O site Associated Press publicou, nesta terça (15), uma matéria sobre a 1989 World Tour. A matéria é de Mesfin Fekadu, que escreve sobre música por lá, e tem colaboração de Alicia Rancilio, Marcela Isaza e Derrik J. Lang, que também escrevem para o AP. Confira aqui:

Pode-se dizer que Taylor Swift é a nova Oprah, e seu palco, sua versão do sofá de Winfrey.
Ela é sem dúvida a pop star mais importante do momento, e agora a estrela de Swift alcançou alturas ainda maiores e foi além da música, graças ao über sucesso da (cheia de convidados ilustres) 1989 World Tour.

Tipicamente Swift, ela convidou outros cantores populares nas rádios para se juntarem a ela no palco, incluindo Nick Jonas, Jason Derulo, John Legend e as amigas Selena Gomez e Lorde. Mas Swift, de 25 anos, também compartilhou o palco com o ícone do folk Joan Baez e revelações como The Weeknd e Fetty Wap, que cantou seu hit “Trap Queen”, uma canção de amor contemporânea sobre fazer cocaína — e outras coisas — com sua parceira.
E aí houve os momentos não-ortodoxos da turnê: Ellen DeGeneres apareceu no palco, Lisa Kudrow cantou a memorável “Smelly Cat”, de “Friends”, em um dos shows, e Matt LeBlanc, ex-colega de elenco de Kudrow, subiu no palco em um dos shows com Chris Rock. Até Julia Roberts subiu no palco-passarela enquanto Swift cantava seu hit “Style”.
A pop star também convidou atletas para se juntarem à diversão, de Kobe Bryant a Serena Williams ao time de futebol feminino dos EUA, apenas alguns dias depois de elas vencerem a Copa do Mundo. E as modelos que ela chama de amigas, de Gigi Hadid a Karlie Kloss.

“Os entrevistadores me perguntam como ‘convencemos’ essas pessoas a virem aos shows e desfilar, e a verdade é que todos que desfilaram na passarela no palco em um dos shows já estavam lá, simplesmente para ver o show. Geralmente eu pergunto no meet & greet que acontece antes dos meus shows se eles querem subir no palco, depois explico como o elevador funciona e improvisamos daí.”, Swift disse em um e-mail ao Associated Press.

Muitos de seus convidados surpresa têm filhos que são fãs dela.
“Joan Baez e Julia Roberts estavam no meu show em Santa Clara, e elas estavam na minha sala do meet & greet juntas. Julia é uma grande fã de Joan e elas estavam se dando muito bem. Perguntei às duas se elas queriam subir no palco juntas e Julia explodiu em um ‘POR FAVOR!!!’ e foi assim que aconteceu.”
Outros convidados da 1989 World Tour, que começou em Tóquio em maio, incluem Justin Timberlake, Alanis Morissette, Natalie Maines das Dixie Chicks, Sam Hunt, Wiz Khalifa e Beck.

“Muitas das estrelas você vê não querendo, talvez, meio que compartilhar os holofotes, não querendo necessariamente ter outras pessoas lá com elas, mas Taylor fica animadíssima em fazer isso.”, diz Josh Duboff, que entrevistou Swift para a capa da edição de setembro da Vanity Fair. “Ela fica animada em compartilhar o palco, o que eu acho que é meio único no momento.”

Mary J. Blige, que cantou suas músicas “Family Affair” e “Doubt” no Staples Center de Los Angeles com Swift, disse que a cantora “foi alguém que eu sempre adorei, muito antes de ela me convidar para o seu show”.
“É incrível. Ela merece. Ela faz muita coisa boa. Ela é muito querida de verdade, com um coração enorme — então está recebendo de volta tudo que dá.”, a diva do R&B disse de Swift e dos seus convidados ilustres. “As pessoas a apoiam.”
No mesmo show, Swift cantou um dueto com a estrela de “Orange Is The New Black”, e ganhadora do Emmy, Uzo Azduba, marcando a segunda aparição da atriz em um show da cantora.

A girl band Fifth Harmony disse que Swift aprendeu a coreografia do seu último hit, “Worth It”, em 20 minutos, no backstage, antes de elas se apresentarem para 60 mil fãs barulhentos em Santa Clara, na Califórnia.
“Na verdade eu estava chorando durante a apresentação. Eu realmente estava e tipo, não conseguia nem cantar minhas partes do jeito certo, especialmente quando ela veio e ficou em pé ao nosso lado.”, disse Dinah Jane, uma das meninas da banda. “Quer dizer, fala sério. É Taylor Swift.”
Modelos também fizeram parte da turnê, que encerra no dia 12 de dezembro em Melbourne, na Austrália. A lista inclui Heidi Klum, Kendall Jenner, Lily Donaldson e Andreja Pejic. E também há as amigas próximas de Swift, como Lena Dunham e Hailee Steinfeld, que ajudaram a recriar o clipe de “Bad Blood” em shows ao lado de Karlie Kloss e Gigi Hadid.

“Ela é uma grande inspiração pra mim. Ela sabe disso. Começamos nossa amizade porque ela era uma grande fã da minha música antes de todo mundo. Isso é muito legal.”, disse a cantora Ellie Goulding, que também aparece no clipe de “Bad Blood”. “Acho que ela é uma inspiração para muitas outras artistas femininas.”
Goulding ainda não apareceu no palco nesta turnê, mas está pronta: “Isso seria tão legal. Qualquer coisa que envolva uma passarela eu estou dentro, porque eu sei que nunca vou desfilar em uma passarela de verdade.”

Swift vem apoiando outros músicos há muito tempo, e a aprovação dela pode ajudar a lançar ou impulsionar uma carreira. A estrela do Ed Sheeran subiu depois que Swift declarou nas redes sociais que adorava sua música, introduzindo-o a sua fã-base gigante (ela é a pessoa mais seguida do Instagram, com 46,5 milhões de seguidores, e tem 63,5 milhões de seguidores no Twitter). Depois, os dois viraram amigos e colaboradores, e ela continua a twittar sobre novos artistas que adora, como recentemente foi o caso da cantora de R&B de 19 anos Alessia Cara.
“Acho incrível que ela tem uma atitude de trazer todos esses novos artistas, alguns que eu acho que são a concorrência dela.”, disse Nicholas Petricca, vocalista do Walk the Moon, que cantou o hit da banda, “Shut up and Dance”, com Swift na turnê.
“Tipo, se eles se derem bem, ela se dá bem. Todos fazemos sucesso juntos.”, ele disse.

Fonte (tradução e destaques no texto são nossos)

Shows mencionados na matéria:

Também é mencionada a matéria de capa de Taylor para a Vanity Fair, que traduzimos na íntegra aqui.





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