16 de novembro de 19 Autor: Maria Eloisa Barbosa
A importância de “Cats” nas palavras de Taylor

Quando entrei no estúdio de Andrew Lloyd Webber, em Londres, pensei que estávamos apenas ensaiando “Macavity”, o número que eu deveria performar no filme Cats. Logo ele estava sentado ao piano, tocando uma nova melodia que eu nunca tinha ouvido antes. Eu tinha a sensação de que poderia ser a música original de Victoria que as pessoas estavam cochichando. Até esse momento, eu havia passado semanas no set assistindo às filmagens. Eu assisti Francesca Hayward fazer Victoria, a gatinha balética, ganhar vida, partir seu coração e depois consertá-lo novamente. Vi a intensa coreografia e o canto ao vivo que esse filme exigiria de mim e do elenco, o que me tornou bem experiente no coração, na diversão, na sabedoria e na loucura desse show especial. Então, quando Andrew perguntou, por trás do piano, se eu tinha alguma idéia do que Victoria poderia dizer se ela tivesse uma música, eu sabia o que ele estava perguntando. Ele estava pedindo para ajudá-lo a escrever.

Esse momento, e os seguintes, são momentos que nunca esquecerei: de repente, sinto essa intuição imediata sobre o que essa personagem diria, escrevendo febrilmente a letra, meu cérebro agitando-a mais rápido do que minha caneta poderia acompanhar. Cantando a música ao vivo pela primeira vez com Andrew tocando piano em uma sala de ensaios, mãos trêmulas, para Francesca e o diretor Tom Hooper. Os olhares nos rostos deles me disseram que era a música certa para essa personagem naquele exato momento da história dela. Vendo como foi transformada em partitura e recebendo um moletom com capuz do “Cats Music Department” por meus colegas colaboradores trabalhando a música nos bastidores. Sentada na cadeira de um diretor, assistindo Frankie cantar ao vivo para o filme, sabendo que ela havia aprendido a cantar especificamente para essa música. Observando Tom brilhar quase toda vez que ouvia a ponte.

A música “Memory” é sobre perder seus dias de glória, desejando poder voltar no tempo e reviver aqueles momentos mágicos do seu passado. “Beautiful Ghosts” é cantada por uma voz jovem que está se perguntando se algum dia terá dias de glória. Ansiando pelo sentimento de pertencer, ela vê todo mundo encontrando. Tentando alcançá-lo, desesperadamente com medo de nunca ter belos fantasmas de dias para se agarrar nos anos mais velhos. Não importa o que aconteça, posso dizer com segurança que as memórias da minha experiência trabalhando em “Cats” serão aquelas que eu carrego comigo. Fantasmas bonitos, se você quiser.

Artigo publicado pela Billboard e traduzido pela equipe TSBR.





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