Depois de ser capa — e de dar uma mãozinha no editorial — da Glamour UK, Taylor estampa a capa da edição de junho da americana ELLE. A matéria foi escrita pela precoce Tavi Gevinson, que também é amiga de Taylor. A revista publicou uma prévia da reportagem em seu site, confira:

Taylor Swift não se arrepende de nada

Quem melhor para chegar ao coração do fenômeno que é Taylor Swift do que uma de suas melhores amigas? Para a matéria de capa da edição de junho da Elle na edição Mulheres na Música, Tavi Gevinson se sentou com Swift para conversar sobre assuntos da mente, coração e tudo que está no meio.

Desde que tinha 14 anos eu enchi — desculpa, adornei — a Internet com análises de Taylor Swift. Primeiramente, eu me encantei com o controle que ela tem sobre suas composições e imagem pública do que os outros artistas voltados para pessoas com a minha idade, e como era ter a permissão para expressar minhas emoções sem medo vindo de uma garota segurando um violão, por mais que muitas vezes te chamem de “louca” por fazer isso (o eufenismo sexista para “feminino”). Com o lançamento de seu quarto álbum, Red, em 2012 e uma porção de romances altamente públicos, Taylor foi criticada pela imprensa e outros artistas pelos atos pecaminosos de namorar pessoas e escrever canções sobre isso, ganhando a reputação de louca por garotos e emotiva. Mas eu sempre via os homens em suas músicas como catalistas de seu próprio auto-conhecimento. Em Outubro passado ela lançou o 1989, e se você usa a Internet ou sai de casa, você esta familiarizado com a sua onipresença. Mas eu queria chamar atenção para a mensagem secreta nas letras de “Clean”, a última faixa: “Ela o perdeu, mas encontrou a si mesma e de alguma maneira, isso era tudo”.

Os primeiros quatro álbuns de Taylor foram certificados platina em um total de 21 vezes, mas apesar de seu sucesso sem precedentes na música country, o 1989 é restritamente pop. A mesma mulher que lançou uma música chamada “Forever & Always” no Top 40 das paradas agora declara, em “Wildest Dreams”: “Nada é para sempre”. Ainda assim a sua habilidade de contar histórias e a atenção aos detalhes que foram afinados no country são o que fazem das suas músicas pop inigualáveis. Ela tem 25 anos agora, e com a sua nova perspectiva da data de validade do romance, ela também passou a apreciar o prazer de impermanência de um affair, se recuperar de um coração partido e se reinventar. “Descobrir o que você quer/Ser essa garota durante um mês” se refere às preferências de um amante em “Blank Space” mas também poderia ser aplicado à sua evolução. 1989 fez sua estreia na primeira posição da parada Billboard 200 e vendeu quase 1,3 milhões de cópias na primeira semana. Foi o álbum que mais vendeu em 2014 e já vendeu mais que os seus últimos dois álbuns nos EUA depois de 19 semanas de seu lançamento.

Taylor e eu nos conhecemos em 2012, mas você não pode ir ao apartamento de uma amiga para fazer chili e perguntar: “Mas antes, rapidinho: São ‘Starbucks lovers’?” No entanto, em nome do jornalismo, eu conversei com Taylor na manhã dos Grammys desse ano, em sua casa em LA, sobre tudo isso.

Sobre esquecer um garoto:

TG: Eu quero te perguntar sobre “Clean”. A garota cantando é tão sensível, sem nenhuma impulsividade de “Blank Space” ou “Style”.

TS: “Shake It Off” e “Clean” foram as duas últimas coisas que escrevemos para o álbum, então isso mostra onde eu terminei mentalmente. “Clean” eu escrevi enquanto saia do Liberty em Londres. Alguém que eu namorava — eu percebi que estava na mesma cidade que ele por duas semanas e não tinha pensado sobre isso. Quando eu percebi isso, eu pensei: “Oh, eu espero que ele esteja bem”. E nada mais. E você sabe como é quando você está com o coração quebrado. Uma pessoa de coração quebrado é diferente de qualquer outra pessoa. O tempo deles passa em um ritmo muito diferente do nosso. É uma dor mental, fisica e emotiva e um sentimento de conflito. Nada te distrai daquilo. Então o tempo passa, e na medida que você vive a sua vida e cria novos hábitos, você se acostuma a não ter uma mensagem de texto todas as manhãs dizendo: “Olá, linda. Bom dia”. Você se acostuma e não ligar para alguém de noite para contar como foi o seu dia. Você substitui estes hábitos antigos com novos hábitos, como trocar mensagens o dia inteiro em um grupo com seus amigos e planejar festas divertidas, e sair para aventuras com suas amigas, então um dia, de repente, você está em Londres e percebe que você esteve no mesmo lugar que o seu ex durante duas semanas e você está bem. E você espera que ele esteja bem. A primeira coisa que eu pensei foi: “I’m finally clean”. Eu estive em uma tempestade da mídia em que as pessoas desconstruíram a percepção de quem eu era. Os apresentadores de premiações faziam piadas muito insensíveis, tinham manchetes irônicas na imprensa: “Taylor termina mais um namoro: Bem, esse foi rápido!” — que se focavam nas coisas erradas.

Sobre felizes para sempre e o que Lena Dunham a ensinou sobre o amor:

TG: Você pode me contar mais sobre como mudou a maneira com que você compõe?

TS: Eu nunca estive em um relacionamento quando eu escrevi os meus dosi primeiros álbuns, então eles eram projeções do que eu imaginava que seria. Eles se basearam em filmes, livros, músicas e literaturas que nos dizem que um relacionamento é a coisa mais mágica que pode acontecer na sua vida. Então eu me apaixonei, eu achei que estava apaixonada, e então experienciei o desapontamento ou que nada funcionava algumas vezes, percebi que existe esta ideia de felizes para sempre que não acontece na vida real. É mágico se você perguntar a alguém que já se apaixonou — é a melhor coisa. Agora eu tenho mais experiência no fato de que você está em um estado de paixão e você acha que tudo o que aquela pessoa faz é perfeito, então — se você tem sorte — isso acaba virando um relacionamento real quando você vê que aquela pessoa não é perfeita, mas você ainda quer vê-lo todos os dias.

TG: É por isso que eu adoro o peso de sua música “You Are in Love” está no verso: “You’re my best friend”. Isso é a melhor coisa.

TS: Yeah. Eu nunca tive isso, então eu escrevi essa música sobre as coisas que a Lena [Dunham] me contou sobre ela e o Jack [Antonoff]. É só de coisas que ela me contou. Eu eu penso sobre esse tipo de relacionamento — deus, isso soa que seria tão bonito — mas também seria dificíl. Também seria mundano algumas vezes.

Sobre não se arrepender de nada:

TG: … Eu acho que quando pessoas que tiveram sucesso desde muito novas passam por um ciclo de perdição, é normalmente porque estão trabalhando com as regras de outra pessoa, então eles sentem a necessidade de se rebelar. Mas quando é algo que você construiu, você não tem o mesmo tipo de ressentimento ou angústia. Mas também é dificil manter estes padrões para si mesma. Você se preocupa que você irá dizer algo inflamatório por acidente?

TS: Não necessariamente. Enquanto a necessidade de se rebelar contra a ideia de você e a imagem de você: Eu não sinto a necessidade de destruir a casa que eu construí com as minhas próprias mãos. Eu posso fazer mudanças nela. Eu posso redecorar. Mas fui eu quem a construiu. E também não vou ficar sentada e dizer: “Eu desejo que eu não tivesse tido cabelo super cacheado e ter usado vestidos básicos e botas de cowboy para premiações quando eu tinha 17 anos. Eu desejo que não tivesse passado por aquela fase de contos de fada em que eu só queria usar vestidos de princesa para premiações todas as vezes”. Porque eu fiz aquelas escolhas. Eu fiz aquilo. Foi parte do meu crescimento. Não teve nenhum comitê dizendo: “Você sabe o que a Taylor precisa ser esse ano?” Então com o 1989, eu sinto que nós reformamos completamente a casa metafórica que eu construí e isso fez com que eu amasse ainda mais a casa — mas mantendo a fundação com a qual eu sempre estive.

Confira algumas a capa e algumas fotos do ensaio fotográfico em nossa galeria:

          
Ensaio fotográfico
          

Fonte





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