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O pessimismo tomou conta da indústria da música. Ninguém mais confia no poder de atração que ela possui em sua audiência e as vendas estão menores a cada ano que passa. Os serviços de streaming, como o Spotify, ainda confundem as gravadoras e os especialistas. Com tudo isso acontecendo, ninguém esperava que Taylor superasse a marca de 1 milhão de cópias vendidas, mas ela o fez. Agora, a Forbes coloca em dúvida se isso poderá se repetir no futuro.

Porque o 1989 poderá ser o último álbum platina da história

Taylor Swift tem revelado algumas uspresas ultimamente — se mudou de Nashville para Nova York, abandonou o country, formato que a elevou para um status de superestrela e até experimentou faz um rap em seu novo álbum, 1989.

“Gosto de ver os álbuns como tipos de afirmações”, ela contou a Billboard. “Visualmente, sonicamente, emocionalmente, eu gosto que todos tenham a sua própria identidade. Dessa vez eu estou fazendo o que eu quero fazer. Eu quis fazer um álbum pop, então eu fiz”.

Talvez mais surpreendente do que todos estes desenvolvimentos é o fato de que Swift está se encaminhando para vender mais de 1 milhão de cópias na semana de seu lançamento — um feito que nenhum artista solo conquistou desde que Swift fez isso há dois anos com o Red.

A parte mais chocante não é que Swift está fazendo isso, mas que nenhum artista esteja fazendo isso. Não é só que não tenha tido uma única semana de lançamento com certificado de platina nesse ano. Não existe um único álbum platina neste ano, ao menos que você conte a trilha sonora de Frozen.

Tudo isso leva a alguns observadores da indústria a suspeitarem que o 1989 pode ser o último álbum platina da história.

“Eu quero acreditar que essa recente conquista é um sinal de que mais está por vir”, diz o advogado de entretenimento Lori Landew da Fox Rothschild. “[Mas] Estou inclinado a acreditar que isso é mais uma aberração que pode ser creditada a uma base de fãs forte e leal”.

Como meu colega High McIntyre notou, cinco álbuns tinham conquistado a platina nessa altura do ano passado. O The 20/20 Experience do Justin Timberlake liderou o pelotão ao juntar mais de 2 milhões de unidades no começo do quarto quarto.

Esse ano conta uma história diferente e os motivos são bem aparentes. As vendas de músicas estão em grande declinio durante a última década, primeiro por culpa da pirataria, e mais recentemente pelo crescimento do streaming.

O último, com certeza, é uma melhoria do primeiro: artistas e compositores são pagos pelos streams. Enquanto as taxas deixam muito a desejar, serviços como o Spotify e o Pandora são muito melhores com os músicos do que o Napster. E eles são tão fáceis quanto para usar — o que é o porque o streaming está se encaminhando para substituir o download digital.

De acordo com o relatório da metade do ano da Nielsen, as vendas digitais caíram 13% nos primeiros seis meses do ano, enquanto as vendas de álbuns caíram 14,3%. Isso tudo aconteceu simultaneamente a um crescimento de 42% no streaming.

“Uma vez que sites de streaming e de torrent deixam tudo mais fácil para qualquer adolescente acessar milhões de músicas de graça, não é nenhuma surpresa que os jovens, que são os principais consumidores da indústria da música, não estão pagando por singles ou álbuns nos seus formatos físicos ou digitais”, diz o veterano advogado de música Bernie Resnick. “Sem o apoio do segmento mais importante da base de consumidores, se torna extremamente dificil de vender unidades o suficiente para qualificar certificados de ouro ou platina nas vendas”.

Swift, no entanto, foi capaz de energizar a sua fã base concentrada em jovens dos anos 00’s ao usar astutamente de uma grande quantidade de táticas promocionais. Além de fazer participações em talk shows noturnos, ela realizou alguns truques incomuns como receber os seus fãs em sessões privadas para escutar seu álbum (e cozinhar para eles) e incluir Polaroids com letras escritas a mão em cada cópia do 1989.

Este tipo de conexão tem sido o centro do incrível sucesso de Swift no decorrer dos últimos cinco anos, que viram os seus lucros anuais subirem para um recorde de $64 milhões em 2014. Como qualquer bom inovador, ela não teve medo de mudar um modelo que já funcionava com a intenção de melhorá-lo.

A saída de Swift do country, um genêro cada vez mais viável comercialmente, foi certamente um risco. E mesmo que algumas músicas do 1989 lembrem muito outras cantoras pop como Lana Del Rey (“Wildest Dreams”) e Katy Perry (“Welcome to new York”), o álbum — especialmente o primeiro single “Shake It Off” — parecia puramente de Swift. Foi um próximo passo lógico para uma artista que já tinha um pé firmemente plantado no pop.

Então o 1989 realmente será o último álbum platina da história? Certamente parece possível. Mesmo que seja mais possível que a RIAA mude a sua definição de platina para acomodar os streams, assim como o Hot 100 da Billboard já fez. No entanto, por enquanto, Swift provavelmente terá a coroa de platina para si só por um bom tempo.

“Para todo mundo, parece que esse tipo de lançamento está fora de alcance nos dias de hoje e irá se manter assim até que a RIAA se adapte com a maneira com que a música é consumida atualmente pela maioria dos novos amantes de música”, diz Landew. “Enquanto o lançamento de Swift nos dá esperança que os amantes de música podem ser levados a querer possuir nova música, as tendências de compra parecem indicar o contrário”.

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