A revista americana Southwest publicou em sua última edição uma entrevista com Taylor Swift, em que a cantora fala sobre sua nova fase na carreira. Confira a tradução e os scans abaixo:

Ela abraça o risco, mas não faz truques. Ela é focada em sua ambição, mas ainda assim se deixa vulnerável. Ela pode ser um pouco desajeitada. Ela tem um fraco por velas perfumadas (ela confessou ter “mais velas que um ritual”). Ela é maior que a vida, aparentemente intocável, fazendo sombra sobre os colegas estrelas. Mas então ela surpreende a todos nós com algum ato aleatório de humildade, como bater na porta de um fã com seus pijamas com estampas felinas carregando um monte de presentes. A genialidade de Taylor Swift pode estar no fato de que ela recusa definições.
Não faz muito tempo, ela era a estrela country. Depois ela foi totalmente para o pop. Esse tipo de risco pode significar o começo do fim para qualquer um que vive sob os holofotes. Mas quanto a Swift? No dia de nossa entrevista, a Fortune lançou sua lista dos “Maiores Líderes do Mundo”. Ela estava lá, na sexta posição, atrás de um CEO, alguns presidentes, um primeiro ministro e o Papa.

J. Rentilly: Seu último álbum, 1989, revela uma artista em transição. É diferente dos seus trabalhos anteriores não apenas sonicamente, mas também liricamente. Há uma aparente sabedoria e um topo. O álbum pareceu um risco para você?
Taylor Swift: Definitivamente. Nos meus dois últimos álbuns, os personagens principais eram caras que partiram meu coração ou alguém por quem eu tinha me apaixonado. Eles eram “Amor” e “Algum Cara”. [Risos] Esse álbum é um cenário maior, eu acho, sobre navegar pela vida na casa dos 25. Cada canção é sobre aprender uma lição diferente.

JR: Como aconteceu sua evolução como artista?
TS: Fazer um álbum pop depois de quatro álbuns country foi a coisa mais arriscada que fiz recentemente. Ninguém na minha gravadora entendeu por que eu queria consertar algo que não estava quebrado, mas eu estava seguindo uma intuição-não a intuição de homens de terno numa sala de reuniões, mas a minha intuição. É provavelmente a coisa mais corajosa que qualquer um de nós pode fazer-ouvir o que nosso instinto está nos dizendo.

JR: Então intuição é seu guia?
TS: Absolutamente. Mas intuição é feita com um monte de pensamentos lógicos e práticos. Sua intuição tem que ser seguida de um bom plano.

JR: Parece estar funcionando. O lendário artista country Steve Earle recentemente se rendeu em elogios numa entrevista com a Billboard.
TS: Oh, isso foi louco! Meus compositores favoritos são confessionais. Gosto de ouvir o sangue e sentir as cicatrizes na música das pessoas. Steve Earle coloca isso em tudo que faz, então aquele elogio vindo dele é inacreditável para mim.

JR: É mais difícil para você se abrir em sua escrita agora que o mundo parece obcecado com cada detalhe de sua vida?
TS: escrever músicas confessionais não se tornou mais difícil, mas a repercussão se tornou mais intensa. Eu provavelmente deveria levar como elogio o fato de que as pessoas se importam com o que escrevo.

JR: Em seu álbum de estreia você cantou que você era “só uma garota tentando achar um lugar nesse mundo”. Isso ainda é verdade?
TS: No fim do dia, eu tenho que levar o ruim com o bom porque o bom é muito bom – compor canções para viver, viajar o mundo cantando estas canções, ouvindo pessoas que nem falam inglês cantando minhas letras para mim. Essas são experiências que, nove vezes em dez, neutralizam a negatividade.

JR: O que podemos esperar da sua turnê mundial?
TS: Quando eu estava fazendo o álbum 1989, a primeira questão que tinha era “Como eu supero o Red?”. Em minha cabeça, a resposta era sempre simples: Faça tão diferente que você não poderá comparar os dois.

JR: E como será isso?
TS: Para as últimas turnêsm eu criei uma grade em minha cabeça para como fazer o melhor show possível: faça tantas músicas e depois fale um pouco. O palco é assim. A música é assim. Esses convidados vão aparecer conosco essa noite. Mas eu joguei tudo isso fora. A única coisa que será a mesma é que eu estarei lá, cantando minhas músicas.

JR: Isso é um ato de confiança ou fé?
TS: Eu estou crescendo, encontrando os ricos certos para correr a as barreiras certas para ultrapassar. Eu mudei muito nos últimos dois anos e meio. Então talvez um pouco dos dois. Eu acho que uma boa vida leva um pouco dos dois.

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