As duas amigas que não se desgrudaram no último ano agora recebem reconhecimento máximo: Taylor e Karlie estampam a capa da maior revista de moda do mundo. Na entrevista que concederam falaram, obviamente, da amizade entre as duas, o círculo de amigas que possuem e seus planos para o futuro. Confira a matéria traduzida na íntegra:

Taylor Swift e Karlie Kloss construíram os tipos de carreiras — e o tipo de amizade — que as pessoas sonham

Uma das primeiras coisas que Taylor Swift fez depois de se mudar de Nashville para a enorme cobertura de dois andares no Tribeca em New York foi cobrir uma parede de seu lar com Polaroids enquadradas das pessoas mais importantes de sua vida. “Essa é de quando Karlie e eu nos conhecemos”, ela diz apontando para uma foto dela sorringo e abraçando a modelo Karlie Kloss nos bastidores do Victoria’s Secret Fashion Show de 2013, no qual Kloss desfilou de lingerie rosa e enormes asas psicodélicas e Swift cantou com o Fall Out Boy. A legenda, escrita a mão com uma Sharpie, diz MELHORES AMIGAS PARA SEMPRE VS2013 e parece uma premonição dado o quão próximas as duas se tornaram no último ano, com uma viagem de carro até o Big Sur (documentada sonhadoramente no Instagram), idas à restaurantes, excursões de compras, dormir na casa da outra, maratonas de mensagens de texto, aulas na ModelFit e SoulCycle (n/t: academia e aulas de spinning), uma segunda parceria com a VS no final do ano passado em Londres, onde, enquanto o par andava lado a lado na passarela se renda preta, elas trocaram sorrisos de “Você pode acreditar!?” — duas amigas no topo do mundo.

Lena Dunham e Cara Delevigne também estão na parede de polaroids, assim como o irmão mais novo de Swift, Austin, 22 anos, no último ano em Notre Dame, de pé do lado de sua irmã com macacões vermelhos combinando que ela comprou para a sua familia no último Natal. Uma Polaroid com legenda de “invasão de esquilos” documenta a primeira vez que Swift se encontrou com Lorde (quem Swift chama pelo nome de batismo, Ella), quando as duas foram jantar no Shake Shack no Madison Square Park apenas para serem atacadas por roedores. “Nós estavamos tirando essas fotos, e de repente, como num filme de terror, tinham esquilos sentados nos nossos ombros tentando comer a nossa comida”, diz Swift, reencenando o momento. “Empoleirados, como papagaios! Eles estavam tipo,’Nós merecemos batatas fritas, e nós vamos pegá-las de vocês.'”.

Swift anda por sua cozinha fazendo barulhos pela sua sala com suas sandálias Louboutin pretas, se joga em um sofa laranja queimado de veludo, se acomoda de forma confortável, e coloca os saltos em um divã de couro marrom. Tudo no apartamento é coberto de veludo, couro e madeira com tons escuros, terrosos e translúcidos, desde o seu piano cauda longa Steinway de jacarandá, até a sua mesa de bilhar (na qual as modelos da VS Behati Prinsloo e Lily Aldridge aparentemente provaram ser craques quando visitaram mais cedo na semana).

Faltam dois dias para seu vigésimo-quinto aniversário, e Swift está transbordando com a confiança de uma jovem mulher que se encontrou. Foi um ano e tanto: Ela não somente se mudou para New York, longe de sua familia, ela também se arriscou com as suas músicas, saindo do mundo do country para abraçar o retrocesso para a pureza do pop dos anos 80 — com incrível sucesso. “Blank Space”, uma resposta desafiadora (e impossível de não cantar junto) para a forma com que a mídia retrata ela como uma louca devoradora de homens, aproveitou sete semanas no topo do Hot 100 da Billboard. Swift também se tornou a primeira mulher nos 56 anos de história da lista a se substituir no 1° lugar (seu single anterior era o agora onipresente, “Shake It Off”). Ambos são de seu extraordinário novo álbum, 1989, batizado com o ano em que ela nasceu, e que já vendeu mais de seis milhões de cópias e se tornou, no meio do caminho, o álbum que vendeu mais rápido na última década. Enquanto isso, o Saturday Night Live, transmitiu uma paródia de um comercial de um remédio chamado Swiftamine, usado para tratar a epidêmica vertigem em adultos que percebem, de repente, o quanto eles amam Taylor Swift. “As pessoas estão finalmente começando a falar sobre o seu aspecto artístico – como ela está no mesmo nível de alguns dos melhores compositores de todos os tempos”, diz Jack Antonoff da banda fun., que já co-escreveu várias músicas com Swift e compara a sua forma de contar histórias severamente pessoais com capítulos de um livro que o mundo inteiro quer ler. “No outro dia minha avó me perguntou sobre o 1989. Todos estamos falando sobre ele. Na minha vida, eu não experimentei isso desde o Michael Jackson – um artista que se destaque e reúna a nós todos”.

Taylor Swift também fez mudanças em sua vida pessoal. Para começo de conversa, a uma vez romântica incorrígivel que escrevia suas emoções cruas em músicas sobre namoros que eram como uma furacão e suas consequências, como “We Are Never Ever Getting Back Together” (supostamente sobre Jake Gyllenhaal) ou “I Knew You Were Trouble” e “Out Of The Woods” do 1989 (supostamente sobre Harry Styles), está colocando de lado os críticos que a colocaram como obsessiva por garotos. O vídeo irônico de “Blank Space” mostra ela esfaqueando um bolo em forma de coração com uma faca de açogueiro, colocando fogo nas roupas do namorado e atingindo o carro prata esportivo dele com um taco de golfe. Enquanto isso, Kloss, Dunham e Delevigne fazem parte de um grupo muito unido de amigas poderosas que Swift vem juntando nos últimos anos. Entre elas está Selena Gomez, que Swift conhece desde que as duas eram adolescentes que namoravam Jonas Brothers. Jaime King, um tipo de figura de Mãe Natureza. E as irmãs Haim, que ela conheceu no outono passado. Dedicar tanto tempo para as suas amizades femininas começou como uma reação, Swift diz, “para a forma com que as pessoas estavam exagerando sobre a minha vida. Eu estava muito irritada com toda a história de namoradeira em série que as pessoas tentavam construir sobre mim“.

Ela respondeu por se desligar da vida amorosa. “Eu decidi que não estava mais disposta a fornecer este tipo de entretenimento”, ela diz. “Eu não iria a encontros e permitiria que tirassem fotos e falassem o que quisessem sobre a nossa linguagem corporal. Eu não iria sentar do lado de alguém e flertar com esta pessoa por cinco minutos, porque eu sei que no dia seguinte esta pessoa será colocada como meu próximo namorado. Eu só recuperei esta narrativa. É chato que eu tenha que fazer isso. E é chato que agora eu sinta que se eu fosse me abrir para o amor, seria uma fraqueza na minha carreira”. Ao invés disso, Swift está se tornando uma figura poderosa para adolescentes e jovens — alguém que responde a críticos e valentões e, sim, homens que a prejudicaram, e fornece uma brilhante exemplo de uma mulher que está desenhando o seu próprio destino.

“Este último ano foi muito diferente do que qualquer outro na minha vida”, Swift me conta. “Eu me senti mais determinada e orgulhosa de quem eu sou e o que eu represento. Eu acho que esse pode ser um daqueles sintomas de crescer e ser tornar você mesmo, e depender menos das opiniões de outras pessoas sobre você. Eu só espero que isso continue — porque estou gostando”.

Swift está descrevendo a sua filosofia sobre fazer amigos — basicamente, cansá-los até que gostem de você — quando Kloss chega no apartamento, um raio de Sol de 1,80m. Mesmo que Swift e Kloss só se conheçam há um ano, a grande amizade delas, elas me contam, foi instântanea. Elas são um par impressionante, particularmente agora que o cabelo de Kloss, que antes era castanho, agora está loiro. “Quando eu fiz o SNL, as duas vieram e na after party foi muito confuso para todo mundo, tipo essas gemêas amazonas”, diz Dunham. “Taylor é muito alta, Karlie é mais alta ainda e juntas é surreal”.

Se Swift usar saltos e Kloss usar rasteirinhas, elas ficam da mesma altura. Mas hoje, Kloss estragou a equação ao usar leggins de couro super justas da Tamara Mellon com botas. “Tudo em um só, baby”, ela diz, mostrando elas enquanto anda pelo apartamento carregando uma lata de seus Karlie Kookies que são livres de glúten e derivados de leite, de sua parceiria com a Milk Bar.

“Elas são a melhor coisa que eu já vi”, Swift opina. “Você está parecendo a Mulher-Gato!” Kloss diz que elas foram feitas sob medida, mas que pode arranjar um par para Swift. “Elas são ótimas”, diz Kloss, “mas eu não posso levá-las para St. Louis. Quando vou para casa, se eu tiver uma grama da minha atitude de New York, minha familia fica tipo: ‘Nope, nope’. Eles não deixam acontecer”. “Eles falam: ‘Você com a sua calça com sapatos, você deixe isso do lado de fora!'” diz Swift, rindo. “Coloque umas calças de verdade!”

Mesmo que Kloss tenha uma consciência afiada sobre cada ponto de moda que ela tem em seu corpo, quando eu pergunto a Swift quem fez o seu vestido de crochê e regatas, ela não tem ideia.

Kloss repara no vestido, também. “O que é isso? Alaïa?”

Swift olha para que eu ajude. “Eu não sei — tem a etiqueta aqui?” ela pergunta, levantando o seu cabelo claro e macio e se inclinando de costas para mim. rvn, diz a etiqueta. “Meu stylist colocou em meu closet”, ela diz, enterrando a cara em suas mãos.

De alguma forma, no entanto, apesar de seus diferentes níveis de conhecimento de moda, elas se vestem igual algumas vezes. “Na outra noite eu vim aqui,” diz Kloss, “e nós iriamos em algum lugar daqui, e nós duas estavamos usando crop tops pretos e saias de cintura alta. Está ficando estranho”.

“Meia-calça preta, cabelo arrumado da mesma forma”, diz Swift.  “Só tipo: ‘Ugh, sejam mais insuportáveis’. Nós não conseguiríamos ser”.

“As pessoas tem dito por anos que deveríamos nos conhecer”, ela completa. “Eu lembro que maquiadores e cabeleireiros falando: ‘Ela não te lembra da Karlie? Céus, ela e a Karlie seriam melhores amigas. Elas são iguais. Karlie é uma ótima garota. Ela nos traz cookies sempre que fazemos uma sessão'”.

“Ainda levo”, diz Kloss. Quando era adolescente ela os fazia desde o inicio. Agora ela os faz profissionalmente — os Karlie’s Kookies arrecadam dinheiro para caridade como FEED, ajuda aos atingidos pelo Furacão Sandy e o CFDA. Além do empreendimento com os cookies, Kloss estudou na Escola de Negócios de Harvard (seu namorado há dois anos, Joshua Kushner, um dos primeiros investidores do Instagram que recentemente cofinanciou uma startup de planos de saúde, Oscar, é um veterano) e agora está aprendendo códigos de computador.

Uma amiga mútua, a companheira de Kloss na VS, a modelo Lily Aldridge a apresentou para Swift, “e nós só falamos: ‘Você. Minha amiga. Agora'”, diz Swift. Alguns meses depois elas se viram em uma pós-festa do Oscar e Kloss sugeriu que eles fizessem algo espontâneo. “Eu já tinha ido ao Big Sur uma vez, e só disse: ‘Nós deveríamos fazer isso'”, diz Swift.

Elas andaram embaixo das árvores, correram pela praia no pôr do Sol, tiraram uma foto penduradas na placa do parque estadual com Kloss vestindo a blusa de Swift, que tinha escrito “Gênio” na frente. “É irônico, claramente”, Swift completa rapidamente. Quando pergunto o que fez com que elas se juntassem, elas dão de ombros. “Somos pessoas normais”, diz Kloss.

“Somos garotas reais”, diz Swift, que, como se tivesse uma deixa, derruba parte do cookie que estava comendo em seu vestido, pega e come. “Regra dos cinco segundos”.

Swift é, por todos os relatos, uma pessoa incrível de ser amiga. Ela cozinha, assa e lava a louça. Ela é incrível em receber pessoas e dá ótimos presentes. Ela tem uma coleção de camisolas antigas que ela e suas amigas vestem enquanto assistem televisão e — apesar da tecnologia — fingem que estão vivendo no passado. (Swift, que me mostra uma foto em seu celular dela, Cara Delevigne e Kendall Jenner todas deitadas em sua cama parecendo terem vindo de Os Pioneiros, inspirou Dunham a começar a sua própria coleção). Cada vez que alguém vem visitar, acaba com uma festa dançante em sua cozinha. Dunham a chama de “a Betty Crocker das amizades” e diz que ela mais se impressiona com como Swift tem tempo para as pessoas que ama. “É incrível ter uma amiga que é tão ocupada mais também tão disponível”, diz Dunham. “Mesmo se ela estiver em Hong Kong em turnê e eu estou passando por algo, se eu mandar uma mensagem para ela, eu tenho uma resposta em dois segundos. Se algo de bom acontece comigo – como, eu sou indicada para um prêmio, ou é meu aniversário, ou a véspera dele, ou meu livro é publicado – eu recebo uma mensagem de Taylor bem antes do que recebo da minha mãe”.

Um pouco da ansiedade de Swift em fazer amigos provavelmente vem de quando ela se sentia excluída quando era mais nova. “Eu tenho muitos problemas por causa da escola”, ela diz. “Você consegue perceber, provavelmente”. Essencialmente, ela deixou a pequena cidade na Pensilvânia em que as pessoas tiravam sarro dela por causa de sua música e formou uma comunidade unida em que, agora, ela é cercada por pessoas com talentos similares e ambições criativas. É meio que como uma segunda tentativa de colegial no qual ela pode se juntar a qualquer grupo que quiser — ou decidir em abolir os grupos de uma vez por todas. Quando pergunto Swift em qual mesa metafórica de almoço ela se sentaria agora ela imediatamente entende o que estou dizendo. “Eu quero tornar a mesa o maior o possível, e eu quero que todos se sentem comigo”, ela diz.

No próximo dia, no almoço da premiação do Women in Music da Billboard (em que Aretha Franklin improvisa um canto de “Parabéns” que Swift depois twitta que irá levar décadas para que ela se recupere), ela canta todas as músicas, desde apresentações até em montagens — ela sabe as palavras de tudo. Se as artistas femininas deveriam estar querendo o sangue da outra, isso não acontece enquanto Swift está presente.

Todas as crianças presentes vem até ela, e enquanto isso, não ganham só uma selfie mas também uma conversa. “Crianças pequenas! Eu preciso atendê-las”, ela diz, se desculpando por ter saído correndo no meio de uma conversa. Uma menina de onze anos diz, envergonhada, a Swift que é de New Jersey. “Eu passei verões indo para o litoral de Jersey”, diz Swift e posa para aparentemente quatro selfies tremidas antes de gentilmente pegar o celular da mão da menina. “Você é bem ruim nisso”, Swift brinca, tirando a foto ela mesma. A menina estará no show da Z100, o Jingle Ball, em que Swift irá fechar a noite naquele dia. “Eu entrarei bem tarde”, Swift a avisa. “Você toma café?” A menina diz que toma Frapuccinos. “OK”, diz Swift, “tome um Frapuccino e você talvez irá conseguir ficar acordada o suficiente para me ver.”

“Cidade de New York, é bom estar em casa! Eu sou a Taylor”, diz Swift. É um pouco antes da meia-noite, e ela está no palco do Madison Square Garden se dirigindo a uma multidão de 17 mil pessoas como se ela estivesse conversando com uma de suas amigas no telefone. Vestida com calças de cintura alta em xadrez e um crop-top que combina, seu cabelo para o lado como uma Debbie Harry loira, ela passa por quatro hits antes de anunciar que ela oficialmente completou 25 anos. “Eu sei porque vocês escolheram a música — é porque vocês querem fugir dos odiadores e dos amigos da onça”, Swift fala para a multidão, nos instruindo a trocar acenos de solidariedade com nossos vizinhos. “Esta é a última música da noite”, ela continua. “Ninguém vai te julgar por como você dançar a esta música. Cidade de New York, você está pronta?” O lugar enlouquece.

Swift volta para seu apartamento muito depois da meia noite, pede sushi e organiza uma cabine de fotos improvisada para receber o que parece ser todas as pessoas famosas da música. Ela convidou todos os seus companheiros que se apresentaram no Jingle Ball (Iggy Azalea, Charli XCX, Ariana Grande, Sam Smith, Nick Jonas), junto com outros amigos que vão desde Kloss até Abigail Anderson — a melhor amiga de Swift desde o primeiro ano do colegial na cidade de Hendersonville, Tennessee — até Justin Timberlake e Jay Z e Beyoncé. “Eu tenho, tipo, que 20 pessoas diferentes chegando em voos”, Swift me contou um dia antes. “Meus amigos vão ficar em todos os quartos”. Sua mãe, Andrea, no entanto — que chegou de Nashville carregada com decorações que agora estão colocadas em espelhos e estantes, com todas as janelas do lugar (eu perco a conta em quinze) enfeitadas também — não está aqui. “Eu acho que no aniversário de vinte e cinco anos nenhuma mãe deve estar presente”, Andrea me contou. “Você tem que saber quando se afastar”.

A próxima vez que eu vejo Swift ela ainda está de pijamas às 11:15 em uma perfeita manhã de janeiro em sua casa em Beverly Hills. No mês desde que eu a vi completar 25 anos ela se tornou a dona de um colar com um pingente (um presente de aniversário de Dunham) que tem a imagem de sua gatinha Olivia; dançou loucamente com Beyoncé e as irmãs Haim em um show de Justin Timberlake no Brooklyn; comprou a camiseta do corpo de Hugh Jackman (doando $6000 para a caridade da Broadway Cares/Equity Fights AIDS no processo) enquanto o via se apresentar na Broadway com a sua familia; mandou uma grande quantidade de pacotes de presente para seus fãs, o que incluiu uma pintura de flores de Swift e um cheque de $1989 para ajudar uma fã a pagar a sua faculdade; e comemorou o ano novo no palco da Times Square na frente de um milhão de pessoas ao vivo e um bilhão a mais pela TV e Web. Desde que ela chegou no Leste, no entanto, ela tem feito de tudo para se atualizar com suas amigas, incluindo “muitas noites cozinhando”, caminhando com Lorde e passeando pela Ilha de Catalina tomando sorvete com suas amigas e seu pai. Quando Lorde apareceu estressada sobre ir ao Golden Globes, Swift apareceu para apoia-la usando um vestido amarelo vibrante (em homenagem a música de Lorde que estava indicada, “Yellow Flicker Beat”). “Nós transformamos em uma noite de garotas”, diz Swift pelo telefone.

Para hoje e no futuro próximo, no entanto, Swift estará concentrada nos negócios ao se preparar para a 1989 World Tour que começa dia 5 de maio em Tóquio. Existe uma set list para ser finalizada, e os vestuários e cenários para aprovar e coreografia para aprender. Ela insiste em não ser nem um pouco da dançarina estranha que é no vídeo de “Shake It Off”: “Se eu levar a coreografia a sério, eu vou aprender e vou fazer certo — na maioria das vezes”, ela diz.

Ao olhar para trás no que foi um período tumultuoso e turbulento de sua vida, Swift diz que ela e sua familia “tivemos diversos momentos em que nos olhavámos e dizíamos: ‘Wow — eu não acredito que as pessoas compraram isso.’ Você apenas espera por coisas assim”. Ela tem tentado receber as coisas por partes enquanto elas acontecem. “Eu não fico tão envolvida no trabalho que eu não aprecio o sucesso maluco, incrível, espantoso e alegre que tem acontecido”, ela diz. “Colocar pressão em si mesma é bom, mas colocar estresse desnecessário em si mesma é ruim — então eu não me preocupo que ainda não comecei o próximo álbum. Eu não me preocupo que eu ainda não sei como vai ser. Eu não estou preocupada que eu não tenho nenhum cronograma de quando ele precisa estar pronto. Pode ser daqui a dois anos, pode ser em três, pode ser em quatro. Ou pode ser um. Você tem estas explosões de inspiração bem quando você não está esperando. Você só tem que viver a sua vida e, esperançosamente, você tomará os riscos certos”.

Kloss, por sua parte, tem mantido o tipo de agenda que pode precisar de seu próprio controlador de tráfego aéreo. Depois de uma curta folga em casa em St. Louis, ela tem ido e voltado de Paris duas vezes só no começo de janeiro como parte de seu novo trabalho como a nova garota propaganda da L’Oréal Paris; para Floria Keys para uma sessão com Bruce Weber; e para L.A. e Paris de novo para L’Oréal. Em seguida: de volta a L.A. para os Oscars antes de se preparar para as semanas de moda em New York, Milão e Paris. “Com moderação pode ser bem divertido”, diz Kloss, que cortou os 60 desfiles que ela costumava fazer no começo de sua carreira para uma fração disso. “Para mim, a passarela é uma oportunidade de se apresentar”.

Ela também está quase explodindo para me contar grandes noticias: ela foi aceita na Escola Gallantin de Estudos Individualizados da NYU (A veterana de NYU Christy Turlington Burns escreveu a sua carta de recomendação). “Eu estava esperando a correspondência chegar todos os dias”, ela diz. “É algo que eu quis fazer há muito tempo”. Kloss ainda não sabe o que irá estudar; por enquanto, ela só está feliz em assistir aulas. “Eu ainda vou trabalhar o tempo todo”, ela diz. “Sou incrivelmente ambiciosa e tenho vários objetivos dentro da minha carreira que eu não vou diminuir o ritmo tão cedo”.

Swift diz que ela e suas amigas não falam muito sobre trabalho. “O divertido sobre meus amigos é que eles não sabem muito do que eu faço em termos de negócios”, ela diz. A primeira vez que Kloss viu Swift pegar um violão foi durante a sessão de fotos para esta matéria. “Eu não sou uma daquelas cantoras que está sempre tipo: ‘Olhem para mim!'” diz Swift. “Não sou a pessoa que pega o violão em uma festa e quer toda a atenção. Eu já tenho atenção suficiente em mim, então eu quero que meus amigos gostem de mim porque temos coisas em comum e não porque eu sento em um canto e fico: ‘Escutem essa música que eu escrevi sobre a minha vida!'”

Não importa o quão ocupadas elas estejam, Swift e Kloss continuam a encontrar tempo para a outra. Swift recentemente recebeu Kloss em seu apartamento para uma noite em que cozinhou massa com a modelo Martha Hunt, a stylist Ashley Avignone e Tavi Gevinson. Alguns dias depois o mesmo grupo foi jantar no restaurante do Ralph Lauren, o Polo Bar, no centro (“As batatas fritas estavam deliciosas”, diz Kloss).

Kloss diz que juntar diferentes mulheres de diferentes indústrias pode ser o talento menos celebrado de Swift. “Eu conheci várias mulheres ótimas através de Taylor. Ela é incrível em conectar pessoas que normalmente não se conheceriam. Estamos todas em diferentes trabalhos, mas nos tornamos grandes amigas que apoiam a outra — uma irmandade de meninas, um time de suporte. Mas também somos meninas normais de 20 e tantos anos e eu acho que você tem que ter pessoas com quem pode se comportar assim. Você sabe, amigos de verdade são dificeís de encontrar — e Taylor é uma amiga de verdade. Não tem nada melhor”.

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