
Taylor Swift fez do MTV Video Music Awards 2026 uma noite histórica. Neste domingo, 27 de setembro, a cantora voltou à premiação e deixou o Peacock Theater, em Los Angeles, dona de dois dos momentos mais importantes da cerimônia: o Video of the Year, principal categoria do VMA, por “The Fate of Ophelia”, e o Artist Director Honors, primeira honraria criada pelo evento para reconhecer artistas pelo trabalho de direção e narrativa visual.
Com as novas conquistas, Taylor chegou a 32 troféus durante o VMA. Ela entrou na noite empatada com Beyoncé, com 30 cada, e saiu isolada como a artista mais premiada da história. Após o final da premiação, ela levou Best Direction pelo videoclipe de “Opalite”, estendendo seu recorde para 33 vitórias.
A primeira grande celebração da noite veio quando Dakota Johnson subiu ao palco para entregar o Artist Director Honors a Taylor. A nova categoria reconhece artistas cujo trabalho atrás das câmeras ampliou as possibilidades dos videoclipes e da narrativa visual. Na apresentação, Dakota lembrou que Taylor não é apenas uma das artistas mais premiadas do VMA: é também a diretora de clipes mais reconhecida da história do evento.
O prêmio tem um peso especial para Taylor, que contou no discurso que começou a fazer videoclipes há 20 anos. De lá pra cá, participou da criação de cerca de 60 vídeos, e escreveu e dirigiu 18 deles. Em sua fala, ela agradeceu à MTV por ter criado uma plataforma tão importante para os videoclipes e, principalmente, aos fãs, por tornarem seu trabalho como diretora tão especial.
“Antes de mais nada, quero agradecer à MTV por ter aberto espaço para os videoclipes lá atrás, há tanto tempo. Comecei a fazer clipes, a participar da criação deles, há 20 anos. Desde então, tive a chance de fazer parte de 60 vídeos, uns 60, mais ou menos. 18 deles eu escrevi e dirigi. Eu amo muito escrever e dirigir videoclipes. E o principal motivo de eu gostar tanto disso são vocês, fãs, que deixam tudo muito mais divertido. É muito gratificante, porque vocês realmente se importam com o que a gente cria.
Então, quero dizer obrigada a todo mundo que já trabalhou em algum clipe do qual participei. Aprendi alguma coisa com cada pessoa que esteve ao meu lado nesses projetos. Mas quero agradecer principalmente aos fãs e, em vez de dizer mais alguma coisa… eu não paro de falar, né? Eu adoraria, se vocês deixarem, mostrar o nosso clipe mais recente.”
E foi exatamente o que ela fez: em vez de estender o discurso, transformou a homenagem em uma estreia mundial.
Logo depois de receber a honraria, Taylor apresentou pela primeira vez o videoclipe de “Patient Zero”, uma das quatro faixas inéditas de The Life of a Showgirl: The Encore, lançado na última sexta-feira (25). Dirigido pela própria Taylor, o vídeo tem Dakota Johnson e Colin Farrell no elenco e direção de fotografia de Emmanuel “Chivo” Lubezki, vencedor do Oscar por Gravidade, Birdman e O Regresso.
A produção passeia por alguns dos gêneros cinematográficos e literários favoritos de Taylor, misturando elementos de histórias góticas de fantasmas, true crime e thrillers psicológicos. A casa onde a trama se passa funciona como metáfora para a frieza de um relacionamento que perdeu a vida e a conexão.
No Instagram, depois da estreia, Taylor agradeceu a Chivo pela oportunidade de trabalhar com ele e também a Dakota, Colin, Cara Delevingne, Ethan Tobman e ao editor Chancler Haynes. A presença de Cara, aliás, só foi revelada com o lançamento do vídeo: ela interpreta “a outra”, personagem que se aproxima da história de Taylor e do personagem vivido por Colin Farrell.
Taylor ainda contou que trabalhar com Chivo parecia uma “sequência de sonho” e que observá-lo em ação lhe ensinou muito. Sobre Colin, elogiou a atuação dele como vilão e o descreveu como “uma luz absoluta, gentil como ninguém”.
Já no encerramento da cerimônia, Taylor voltou ao palco para receber o Video of the Year por “The Fate of Ophelia”.
Escrito e dirigido por Taylor, o clipe foi um dos grandes destaques da era The Life of a Showgirl e contou com coreografia de Mandy Moore, design de produção de Ethan Tobman, edição de Chancler Haynes e direção de fotografia de Rodrigo Prieto.
No discurso, ela explicou que queria que o vídeo parecesse gravado em um único plano e falou sobre o processo de esconder os cortes ao longo da produção.
Taylor também aproveitou o momento para dedicar o prêmio a Dolly Parton, a quem chamou de “a showgirl definitiva”. A homenagem foi ainda mais emocionante por acontecer pouco mais de um mês após a morte de Dolly, em 25 de agosto, aos 80 anos, e na mesma noite em que o VMA preparou um tributo especial à lendária artista, com apresentação de Kacey Musgraves.
“Muito obrigada por darem este prêmio a este clipe… Eu amei fazer esse vídeo, porque queria que ele parecesse um único plano contínuo. Então aprendi muito sobre esconder cortes aqui e ali. E quero agradecer a todo mundo que me ajudou nessa gravação, porque só a coreografia… Eu amo demais a Mandy Moore, minha coreógrafa… O design de produção é do Ethan Tobman, meu editor é o Chancler Haynes e o diretor de fotografia deste clipe é alguém com quem eu já tinha trabalhado antes. Ele é uma das pessoas que me deram confiança para dirigir clipes sozinha. O nome dele é Rodrigo Prieto.
E, por último, mas o mais importante, quero agradecer e dedicar este prêmio a uma pessoa sem a qual nada disso estaria acontecendo: a showgirl definitiva, Dolly Parton. Cada música que ela escreveu tinha uma narrativa tão vívida, tão rica… Ouvir as canções dela é como assistir ao melhor videoclipe da sua vida, toda vez que você escuta o que ela escreveu. E, nossa, ela levou tudo isso com tanta elegância, alegria, amor e gratidão por poder fazer o que fazia. Tudo o que acontecia na vida ou na carreira dela, ela transformava em amor, gratidão e carinho pelos fãs. Tenho sorte de ter sido uma delas, e sempre vou ser. Amo muito todos vocês. Acho que todos nós tivemos muita sorte de dividir este planeta com a Dolly Parton por um tempo. Obrigada por este momento incrível.”
Para a chegada ao VMA, Taylor vestiu Tamara Ralph Fall 2026 Couture, em um visual preto e prateado que conversava diretamente com a atmosfera de “Patient Zero”: corpete preto com detalhes transparentes e saia prateada, brilhante e assimétrica.
A aparição também guardou um detalhe especial (e bem a cara dela): esta foi a 12ª participação de Taylor no VMA, justamente durante a era de seu 12º álbum de estúdio, The Life of a Showgirl.
Taylor não ia pessoalmente à cerimônia desde 2024, quando levou sete prêmios, incluindo Video of the Year por “Fortnight”. Em 2026, ela voltou para ser reconhecida pela trajetória como diretora, levou mais uma vez o maior prêmio da noite e ainda usou o palco para apresentar ao mundo um clipe planejado em segredo havia meses.
Um VMA digno de uma showgirl.
Com informações de ABC News, People, TODAY e The Hollywood Reporter.
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