08 de novembro de 20 Autor: Maria Eloisa Barbosa
“Miss Americana” é exibido em Nova York

Na sexta-feira (6), o documentário sobre a vida de Taylor, “Miss Americana”, foi exibido gratuitamente num drive-in em Nova York. De surpresa, Taylor gravou uma mensagem para os Swifties que foram assistir e, ao final do filme, rolou um Q&A com Lana Wilson, diretora de “Miss Americana”.

“Oi, gente. Eu só quero agradecer muito por terem vindo assistir ao filme. Lana me contou que haveria uma exibição num drive-in e então ela me atualizou e disse que vocês esgotaram, o que é muito legal. É um ótimo momento para assistir a esse filme. Eu quero dizer que Lana é uma pessoa maravilhosa, uma diretora maravilhosa e ela conta histórias de uma maneira muito empática, eu sou realmente muito sortuda por ela ter passado um tempo comigo. Isso foi uma experiência maravilhosa que eu tive com ela, em todo o tempo que filmamos, em todas as conversas que tivemos, então se você for assistir ao Q&A com ela mais tarde, faça muito barulho porque ela é realmente muito legal. E vocês são também, eu estou realmente muito muito feliz que vocês querem ver o filme. Eu só queria dizer ‘oi’ então oi e obrigada por virem”

No Q&A, Lana abordou diversos pontos a respeito de sua relação com Taylor e sobre os bastidores do documentário. Confira abaixo as principais declarações:

Sobre Taylor se posicionar politicamente:

“Você começa a filmar, começa a conhecer alguém, acho que isso leva tempo, construir uma confiança… Eu filmei um pouco sozinha com ela (…) isso foi uma grande coisa (…). Foi uma grande mudança essa decisão de falar politicamente, eu vejo isso como um momento de chegada da maturidade e uma história de maturidade que muitas pessoas podem se conectar, sabe, esse momento em que você precisa dizer para as pessoas que mais ama ‘eu te amo, eu te escuto, mas eu preciso fazer algumas coisas diferentes agora’ (…). Uma vez que filmamos isso eu pensei que esse era o clímax do filme e todo o resto precisava ser sobre construir isso”.

Como Lana começou a trabalhar no documentário:

“Eu era fã da música dela, eu amava a música dela, mas nunca tinha ido a um show, não sabia da vida pessoal dela (…) basicamente eu recebi uma ligação da Netflix (…) e eu imediamente pensei “SIM, CLARO” (…). Eu sabia que viemos de mundos diferentes de várias maneiras, mas eu também sou uma artista feminina numa indústria dominada por homens e era esperado que compartilhássemos algumas experiências que temos em comum. Eu estava extremamente curiosa para saber como a vida dela estava indo (…) e como ela lidava com essa pressão de uma menina virar uma mulher aos olhos do público (…). Então desde o começo, eu estava interessada em: como isso pode ser um filme não só para os fãs de Taylor Swift, mas também um filme para pessoas que ainda não são seus fãs ou não sabem muito sobre ela ou até mesmo que não gostem da música dela, eles ainda poderiam ver o filme e ver que ok, isso não é só sobre música, é sobre uma garota jovem crescendo, passando por várias coisas que pessoas passam”.

Sobre filmar a Taylor em estúdio:

“Filmar no estúdio… é o lugar feliz de Taylor, ela está totalmente animada (…) e focada em escrever (…). Eu pensei que era importante filmar porque ver uma artista do nível dela trabalhando diz tanto sobre ela e também porque as músicas dela são, claro, sobre coisas que ela passou em sua vida, então isso poderia ser uma parte temática do filme, o processo de escrever essas músicas(…). Então basicamente o processo de estar lá foi tipo “sou apenas eu”, então eu fiquei numa parte pequena do estúdio, eu fiquei quase assim [Lana se encolhendo] segurando uma pequena câmera, sem me mexer, e fiquei lá por horas. Então você se mexe um pouquinho e então você traz um diretor de fotografia e eu acabava gravando o som, por exemplo. Não havia mais do que dois de nós na sala”.

Sobre mostrar o documentário para Taylor:

“Mesmo que as músicas dela sejam muito intimas, isso é uma coisa diferente (…). O processo foi basicamente eu mostrar para a Taylor algumas partes e eu lembro tão fortemente de compartilhar com ela, porque isso não é os bastidores de uma turnê, não é um documentário de um show, não acho que seja nenhuma dessas coisas, eu vi como uma chance de contar a história de um momento especial da vida dela mas também explorar as limitações colocadas em uma mulher, as expectativas colocadas em uma mulher, especialmente em uma mulher de sucesso na sociedade, na cultura e no mundo (…) foi muito emotivo, foi uma experiência inesquecível, e eles [Taylor e seus pais] amaram. Taylor estava tipo “SIM” (…). Funcionou e ela gostou do storytelling”.

Sobre como Lana queria contar a história:

“Eu acho que a melhor parte da nossa relação é que desde o inicio (…) ela estava tipo “faça o que tiver que fazer, é sua perspectiva sobre mim” (…) então eu tive muito espaço e liberdade (…). Desde o inicio, eu queria abrir com aquela sequência de vídeos em casa dela criança e então em 3 minutos você vê basicamente a fama crescendo e ela no topo do mundo, no pico de sua carreira (…) ela era aquela pequena garota, com um sonho extraordinário e muito talento e ela trabalhou, então seu sonho se tornou realidade e ela está lá, mas imediatamente há aquele monólogo interior que eu espero que seja surpreendente, em que você a vê escalando essa montanha conforme o sonho vai se tornando realidade. É maravilhoso de diversas formas mas por outro lado, ela está pensando se ela está fazendo isso por querer fazer música, por amar escrever músicas. Sim [ela está], mas ela também está fazendo isso porque ela ama aplausos, porque adora as pessoas dizendo que ela é boa e que está fazendo um ótimo trabalho. Então eu queria mostrar essa contradição na história”.





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