. Poucos seletos. Mas eu tenho tipo 20-25 boas amigas mulheres.”
Em cima da lista estão a estrela de Glee Dianna Agron, a estilista Ashley Avignone e a designer de jóias Claire Kinslinger. Em abril do ano passado, Taylor tweetou uma foto do quarteto fantasiado para celebrar o aniversário de 79 anos da legendária atriz Shirley MacLaine no Beverly Hills Hotel Polo Lounge.
“Eu finalmente tenho amigas ótimas,” ela diz. “Você sabe, se alguma coisa acontece eu tenho seis garotas que eu vou ligar uma após a outra, ou em uma chamada de conferência, ou em uma mensagem de grupo. Nós contamos absolutamente tudo uma a outra.”
Eu digo que ela parece alguém com uma alma velha, e ela gosta disso. “Às vezes eu me pergunto de onde as músicas vêm. Mas eu gosto de pensar que uma vez que eu aprendi uma lição na vida eu não precise aprender novamente. Tipo quando se trata de relacionamentos, amizades.” Você está procurando por perfeição nos seus relacionamentos? “Não, porque isso não é realista. Eu acho que o que é tão bonito sobre a vida é a constante… é a imperfeição. O que você quer é uma relação duradoura onde a pessoa ame você apesar de suas imperfeições.”
Você se prende as coisas?
“Definitivamente. Tipo, como uma compositora eu penso no que aconteceu nos últimos anos várias e várias e várias vezes e é daí que você consegue inspiração.”
Só porque quero ver a reação dela, a pergunto se ela gostaria de adiantar o tempo e ver como sua vida está daqui a trinta anos.
“Isso seria amedrontador,” ela segura sua cabeça em suas mãos. “Parte de mim me diz ‘Sim, absolutamente, como minha vida está? ’ E tem outra parte de mim que… Eu não acho que seria necessariamente bonitinho colocar um vestido brilhante e sair pulando no palco daqui a trinta anos.”
Se aposentar?
“Talvez. Depende do que acontece.”
Você gostaria de ter uma família?
“Eu acho que sim, mas não tenho certeza. Eu não tenho um plano principal,” Swift diz. “Eu já pensei que tivesse um cenário dos sonhos antes, mas acaba que eu mudo meus pensamentos e que essencialmente aos 20 e poucos anos todas as peças do seu quebra-cabeça são jogadas para o ar e que elas só caem em qualquer lugar e eu acho isso saudável. O que eu me preocupo é que eu nunca quero acabar sendo um ser humano egocêntrico e inútil. Minha amiga Lena fez essa entrevista onde ela disse que nós precisamos ter o mesmo nível de ódio e amor por si mesmo.
Lena? Eu digo
“Ela está em uma série chamada Girls. Ela é tão inteligente em suas entrevistas e também em uma simplesmente conversa… Meus medos circulam por mim tomando as decisões erradas e estragando isso para mim mesma. Eu não quero acabar sendo horrível e intolerável. Sozinha. Deitada em uma banheira de mármore sozinha, tipo triste, com um copo de vinho, reclamando que minha vida acabou solitária porque eu afastei todos, porque achava que era boa demais para andar com qualquer pessoa. O típico clichê triste de Hollywood da pobre estrelinha solitária com ninguém porque ela construiu todas essas paredes e não confiou em ninguém. Esse é meu medo. E é por isso que vivo minha vida da maneira que vivo, porque eu preferia totalmente sentir tudo do que acabar daquela forma.”
E ela estaria ainda escrevendo aquela última canções sobre término?
“Poderia ser,” ela sorri. “Poderia estar acontecendo.”
Espero que não.

Tradução e Adaptação: Lívia, Ana Luiza e Eduardo – Equipe TSBR





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