Taylor Swift é destaque no mais novo single do Big Red Machine, “Renegade”, uma música que ela também escreveu – e é uma de suas melhores músicas.


Se você tivesse nos dito anos atrás que Aaron Dessner e a banda do Justin Vernon, Big Red Machine, fariam um álbum com Taylor Swift, teríamos pensado que você estava delirando. Mas os tempos mudaram drasticamente, e dois álbuns “indie” depois (co-escritos com Dessner do The National e Vernon de Bon Iver, o primeiro dos quais também co-produziu), Swift provou que, embora ela possa não ter as sensibilidades indie de um Angel Olsen ou Sharon Van Etten, algumas de suas melhores composições surgem quando ela explora esse lado.


A estrela do pop está presente em duas faixas do próximo álbum Big Red Machine, “How Long Do You Think It’s Gonna Last?”, e hoje a banda lançou a primeira contribuição de Taylor para o projeto, “Renegade”.
Pode ser uma das melhores músicas de Swift até o momento, então é um pouco surpreendente saber que ela não a quis em nenhum de seus álbuns mais recentes.

Sim, é um lançamento do Big Red Machine, mas ainda é uma música de Swift. Ao falar com Zane Lowe da Apple Music sobre isso, Dessner explica que Swift sentiu que algumas das canções que ela escreveu para seus dois últimos álbuns se encaixariam melhor com a Big Red Machine. “Depois que terminamos evermore, ela escreveu ‘Renegade’ e , novamente, foi como ser atingido por um raio ou algo assim. Quando você tem a chance de trabalhar com alguém como ela, ela é … Ela é sábia e uma pessoa incrivelmente trabalhadora e maravilhosa. Então, foi especial”, disse ele.

“Cada vez que escrevemos uma música juntos, nós dois ficamos um pouco perplexos com o resultado. Tipo, ‘Como isso é possível?’ Porque parece que o tudo se encaixa muito bem de alguma forma. Eu acredito que é algo sobre a maneira como eu penso, ou a maneira como me relaciono com a música emocionalmente, e sua incrível perspicácia ou sua maneira de rastrear a música e sua narrativa e seu senso de melodia, que cria algo que realmente clica”, Dessner elabora.

Dá pra perceber que Taylor Swift está por trás do trecho: “É insensível da minha parte dizer ‘dê um jeito nessa bagunça pra que eu consiga amar você’? É realmente a sua ansiedade que te impede de me dar tudo? Ou você só não quer?”

A artista, com frequência, canta sobre fantasiar o que espera de um parceiro: o final de um conto de fadas, um amor que se entrega aos caprichos de deixar luzes de Natal penduradas em janeiro, aquele que permanecerá ao seu lado quando ela realmente precisar do apoio de alguém.

Mas Swift se destaca igualmente quando está sendo brutalmente honesta e criticando um interesse amoroso inadequado (Afinal de contas, há uma razão pela qual os fãs ainda amam tanto a balada “Dear John”). Mesmo essa música não tendo detalhes super específicos quanto as do passado em que os fãs podiam ligar os pontos e descobrir para qual garoto Swift a escreveu, essa é uma canção com a qual podemos nos identificar, cuja história soa verdadeira para qualquer um que já esteve com um parceiro errado. E como costuma ser o caso com seus melhores materiais, ela enquadra de uma maneira que enfraquece o poder da pessoa a quem ela se dirige — aquela que é incapaz de se comprometer — ao virar as mesas e forçá-la a confrontar suas ‘mer*as’ por meio de seu lirismo impressionante: “Você dispara mísseis porque você se odeia / E você sabia que está me demolindo? / E então você aperta minha mão justo quando estou prestes a sair”.

Essa música prova porque a nova era de Swift como uma artista inclinada para o indie funciona. “Renegade” é mais pop — combinando uma guitarra suave, uma batida simples de bateria e sintetizadores — mas contida o suficiente para soar como algo que, digamos, uma artista como Adult Mom (outra grande fã de Taylor Swift) poderia ter escrito. É uma faixa que pode facilmente servir como o hino de verão sobre um “boy lixo”, que faz os ouvintes lembrarem que eles valem muito mais do que as desculpas baratas que alguém encontra só para não dar o que eles merecem. E falando sério, não é exatamente isso que muitos de nós precisamos enquanto nos aventuramos de volta ao mundo dos namoros pós pandemia?

Matéria publicada pela AV Club e traduzida pela Equipe TSBR.





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