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Taylor Swift concedeu recentemente uma entrevista ao Deadline, pelo telefone. No papo, a cantora falou sobre compor para filmes, como fez recentemente com o longa “One Chance” e sua carreira como atriz. Ouça abaixo e confirma o resumo logo em seguida

Pete, o entrevistador, começa mencionando a indicação de “Sweether Than Fiction” ao Globo de Ouro, sendo a segunda vez que Taylor concorre ao prêmio (a primeira foi com Safe and Sound, na premiação deste ano). Taylor diz que está muito feliz, e que recebeu a indicação no dia de seu aniversário.

Pete pergunta, então, o que a levou a compor canções para trilhas sonoras de filmes, e o que a inspirou em “One Chance” a ponto de a fazer querer escrever uma música para o filme. “Eu descobri que qualquer filme bom tem mais de um tema. E, como compositora, quando estou assistindo a um filme e considerando-o como algo para o qual eu escreveria, eu normalmente procuro por um dos temas que se destaca. Aquele que você sabe que será o tema. Quando eu estava assistindo Jogos Vorazes, havia muitos temas sobre os quais escrever, e eu sabia que seria algo relacionado a compaixão. E eu acho que as coisas óbvias sobre as quais você pode escrever normalmente não são as melhores.Em “One Chance”, há um tema óbvio de se escolher que é “eu vou realizar meus sonhos, vou me empenhar, vou continuar tentando até conseguir”. O que me chamou a atenção foi, na verdade, o relacionamento que Paul tem com sua esposa, Jules, e o fato de que ela o ama quando ele está na pior, desempregado, perseguindo um sonho que parece sem sentido. Eu acho que amar alguém nessa situação… esse é o relacionamento sobre o qual quero compor.

Ela acrescentou que escrever para filmes é uma ótima pausa em sua composição costumeira, que tem como base sua própria vida.

A cantora disse que se identificou com o filme de diversas maneiras. “As pessoas realmente te dizem para não continuar. Você assiste ao filme e você fica tipo “oh, as pessoas não são tão más assim”, mas elas são. Se você quer ser um músico, as pessoas nem sempre vão te apoiar.” Ela acrescenta que, no início de sua carreira, até mesmo seus pais a questionavam se era realmente aquilo que ela queria fazer.

Taylor relembra que, quando se mudou para Nashville, as pessoas diziam que música country era para mulheres com 45 anos de idade. “Eu ficava dizendo ‘Mas eu gosto de música country! Eu tenho 14 anos, então se eu escrever músicas sobre o que estou passando, as outras pessoas de 14 anos vão ouvir as rádios country’ e as pessoas ficavam ‘Aw, volte quando você tiver 18 anos.’

A coisa bonita em entrar em qualquer campo, especialmente na indústria da música, é que não há só um modo de fazer isso. As pessoas sempre me perguntam “Como eu consigo? Eu também toco violão!” e eu gostaria que houvesse uma resposta pra isso, mas a coisa mais empolgante é que há muitas coisas que podem te fazer chegar aonde você quer. Eu não acho que haja um momento, uma chance, que faz uma carreira. A história do Paul Potts é muito diferente da minha, mas mostra quantas vezes você tem uma chance.

Sobre sua persistência na carreira, Swift disse: “Às vezes eu olho para trás e penso ‘por que nós continuamos?(…) Sabe, há muitos momentos de partir o coração até chegar a qualquer lugar que valha a pena.‘”

Sobre “Sweether Than Fiction“, Taylor diz que queria que, sonoramente, a canção fosse o mais distante possível de ópera, e com um toque nostálgico. “Novo pop, mas também voltando para o período de tempo em que o filme se passa, anos 80 e 90. Então eu pensei no tipo de som que ele estaria ouvindo no rádio, mas escolhendo cantar ópera ao invés.

Ela conta que Jack Antonoff é um amigo e produtor que admira, e que ele consegue fazer essa mistura de sons antigos com a modernidade. A canção foi finalizada rapidamente, porque os dois estavam em turnê.

Ela diz que os produtores do filme exibiram o longa para ela, que enquanto assistia já pensava “eu vou compor algo para esse filme. Eu não posso não escrever algo para esse filme. É muito bom“. Ela diz que as atuações foram incríveis e a inspiraram para a canção.

Taylor acha que a pressão sofrida por participantes de shows de talentos é muito grande, e Pete observa que ela atingiu a fama pelo “método antigo”, indo de rádio em rádio para divulgar sua música. “É estranho, porque hoje em dia parece ser o método antigo, mas quando eu comecei as pessoas diziam “Ai meu deus, você tem um MySpace, e tem todos esses seguidores, é um modo novo!” e depois era tipo “O que você está fazendo nesse Twitter?”“. Ela acredita que a internet a ajudou, juntamente com a experiência na estrada.

A conversa muda, então, para a carreira de Taylor como atriz. Pete menciona “The Giver”, filme no qual Taylor trabalhou com Meryl Streep e Jeff Bridges. “Essa é uma das coisas que tenho que ficar me lembrando que aconteceu de verdade. Porque eu sempre disse que teria que ser uma história pela qual eu me apaixonasse e um elenco que me faria aprender, um diretor maravilhoso e um papel pequeno. E isso é uma exigência grande! Eu quero sempre ter certeza que estou fazendo a coisa certa, em qualquer caminho. Quero aprender o quanto puder,” e acrescenta que aprendeu muito durante as gravações, uma experiência que nunca esquecerá.”





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