Na noite de ontem, 11 de junho, Taylor Swift teve sua cerimônia de introdução ao Songwriters Hall of Fame, uma instituição norte-americana com muito prestígio que homenageia os maiores compositores do mundo. Para ser elegível a entrar nesse seleto grupo, o artista precisa ter, no mínimo, 20 anos de carreira com suas composições após o lançamento do primeiro trabalho comercial. O Songwriters Hall of Fame é dedicado e comprometido a honrar e preservar as contribuições e os legados de compositores de todos os gêneros musicais, ao mesmo tempo em que continua a cultivar e incentivar o crescimento de compositores promissores.
Durante a cerimônia, que aconteceu no Marriott Marquis Hotel, na cidade de Nova Iorque, Taylor deu um longo discurso de cerca de 20 minutos sobre sua estrada dentro da indústria musical. Ela também falou sobre como começou a compor, as pessoas que estiveram ao seu lado e mencionou artistas da nova geração em quem podemos confiar esse legado para os próximos anos.
O discurso de apresentação foi feito pelo cineasta renomado Steven Spielberg, que dirigiu ou esteve envolvido em filmes lendários como “ET – O Extraterrestre”, “Tubarão”, “Jurassic Park”, “Indiana Jones”, “A Lista de Schindler”, dentre tantos outros.
Abaixo, confira o discurso da Taylor traduzido na íntegra.
Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe TSBR.
Oi. A qualidade da minha voz esta noite é resultado de duas coisas das quais eu não me arrependo nem um pouco. A primeira é que eu tive a sorte de ir a um jogo do Knicks ontem à noite. Eu gritei durante 100% do jogo e, quando cheguei em casa, pensei: “Você precisa parar de gritar. Está gritando demais. Está gritando em vez de falar. Está animada demais.” E eu fiquei tipo: “Ok, hoje à noite eu não vou gritar.” Mas então eu tive a oportunidade de assistir às apresentações incríveis que vimos aqui hoje, e continuei gritando. Na verdade, eu nunca parei de gritar. Então é isso que vocês têm hoje. E, mais uma vez, não peço desculpas por isso. Eu me diverti demais.
Quero começar agradecendo à pessoa que me apresentou e me concedeu esta homenagem esta noite. Ele acha que esta é a primeira vez que me introduz em alguma coisa, mas o que talvez ele não esteja levando em consideração é que, ao longo de décadas de narrativas fascinantes e mágicas, Steven Spielberg me introduziu, sem saber, assim como incontáveis outras pessoas, ao seu sagrado clube de criação de mundos grandiosos.Desde que era criança, toda vez que imaginava alguma coisa, ele queria fazer tudo que fosse humanamente possível para mostrar aquilo ao público.Eu vi seus filmes transitarem por diferentes gêneros: ação, ficção científica, épicos históricos, drama, comédia, romance, fantasia e musical. E eu o vi dominar cada um desses gêneros. E esse tipo de criatividade sem limites não inspira apenas cineastas em ascensão. Por causa de exemplos como o de Steven, eu aprendi a confiar na minha imaginação, mesmo quando ela me levava para lugares novos e desconhecidos. E toda vez que eu imaginava alguma coisa, queria fazer tudo que fosse humanamente possível para apresentá-la a vocês.
Há alguns meses, quando o Hall da Fama dos Compositores me perguntou sobre meus heróis, sobre os criadores que moldaram a minha forma de contar histórias e sobre quem eu gostaria que me entregasse este prêmio, eu disse o nome de Steven. E cerca de uma hora depois, para minha absoluta alegria, eu estava ao telefone com ele e sua lendária e efervescente esposa, Kate Capshaw, que está aqui esta noite. Ele me disse que sim, claro, ficaria encantado em estar aqui. Eu fiquei completamente impressionada porque ele tem um grande filme chamado Dia D estreando à meia-noite desta noite e, mesmo assim, concordou em vir fazer isso por mim algumas horas antes do lançamento. Eu pensava: “Isso não deve ser impossível de conciliar? Não deve ser complicado demais em termos de agenda?” Eu estava praticamente tentando dar a ele uma desculpa para desistir. Foi então que Kate disse algo que eu nunca vou esquecer. Ela disse: “Coisas boas e verdadeiras são fáceis.”
E, se eu olhar para toda a minha carreira de 23 anos na música – os altos e baixos, as batalhas da indústria, as provações e tribulações, as lágrimas e as comemorações, a avalanche de dúvidas, as críticas justas e injustas, a perda completa da privacidade, as turnês mundiais, as guerras de ego, as reviravoltas do destino, o caos absolutamente mágico deste caminho que escolhi quando era jovem demais para sequer me lembrar de que isso um dia foi uma escolha, compor músicas foi a coisa mais fácil que eu já fiz.
Não porque não exigisse esforço – exigia, e muito. Não porque não fosse frustrante às vezes – porque podia ser. E também não porque a composição não me perseguisse incessantemente até que eu encontrasse o esquema perfeito de rimas internas para a terceira linha do segundo verso, a ponto de meus professores me chamarem atenção por não estar prestando atenção na aula – porque isso definitivamente aconteceu.
Mas, apesar de tudo isso, compor músicas foi a coisa mais natural que eu já fiz.
Mas, quando digo que compor músicas foi a parte mais fácil para mim, acho que o que realmente quero dizer é que era algo instintivo. Ninguém me ensinou a fazer isso. Eu tive que aprender a entreter uma plateia, aprender coreografias, aprender a ser menos irritante. Tive que aprender a navegar pela indústria da música e a proteger ferozmente a minha sanidade. Tudo isso eu precisei aprender ao longo do tempo, através de lições difíceis, de enormes quantidades de tentativa e erro, de caos e de contratempos. Mas compor músicas, para mim, foi praticamente a única coisa que eu simplesmente fiz de forma natural.Meus pais contam histórias sobre quando me levavam para assistir a filmes da Disney. Eles percebiam que, no caminho de volta para casa, no carro, eu estava cantando as músicas do filme. Mas eu mudava as letras e as melodias para que falassem sobre a minha própria vida. Quando criança, eu adorava cantar. Adorava participar de peças de teatro infantil. Mas tudo se encaixou quando aprendi a tocar violão aos 12 anos. Escrevi minha primeira música depois de aprender meus três primeiros acordes. Parecia fácil trabalhar incrivelmente duro nisso. Parecia fácil cuidar e desenvolver algo que eu amava tanto. Ver os calos se formando nas pontas dos meus dedos pequenos e me tornar uma observadora constante da condição humana.
Porque os sentimentos, as paixões e as motivações das pessoas sempre me fascinaram. E foi fácil escolher a composição acima de qualquer outra coisa na minha vida. Mas não deve ter sido fácil para meus pais e meu irmão simplesmente deixarem tudo para trás e mudarem nossa família inteira da Pensilvânia para Nashville para que eu pudesse aperfeiçoar meu talento na capital mundial da composição musical. Depois que ficou claro que aquilo estava longe de ser apenas uma fase passageira da adolescência da filha deles, eles arrancaram suas vidas pela raiz e se mudaram para a Cidade da Música por minha causa.
E, embora as palavras supostamente sejam a minha especialidade, eu jamais conseguirei expressar o tamanho da minha gratidão por vocês terem feito isso por mim.Vocês são a razão de eu estar aqui esta noite.
Em Nashville, participei de reuniões e fiz apresentações acústicas até conseguir um contrato de publicação musical. Assinei meu primeiro contrato aos 14 anos e tive a oportunidade de trabalhar com compositores incrivelmente sábios e experientes. Pessoas como Liz Rose, Troy Verges, Hillary Lindsey, Robert Ellis Orrall, Angelo Petraglia, os Warren Brothers e o falecido, mas muito amado, Brett James. Naquele momento, eu já havia escrito mais de cem músicas sozinha. Essa seria minha primeira experiência compondo em parceria.
Meus pais me criaram para estar sempre mais preparada do que o necessário, chegar cedo e nunca presumir que o mundo me devia alguma coisa. E, embora eu tivesse apenas 14 anos, não queria que ninguém em um ambiente profissional me tratasse como uma criança, nem que aqueles compositores pensassem que eu esperava simplesmente colocar meu nome em algo que eles fariam por mim. Foi então que comecei a encarar a composição musical como uma profissão em tempo integral. E isso não significava apenas aparecer nas minhas sessões de composição e torcer para que as ideias também aparecessem. Significava passar praticamente todo o meu tempo livre escrevendo ideias em preparação para essas sessões e, em determinado momento, me obrigar a parar para permitir que meus parceiros de composição também contribuíssem.
Algumas dessas ideias estavam 50% prontas. Outras, 75%. Algumas eram apenas um gancho melódico (hook), com letra e melodia, ou apenas um refrão. Eu acumulava todas essas ideias para que, quando entrasse em uma sessão com outro compositor, pudesse tocá-las e cantá-las para ele, quase como se fosse uma apresentação de propostas. E a ideia de que ele mais gostasse era aquela que nós terminaríamos juntos. Eu mantinha longas listas de palavras que eu amava e acrescentava novas palavras sempre que pensava em alguma. Desenvolvi uma verdadeira obsessão por aliterações e justaposições, e escrevia poemas quando ainda não tinha encontrado a melodia certa.
Quando eu me inspirava na minha própria vida, nas minhas curiosidades sobre o mundo ou nas minhas paixões extremamente dramáticas – e, na época, absolutamente desesperadoras – por garotos da escola que jamais falariam comigo, eu escrevia sobre isso. E, quando não estava inspirada pela minha própria vida, eu recorria a outros métodos para despertar minha imaginação. Eu concluí que, se a ideia não vem até você, então você precisa se tornar sua própria equipe de busca e ir atrás dela.
Muitas vezes eu colocava um filme para assistir. Pausava uma cena e tentava escrever uma música do ponto de vista de cada personagem. Até mesmo do vilão. Eu explorava o que eles estavam vivendo e tentava expressar aquilo usando a linguagem que aquele personagem provavelmente usaria. Foi assim que aprendi que toda pessoa vive de acordo com um sistema de justificativas que ela mesma construiu. E cada um de nós decide quais escolhas está disposto a justificar para si mesmo.
Cada um de nós também decide o que considera bom e verdadeiro, justo e correto. Então, carregando minha bolsa metafórica da Mary Poppins cheia de hooks, refrões e pontes musicais, junto com minha mochila nada metafórica do segundo ano do ensino médio, eu entrava nas minhas sessões de composição na Music Row.
Uma das minhas histórias favoritas dessa época da minha vida aconteceu quando tive a oportunidade de compor com um dos meus compositores favoritos de todos os tempos, Craig Wiseman.
Craig é um gênio absoluto da composição. E também é uma das pessoas mais engraçadas que já conheci, então sei que posso contar essa história. Eu levei cerca de cinco músicas parcialmente desenvolvidas que considerava muito boas. Como era Craig Wiseman, comecei minha apresentação com uma música que eu realmente acreditava ser especial. Ela estava praticamente pronta, faltando apenas algumas linhas e uma ponte. Então, cheia de expectativa e nervosismo, toquei a música no violão e a cantei para ele. Quando terminei, ele me disse com muita gentileza que achava a música boa, mas que não a compreendia muito bem, e que gostaria de ouvir as outras ideias que eu tinha levado. Algumas músicas depois, encontramos uma ideia que ressoou mais com ele e tivemos uma sessão de composição fantástica.
No fim das contas, realmente é possível – e até recomendável – conhecer alguns dos seus heróis. Mas, anos depois, ainda olhamos para trás e rimos daquela primeira música que toquei para ele. Acabei indo para casa e terminando a música sozinha naquela mesma noite.
Ela se chamava “Love Story”.
Terminar aquela música naquela noite foi um ato de confiança nos meus instintos como compositora. Independentemente de qualquer opinião, comentário ou interpretação que outras pessoas pudessem ter sobre ela. Acho que, hoje mais do que nunca, em uma indústria que parece estar consumida por métricas, dados e análises – e pela tentativa constante de prever se algo vai viralizar ou não – , os compositores precisam confiar na sua intuição humana. E acredito que as milhares de horas que passei trabalhando com amor nesse ofício me ensinaram a identificar as ideias que realmente saltam aos meus olhos, que brilham, permanecem comigo e são as que mais importam para mim.
Preciso agradecer ao Sombr por aquela apresentação perfeita. A composição dele é tão excepcional que chega a me causar inveja – e eu adoro sentir isso. Ele vai estar no topo do meu Spotify Wrapped este ano, sem a menor dúvida. Está garantido. Já está decidido. Muitas das minhas discussões madrugada adentro com amigos sobre o estado atual da indústria musical acabam comigo dizendo bem alto:”Sombr é o futuro. Ele faz tudo sozinho e não precisa de inteligência artificial. A nova geração está ótima.” Então, obviamente, Shane é uma pessoa e um artista muito equilibrado e não precisa de nenhum conselho meu.
Existem muitos compositores incríveis que eu amo e que encontraram sua própria voz recentemente. Mas, se eu tivesse algum conselho para artistas jovens que talvez tenham interesse em ouvi-lo, eu diria: “Vocês precisam priorizar aquilo que amam no nível mais profundo do seu ser.” Porque vocês vão precisar disso se, algum dia, sua música for ouvida pelo público. Ou pelos críticos. Ou pelos haters que fingem ser críticos. Ou pelas pessoas que vivem permanentemente online. Ou pelos robôs fingindo ser pessoas que vivem permanentemente online.
Os compositores vivem um verdadeiro exercício de equilíbrio todos os dias, porque, por natureza, devemos absorver tudo ao nosso redor, sentir profundamente, sermos sensíveis quase a ponto da ilusão, e então refletir esses sentimentos e ilusões de volta para o mundo na forma de uma paisagem sonora de três minutos e meio. Ou de um hit. Ou de uma lenda folk. Ou de um grito de batalha. Ou de uma música de dez minutos sobre amadurecimento… e um cachecol.
Então é difícil se tornar resistente a certos aspectos brutais deste mundo. Mas permitam-me agora fazer uma mudança brusca de assunto e citar uma frase que eu adoro da série Yellowstone. Quando o pai diz ao filho: “Essa é a única constante da vida, filho. Quando você constrói algo que vale a pena ter, alguém vai tentar tirar isso de você.”
Então, John Dutton estava falando sobre um rancho. Mas eu estou usando essa citação para me referir ao seu valor próprio, à sua paz de espírito e à sua visão única como criador. Receber feedback positivo e ver pessoas amando aquilo que você escreveu é uma sensação incrível, e eu espero que vocês recebam muito disso.
Mas vocês também precisam estar preparados para receber feedback negativo, quer o procurem ou não. Já não é mais uma surpresa que as coisas funcionem assim, mas, de alguma forma, parece que eu tenho essa mesma conversa com um jovem compositor a cada duas semanas. Se você criar qualquer coisa realmente incrível, alguém por aí inevitavelmente vai dizer coisas horríveis sobre ela ou distorcer completamente o que você quis dizer, transformando sua intenção em algo que você mal reconhece.
O que eu espero que vocês descubram é o seguinte: É possível ser sensível e, ao mesmo tempo, resistente. Você pode aceitar que feedback, ceticismo e críticas são inevitáveis. Você pode extrair dessas opiniões aquilo que é útil e construtivo e deixar de lado aquilo que simplesmente prejudica a sua criatividade. Ninguém faz – nem deveria fazer – arte que agrade a todas as pessoas, em todos os lugares, o tempo todo.
Meus artistas favoritos têm uma voz tão específica, tão detalhada e tão singular que é impossível que todos que tenham contato com sua obra a absorvam, interpretem e processem exatamente da mesma maneira. As pessoas me dizem com muita frequência o que sentem em relação à minha música. Dizem que nunca entenderam de verdade minhas músicas até terem o coração partido. Ou até começarem a levar a filha para a escola todos os dias. Ou até eu lançar, durante a pandemia, um álbum alternativo chamado “Folklore”.
Alguns dizem que só gostam dos sucessos. Outros dizem que só gostam das músicas que não foram sucessos. E há também aqueles que dizem que não gostam de nada do que eu faço. Mas receber todo tipo de opinião não me deixa desconfortável, porque eu sei exatamente qual é a minha relação com o trabalho que criei.
Como compositores, tudo o que podemos fazer é esperar encontrar as pessoas exatamente onde elas estão em suas vidas. Mas você nunca pode planejar ou forçar esse encontro. Você apenas precisa esperar que, por algum acaso extraordinário, vocês acabem se cruzando no mesmo caminho, no mesmo momento. Que, de alguma forma, em meio a todo o barulho da vida, uma frase que escrevemos ou uma melodia que criamos consiga atravessar esse ruído, alcançar alguém, e essa pessoa sinta alguma coisa. Que ela se arrepie. Que se sinta mais leve. Ou que pense em alguém que ama.
Nosso objetivo é despertar esse lampejo de reconhecimento em outro ser humano. Porque algo que pareceu bom e verdadeiro para nós também parece bom e verdadeiro para aquela pessoa naquele mesmo instante. E, nesse momento, quando alguém espontaneamente exclama:“Eu amo essa música!”..tudo parece fácil.
Antes de eu ir, há tantas pessoas que me ajudaram a chegar até este palco, que confiaram na minha escrita e valorizaram a minha perspectiva antes mesmo de alguém se importar com o meu nome. E então os fãs chegaram, e eles quiseram ouvir minhas histórias, minha prosa, meus refrões, meu coração partido. E nada, absolutamente nada me deixa mais feliz ou me surpreende mais do que o fato de que, 20 anos depois da minha primeira música ter sido lançada, eles ainda querem ler o próximo capítulo. Nada me faz mais feliz do que quando alguém me diz que costumava ouvir minha música com um dos pais, e agora, décadas depois, ouve com o próprio filho. Ou que ouve com o melhor amigo. Ou quando um casal me diz que “Love Story” é a música deles. Ou quando alguém faz uma dancinha fofa para “The Fate of Ophelia”. Ou quando ouço pessoas em diferentes países cantando “Opalite” com seus próprios sotaques. Ou quando alguém me diz que a música “Enchanted” faz o bebê deles parar de chorar.Eu me sinto profundamente tocada pelas formas como os fãs imortalizaram minhas músicas à sua maneira individual, permitindo que elas sejam a trilha de fundo de algumas das suas próprias jornadas neste mundo – momentos magníficos que são tão importantes para mim quanto os aparentemente mais simples.
Por fim, eu sei que, quando se trata de legado, há tantos compositores que tiveram carreiras extraordinárias antes de mim. E sei que o Songwriters Hall of Fame poderia ter escolhido qualquer um desses escritores brilhantes e merecedores para receber esta honra este ano. Mas vocês me escolheram para fazer parte deste grupo de compositores exemplares da classe de 2026 desta noite.
Então eu quero agradecer aos votantes por celebrarem e honrarem as partes mais verdadeiras e bonitas da minha vida.
Eu serei eternamente grata.
Tenham uma boa noite, pessoal. Obrigada.
Erro: nenhum feed encontrado.
Vá para a página de configurações do Instagram Feed para criar um feed.