Na última sexta-feira (28), a banda The National lançou seu mais novo álbum. Intitulado “First Two Pages of Frankenstein”, o compilado nos introduziu à “The Alcott”, segunda parceria da banda com Taylor Swift.

Durante a divulgação do álbum, os integrantes da The National concederam uma entrevista ao The New Yorker e Aaron Dessner – membro da banda e colaborador de Taylor – contou como os dois começaram a se falar na pandemia do COVID-19, em 2020. A capacidade de Aaron de infundir sentimento em suas melodias foi o que o levou à sua primeira colaboração com Taylor, que lhe mandou uma mensagem na primavera de 2020 para perguntar se ele queria tentar escrever juntos. Swift é fã do The National – “Taylor pode cantar praticamente qualquer música do National, palavra por palavra”, disse Aaron – e sentiu algo narrativo na produção de Aaron. “Ela sentiu que estava contando coisas para ela – ela estava ouvindo histórias nele”, disse ele. “Foi assim que nos conectamos.” Ela perguntou se ele compartilharia alguns de seus trabalhos instrumentais inéditos. “Eu tinha uma pasta de coisas em que estava trabalhando, porque abriria sozinho para Bon Iver na Europa na primavera de 2020, o que obviamente foi cancelado. Então, acabei enviando a pasta para ela. E às 2 da manhã daquela noite ela cantou ‘cardigan’”.

Em “The Alcott”, Taylor e Matt Berninger trocam falas no refrão, como um casal cauteloso tentando descobrir se eles cometeram um erro ao terminar as coisas. A mulher da música – que está sentada em um bar, escrevendo em um caderno – é baseada em Carin Besser, esposa de Matt. “Taylor habitou esse personagem”, disse Berninger. “Ela sempre se interessou muito em como Carin e eu escrevemos juntos.” Swift colaborou em músicas com seu ex-namorado, o ator Joe Alwyn, e perguntou a Berninger e Besser como foi a experiência para eles. O conselho que eles costumam dar é ter cuidado, mas permanecer fiel: o desafeto, a auto-aversão e a mesquinhez – tudo tem que estar lá.

“Meu amor pelo The National vem do lirismo e das paisagens sonoras que a banda cria para complementá-los perfeitamente”, Swift disse em uma conversa exclusiva com o The New Yorker. “Existem tantos versos em suas canções que são perturbadoramente, corajosamente verdadeiros. Sempre ficarei maravilhada com a forma como suas letras têm a capacidade de expressar tanta escuridão e romantismo melancólico ao mesmo tempo. Há também uma grande sinergia com a qualidade inexpressiva da palavra falada dos vocais de Matt e as vistas que a banda está criando em torno dele. Aquele verso inteiro em ‘I Need My Girl’, onde ele está falando sobre ela perder a cabeça, dirigir o carro para o jardim e depois se desculpar com as videiras. Realmente resume o que os diferencia. Eles montam uma cena inteira.”

Escute “The Alcott”:

Partes da entrevista traduzidas e adaptadas: Eduarda Altmann

Fonte: The New Yorker





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