Na madrugada desta sexta (09), Taylor Swift lançou o ‘Fearless (Taylor’s Version)’. O álbum é o pontapé inicial do projeto de regravações dos primeiros trabalhos da cantora, que tem como objetivo recuperar o domínio e os direitos de uso das canções de seus seis primeiros discos.

Assim como tudo que sai das mãos de Taylor, a regravação já é um sucesso: quebrou recordes de streamings e se tornou o primeiro álbum country da história a alcançar o topo de alguns charts.

Mas a aclamação não foi só nas plataformas, a resposta também veio da crítica especializada que não poupou elogios a esse novo capítulo da carreira de Swift. Confira o que os principais veículos estão dizendo:

NME- 4 de 5 estrelas

“Fearless (Taylor’s Version)” celebra e permanece fiel à Fearless Era. Ela colaborou com artistas que estavam envolvidos na gravação original e que fizeram parte de sua banda de turnê, e as regravações não ficaram distantes das músicas originais. A produção é mais nítida e calorosa do que a original e os vocais de Swift são, compreensivelmente, mais maduros.


Mesmo que com a adição de novas músicas o “Fearless (Taylor’s Version)” se torne mais longo (com uma hora e 45 minutos), elas fornecem um olhar mais intrigante do mundo de “Fearless”(…). Ela revisita as músicas com bondade e afeição, celebrando o sucesso de seus sucessos adolescentes.


The Guardian- 4 de 5 estrelas

As melhores letras de Fearless oferecem uma consolidação brilhante do impulso adolescente compreensível de endeusar um passado recente como se fosse uma história antiga, porque a vida dos adolescentes está em constante mudança, repleta de eventos que convidam à nostalgia porque eles só acontecem uma vez (…). Fearless é o tipo de álbum que os fãs têm um investimento emocional genuíno.

É tentador sugerir que as letras de Fearless podem assumir um tom diferente agora cantadas por uma mulher na casa dos 30 anos, mas as novas gravações lutam contra isso. Com vocais de fundo de sua banda de turnê, sua voz soa essencialmente a mesma de 2008. Swift resistiu a qualquer tentação de alterar os arranjos e letras pop country das músicas, mesmo quando esse último poderia ter sido um acerto.

The Independent UK – 4 de 5 estrelas

Sabiamente, ela não tentou reescrever a história (…). Esse é o momento perfeito para o “Fearless (Taylor’s Version)”: não há tempo mais adequado do que uma pandemia para uma dose de nostalgia, e é muito legal ter uma atualização de algumas das melhores músicas pop contidas no álbum. Até as seis músicas “do cofre” que não faziam parte na primeira versão parecem estranhamente reconfortantes.

Rolling Stone – 4 estrelas de 5

Pegando emprestada uma frase de Tim McGraw: quando você pensa em “Fearless”, Taylor espera que você pense em “Taylor’s Version”. Taylor claramente tem estudado suas intonações vocais no Fearless, até as gargalhadas e soluços estranhos que estão espalhados por “Hey Stephen”. Mas sua voz de trinta e poucos anos é mais rica, profunda e com mais confiança em si mesma. Ela incorpora suas interpretações country até certo ponto: ela não tenta mais fazer com que “back” rime com “laugh” em um trecho de “Come In With The Rain”

AV Club – Classificação “A”

Ouvir uma Swift de 31 anos cantar aquelas mesmas músicas em retrospecto, considerando todo o contexto da sua trajetória profissional (e vida pessoal, de certa forma) é uma experiência completamente diferente.

Ela permite que sua jornada durante a última década se misture ao ato de gravar essas músicas novamente, quase que convidando os ouvintes a refletir sobre a própria adolescência e relacionamentos antigos junto com ela. As letras das músicas não diferem, como já podia ser observado no lançamento adiantado de “Love Story (Taylor’s Version). As mudanças mais notáveis são observadas em algumas batidas mais marcadas ou na entrega mais pontuada de alguns trechos. (…) Essas pequenas mudanças enriquecem a vibe de nostalgia desse álbum, que contém alguns de seus primeiros hits antes dela migrar completamente para o pop em 2014, com o 1989. Também são capturadas nas inéditas “músicas do cofre”, duas das quais foram lançadas antes do álbum: “You All Over Me” com Maren Morris e “Mr. Perfectly Fine”, que aparentemente é sobre Joe Jonas (mas sua esposa, Sophie Turner, deu seu selo de aprovação pelo Instagram). O drama ficou em 2008 e agora apenas a música e as letras recebem os holofotes.

The Line of Best Fit – Nota 8 de 10

Lançar “Fearless” primeiro é, sem dúvidas, a maneira certa de começar. As novas gravações (todas as 26), oferecem um tesouro de riquezas. Não apenas recebemos novas versões de todas as canções da edição original deluxe do álbum, como também quase meia hora de material retirado do cofre de Swift e finalizado com a ajuda de seus recentes colaboradores Aaron Dessner e Jack Antonoff.

“Fearless (Taylor’s Version)” é um convite para testemunhar uma das maiores artistas de todos os tempos dando nova vida a uma parte vital de seu trabalho inicial, enquanto o reintroduz a uma nova geração de fãs pela primeira vez — só isso já seria motivo suficiente para estar muito animado para o resto do projeto.

Clash – Nota 8 de 10

Como uma fotografia restaurada, brilhando do preto e branco para a cor, “Fearless (Taylor’s Version)” é o mesmo, mas melhor. Envolvida em uma batalha de gigantes sobre o domínio de sua própria música, Taylor Swift resolveu espantar o contexto triste deste álbum regravado e, no lugar disso, sacudiu as teias de aranha de seus antigos sucessos simplesmente com o poder da mais pura alegria.

(…)

Ao fazer cópias quase que exatas de suas faixas antigas, “Fearless (Taylor’s Version)” desafia o tempo em duas maneiras: celebra a voz madura de Taylor enquanto traz os fãs de volta à adolescência com esta celebração do início de sua carreira. E ‘celebração’ é a palavra perfeita: pequenas mudanças feitas em faixas tão amadas apenas as tornaram mais brilhantes. 

Conseguindo encontrar um propósito no meio de uma batalha legal, “Fearless (Taylor’s Version)” se tornou um momento de reflexão e celebração para Taylor e seus fãs que, 13 anos depois, se reúnem para relembrar a juventude — agora estando do outro lado. Mantendo a mesma substância para não arrancar o lugar da música na vida das pessoas, Taylor simplesmente limpa as bordas, ilumina as cores e diminui o drama. Ignorando a pressão de sempre seguir em frente, Taylor reaplicou sua paixão (aparentemente infinita) por fazer música ao seu antigo eu, colaborando com seu passado para salvá-lo. E o resultado? Uma magia agridoce que faz milhões de pessoas sentirem nostalgia.

Spin- Nota 80 

Apesar de a voz de Swift estar amadurecida, com mais textura e mais calorosa desde 2008, suas performances vocais aqui são, novamente, fiéis ao country-pop de sua adolescência, talvez com o sotaque, que antes era enfatizado, mais suavizado

As partes mais animadoras de Fearless (Taylor’s Version) são as seis músicas não ouvidas “do cofre”, algumas que já tinham direitos autorais em 2005, antes mesmo do seu álbum de estreia em 2006. 

Embora ouvir o Fearless (Taylor’s Version) não seja essencial como seria com um álbum novo, certamente é uma revisitação envolvente, executada com o mesmo rigor e atenção dada para todos os proejtos de Swift. É uma surpresa diferente para os fãs, que matariam para ver Swift, do jeito que está hoje, cantar seu primeiro disco de sucesso inteiramente.

Consequence of Sound- Nota 83

Swift sempre foi uma escritora magistral de pequenos contos de ficção, capaz de aumentar um pequeno sentimento ou momento para conter uma era, um relacionamento, um universo (uma habilidade que ela continuou a desenvolver no folklore e evermore, se inspirando ainda mais na literatura e no cinema) . No entanto, esse projeto de regravar seu catálogo exige que ela se torne uma memorialista: reexaminando seus “eus” do passado e revivendo sua antiga voz. É uma oportunidade de demonstrar a força testada pelo tempo da música original, mas também houve uma oportunidade de reavaliar posições e experiências anteriores, para revelar o que significaram a longo prazo. Mas Swift parece resistir a julgar seu eu mais jovem. Em vez disso, Fearless (Taylor’s Version) afirma corajosamente, simplesmente e talvez, generosamente, que esta é uma história que ainda vale a pena ser contada – e uma luta que vale a pena ser lutada.

Variety – Nota 92

O novo álbum soa apenas como uma remasterização incrível do antigo – as mesmas notas, e você poderia jurar que são as mesmas performances, mas soando mais vigorosas na superfície. Mas em um aspecto mais filosófico, não é apenas o caso de Swift brincando com seu catálogo antigo como Andy Warhol brincou com sua lata de sopa. É realmente um triunfo do autoconhecimento e de autoconsciência. ” (…)

Ela avançou tanto desde então [2008] – para se tornar uma das cantoras modernas mais talentosas do pop — na verdade a mulher de “Folklore” e “Evermore” parece um ser humano completamente diferente daquela que fez sua estreia autointitulada e o “Fearless”. Não teria parecido possível que ela pudesse voltar à sua velha maneira de cantar aos 31 anos de idade, mas ela encontrou e recriou aquela voz nervosa, sincera e suplicante de antigamente. (…)

“Fearless” apresentou a oportunidade para o experimento mais grandioso desde o início: recriar algo tão puro e sincero, com toda a meticulosidade que uma mestre de estúdio como Swift pode colocar nesse processo agora, sem que pareça que ela está fingindo sinceridade.

The Telegraph – Nota 100

Liberta das restrições da imitação servil, com a produção feita por seus novos colaboradores mais abertos a fazer e experimentar, Aaron Dessner e Jack Antonoff, essas seis canções oferecem uma lente intrigante para ver essa versão mais inocente da estrela experiente, mergulhada na nostalgia do ambiente de um adulto relembrando sua juventude de olhos brilhantes.

Esse post será atualizado com novas críticas. Fique de olho pra conferir mais aclamações para a loirinha!





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