15 de fevereiro de 16 Autor: Airton
Grammy: A história oral do “1989”

O Grammy foi atrás das principais peças do grande processo de criação do “1989” como parte de um especial em aquecimento para a cerimônia que irá acontecer na noite desta segunda-feira (15).

Dos nomes consultados que forneceram a sua versão da história de sua participação no álbum estão aqueles que já são conhecidos, como Imogen Heap, e outros como Mattias Bylund e Tom Coyne estavam na sombra dos bastidores até agora. Leia:

É preciso de um batalhão para criar um álbum, e no caso do “1989” de Taylor Swift, um batalhão internacional.

Da Suécia até a cidade de Nova York para Londres até Nashville e além, o 1989 representa um verdadeiro trabalho em equipe. No meio de campo do time estava Swift, uma artista autoconfiante que imaginou um projeto genuinamente pop depois de ter acordado no meio da noite com uma epifania. Com colaboradores escolhidos a dedo como Max Martin, Shellback, Imogen Heap e Jack Antonoff dentro do projeto, Swift deu inicio a sua visão única de fazer um álbum “sonoramente coesivo”.

O “1989” provou não ser apenas coeso, mas outro marco na carreira de Swift. O álbum vendeu mais de 1.2 milhões de cópias na primeira semana de vendas e garantiu a vencedora de sete Grammy outras sete indicações para a 58a. edição dos Grammy.

Swift e outros colaboradores chave por trás do triunfo do pop dividem a sua história do 1989.

Taylor Swift (artista/co-produtora): Acordei uma vez às 4 da manhã e decidi que o álbum se chamaria 1989. Tava fazendo um pop sintético inspirado nos anos 80, e eu iria fazer só aquilo. Vou falar que é um álbum pop. Não vou ouvir ninguém da minha gravadora. Vou começar amanhã.

Gostava da ideia de colaboração. Mas com o 1989, decidi afunilar a lista. Não seriam 10 produtores, seria um pequeno time de quatro ou cinco pessoas que eu sempre quis trabalhar ou com quem amei trabalhar. E Max [Martin] e eu iríamos supervisionar e iríamos fazer um álbum sonoramente coesivo de novo.

Imogen Heap (co-produtora/co-engenheira): Nos conhecemos em meu estúdio em Londres. Ela tinha o esqueleto de “Clean”. Ela tinha a letra, o refrão e as notas. Eu achei que era brilhante.

Swift: Tinha uma metáfora na minha cabeça sobre estar em uma cabeça, e tinha tido uma seca mas você sente que uma tempestade está chegando. Ao invés de tentar impedir a tempestade, você abre um buraco no teto e deixa a chuva entrar e quando você acorda de manhã, tudo foi levado embora.

Heap: Eu só escrevi um pouquinho para ajudar ela a fazer o que faz. Coloquei alguns barulhos em “Clean”, toquei vários instrumentos ali, inclusive bateria e toda vez que ela dizia gostar de algo que eu estava fazendo, eu fazia mais. Foi um dia bem divertido.

Ela gravou todos os vocais durante aquela única sessão. Ela fez duas tomadas, e a segunda foi definitiva. Nós sempre achamos que ela talvez fosse gravar de novo, porque achávamos que não poderia ser tão fácil. Mas depois que convivemos com aquilo por alguns meses, achamos que era incrível.

Swift: A coisa mais legal sobre a Imogen é que não tinha mais ninguém no estúdio. Nenhum assistente, nenhum engenheiro. Ela que fez tudo.

Heap: Sabia que ela amou “Clean”. Ela disse que tinha amado e a sua mãe também amava. Mas eu não sabia se iria parar no álbum. Mas todo mundo sentia que tinha algo especial. O processo de criação foi mágico.

Niklas “Nikk” Ljungfelt (guitarrista): Toquei em “Style”, uma música que tinha começado com Ali Payami para nós mesmos. Ele estava tocando para Max Martin no estúdio dele, Taylor ouviu e amou. Ela e o Max escreveram letras novas. Mas eu gravei a guitarra para ela antes que fosse uma música de Taylor. Era um instrumental. Não imaginava que a Taylor iria cantar nela. A inspiração veio do Daft Punk e música eletrônica distorcida. Taylor gostou muito quando ela escutou a música pela primeira vez. Ela deu um grande passo da música que ela tinha feito antes.

Swift: “Blank Space” foi a terceira música que toquei para o Max Martin e o Shellback. E eles disseram: “Não, essa é a primeira coisa com que vamos trabalhar hoje!” foi uma faixa bem dispersa. Queríamos que fosse só sobre a letra e os vocais.

Mattias Bylund (arranjo de cordas): Estávamos escutando a um mix quando o Max Martin chegou e disse que ele queria que eu escutasse algumas músicas. Começamos a ouvir “Shake It Off” e “Wildest Dreams”. Imediatamente percebemos que seriam hits, e eu fiquei muito feliz de ter a missão de fazer o arranjo e gravar os instrumentos de corda em “Wildest Dreams”. Gravei elas na minha casa em Tuve, na Suécia. As notas do Mellotron (um tipo de teclado elétrico) durante a música foram lá, e as cordas em staccato no refrão, essas eu fiz com cordas reais. Adicionei algumas notas altas e uma construção na ponte. No refrão toquei umas notas meio que no estilo do Coldplay.

Jonas Thander (saxofonista): Gravei o sax alto e o tenor no meu estúdio na Suécia. Max tinha gravado algumas ideias de sopro em MIDI para mim, e eu fiz as minhas próprias partes. Não tinham vocais quando fiz minha parte. Eu gravei todas as minhas partes de sopro e depois sobrepus com outros músicos e editei isso numa sessão que durou 10 horas e entrou noite adentro. Parece muito mas é que eu sou chato. Então fiz tudo de novo no próximo dia de gravação. Mas eu amo ela, então nenhum problema para mim. As pessoas acham que é um som barítono na introdução de Shake It Off, mas é um Mellotron.

Swift: O Mellotron ajudou muito quando estávamos escolhendo sons. Algumas vezes substituíamos ele com sons reais depois.

Thander: A primeira vez que ouvi os vocais da Taylor foi quando a música foi lançada. Ela soava incrível. Esses caras realmente sabem o que tão fazendo.

Laura Sisk (engenheira): Trabalhei com o Jack Antonoff em três músicas: “Out of the Woods”, “You’re In Love” e “I Wish You Would”. Foi só o Jack e eu no estúdio por grande parte da produção. Especialmente em “Out of the Woods”. Ele e a Taylor estavam colaborando em longa distância e mandavam ideias uma para a o outro o tempo todo. As músicas ficaram prontas bem rápido. Tinha muita animação ao redor das músicas.

Quando recebemos os vocais de “Out of the Woods”, eu não conseguia parar de escutar. Eu amo muito o refrão e quando os vocais em segundo plano aparecem no final, e traz esse sentimento de hino para a música que você sente mesmo a capella.

Tom Coyne (engenheiro de masterização): Meu trabalho foi fácil. A colaboração de Max Martin com Taylor Swift quase que garantia que o álbum seria grande, atrevido e belo. Eu masterizei todo o álbum em dois dias. Quando você trabalha com profissionais desse calibre, as coisas acontecem naturalmente.

Heap: Taylor é uma força da natureza.

Fonte: Grammy.com





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