Mesmo tendo sido lançada há menos de um mês, já no finalzinho do ano, a versão de 10 minutos da música “All Too Well” — uma das faixas mais amadas pelos Swifties e pela crítica — não passou despercebida nos rankings de Melhores Músicas do Ano divulgados recentemente por alguns dos principais veículos da mídia americana. Confira:

NPR MUSIC – As 100 melhores músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #100

Aos 22 anos, em 2012, Taylor Swift lançou a primeira versão de Red e atingiu a maioridade entre o country e o pop, coração partido e liberdade. Aos 32, Swift agora lançou o Red (Taylor’s Version), revisitando algumas feridas não totalmente cicatrizadas depois de 9 anos, libertando a si mesma para extravasar uma raiva que uma vez ela se restringiu de expressar. Com essa versão de 10 minutos da clássica “All Too Well”, Swift oferece compaixão para seu eu mais jovem e vulnerável através de letras contundentes e direcionadas — “E eu nunca fui boa em contar piadas mas aí vai, ‘Eu vou envelhecer mas suas amantes vão continuar com a minha idade'” — e observações estudiosas. A arma mais poderosa no arsenal de Swift é sua habilidade de implantar uma memória coletiva da sua vida romântica. Ao retornar a um antigo relacionamento que a deixou com um imenso desconforto, ela explora a dor da juventude com uma perspectiva mais madura.

Novos e meticulosos detalhes líricos revelam que, de dentro, o extremamente exposto e comentado relacionamento em questão era desigual. A versão antiga e editada de pouco mais de 5 minutos é livre de culpas e é quase nostálgica, mas a nova “All Too Well” de 10 minutos é trágica, efervescente e arrasadora, enquanto Swift — com todo a razão — se transforma na mulher enlouquecida que ela foi taxada de ser desde o início.

Mesmo com uma concorrência apertada, “All Too Well (10 Minute Version) (Taylor’s Version) (From The Vault)” se prova ser a música mais autêntica de Swift, um crédito significante à sua vasta discografia que acaba com qualquer dúvida, de uma vez por todas. — LaTesha Harris

TIME – As 10 melhores músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #3

Quando Taylor Swift anunciou que estava regravando seu álbum Red, de 2012, “All Too Well” foi uma das faixas mais aguardadas. A música — uma balada dolorosamente bonita sobre término que recebeu status de ‘clássico cult’, em partes graças à especulação dos fãs de que seria sobre a separação de Swift e Jake Gyllenhaal — amadureceu e cresceu, tornando-se, em 2021, uma épica versão de 10 minutos com novos e intensos trechos que não apenas exploram o primeiro amor, mas também questionam as dinâmicas de poder dentro do relacionamento. A versão estendida é uma melhora em um padrão que Swift tornou sua marca registrada ao longo da sua carreira — que é, escrever baladas sobre se apaixonar e se decepcionar — mas com a versão de Taylor de “All Too Well”, nós testemunhamos uma mulher que está recuperando sua narrativa e tomando seu tempo e espaço. É uma jornada que faz os 10 minutos valerem muito a pena.

ROLLING STONE – As 50 melhores músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #2, sendo a canção de uma artista feminina mais bem colocada na lista

Swift dobrou a duração da sua faixa de 2012, uma favorita entre os fãs, adicionando novos arranjos melódicos e perspectivas. Taylor ter escrito ou não as palavras “f*ck the patriarchy” não é o principal ponto: O que é mais comovente nessa recordação de cachecóis vermelhos do passado é a maneira com que Swift retrabalha sua obra nos dias atuais. A versão de 10 minutos é a lembrança de uma memória de alguém em seus trinta e poucos anos, uma tocante revisitação e reconsideração de alguns dos mais sinistros elementos do relacionamento de uma garota de vinte e poucos que agora lembra de tudo mais vividamente do que nunca. — J.A.B

BILLBOARD – As 100 melhores músicas de 2021 (Lista da Equipe)
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #5

“All Too Well” (Versão GoFundMe da Taylor)

Meta: Transformar uma música lançada há nove anos em um novo single vermelho-ardente. Estabelecer um novo recorde como a música mais longa da história a alcançar o topo das paradas.

Desafios: Expandir uma balada de cinco minutos sobre término de volta ao seu tamanho original de dez minutos. Cantar sobre o chaveiro “f*ck the patriarchy” do ex sem provocar reviradas de olhos

Riscos: Despertar a ira de vários Boomers que vão bufar, “Bom, não é nenhuma ‘American Pie'” nos comentários do Facebook. Ter parênteses demais num título de música.

Recompensa: Alcançar o oitavo #1 na Hot 100. Consagrar uma faixa adorada como um clássico pop universal. Dar aos Swifties ainda mais razões para celebrar a #RedSeason

THE NEW YORK TIMES – As melhores músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #4 de uma lista com 66 escolhas

A versão com duração em dobro dessa faixa de “Red” é o ‘corte do diretor’, ou o DVD recheado de extras, para a repreensão de Taylor Swift a um ex que era “casualmente cruel em nome de ser honesto”. É uma versão mais longa que inflama aos poucos com novos detalhes contundentes, assim como uma chance de ouvir Taylor Swift xingando “o patriarcado.”

INSIDER – Ranking das Melhores Músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece na posição #1 de uma lista com 20 escolhas

Eu tenho um caso de amor muito bem documentado com “All Too Well”, então eu entendo se essa escolha parecer fácil demais. Mas mesmo me baseando apenas nos versos que foram originalmente cortados e finalmente revelados esse ano, Taylor Swift escreveu a melhor música de 2021.

Como um fã pontuou no Twitter, diz muito sobre a peculiar genialidade de Swift que “muitos compositores apenas sonham em algum dia escrever um trecho tão bom e emocionante como ‘Você me manteve como um segredo mas eu te guardei como um juramento’, mas para Taylor é só mais uma das suas criações que ela casualmente manteve no cofre por mais de uma década.

E esse é apenas um gostinho de um dos muitos trechos de cair o queixo que estão na versão estendida da canção. O quarto verso poderia ser por si só um romance independente. O trecho final, que pode ser considerado o par de versos mais letal do extenso catálogo de Swift, já é o suficiente para estar no topo dessa lista.

Essas adições transformam a música que um dia já foi o retrato de um amor frágil em uma epifania avassaladora sobre poder, autovalorização e a agonizante falta de consciência da nostalgia. Perceber em retrospecto que uma situação não era saudável não faz com que ela seja menos assustadora. Na verdade, pode fortalecer o fantasma.

Reintroduzir uma canção tão amada é uma tarefa difícil. Em sua missão de retomar o controle de sua música, Swift vem recriando seus antigos hits nota por nota e dedilhada por dedilhada, não mudando quase nada se pudesse evitar. Ela tem um bom motivo: fãs são criaturas de hábito e conforto. Reivindicar a nova “All Too Well” como a versão definitiva, quando a original está tão profundamente gravada em nossos cérebros, poderia ser desastroso.

Ainda assim, auxiliada por algumas das produções mais perspicazes de Jack Antonoff até hoje, Swift fez com que a nova versão de “All Too Well” ficasse ainda mais vívida e penetrante que a original, que já vinha cativando fãs e críticos musicais há nove anos. Agora, quando ouço a versão de cinco minutos, não posso evitar e anseio por cada confissão que ela ainda estava por nos entregar.

LA TIMES – As 100 melhores músicas de 2021
“All Too Well (10 Minute Version)” aparece entre as músicas para ouvir, saborear e se surpreender

A equipe do jornal Los Angeles Times escolheu as 100 melhores músicas do ano, sendo 50 delas um ranking com considerações dos profissionais do veículo e outras 50 como menções honrosas de músicas para ouvir, saborear e se surpreender. “All Too Well (10 Minute Version)” aparece na segunda categoria, ao lado de “Nothing New”, parceria de Taylor Swift e Phoebe Bridgers também presente no “Red (Taylor’s Version)”.

*Esse post poderá ser atualizado com possíveis novas listas de fim de ano.





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