23 de outubro de 14 Autor: Erika Barros
Entertainment Weekly divulga primeira crítica de “1989”

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Com o lançamento de “1989” tão próximo de acontecer, a Entertainmente Weekly foi a primeira a publicar sua crítica a respeito do álbum: “1989” recebeu nota B e foi bastante elogiado. “1989” aparece com uma diferença mínima dos últimos dois álbuns da Taylor, “Red” e “Speak Now”, que foram avaliados com B+. “Fearless”, segundo álbum da cantora, também recebeu nota B pela EW. Confira a crítica abaixo:

Dezoito de agosto de 2014 é uma data que viverá na infâmia. Pelo menos, para os fãs mais leais de Taylor Swift cujas botas de cowgirl foram assaltadas às 05:08 da tarde quando a cantora disse uma palavra de três letras: “pop.”

Swift estava anunciando seu novo álbum de 1989, em uma transmissão ao vivo on-line com toda a intimidade de alto orçamento de um keynote da Apple, e ela aproveitou a ocasião para dizer que este seria o seu “primeiro álbum pop documentado oficialmente”. Para quem ainda a associava como uma estrela de country com uma quedinha por Tim McGraw, este foi um divisor de águas – talvez o maior desde Swift começou a alisar o cabelo por volta de 2010.

Para o resto do mundo, a notícia caiu com um sonoro Huh. “Mas ela já não era pop? Não era essa a batida dubstep de ‘I Knew You Were Trouble’ em 2010″? Não eram ‘We Are Never Ever Getting Back Together’ ‘e’ ‘Red’ e, droga, até mesmo ‘You Belong With Me’ de 2009 picapes alimentadas por pop com placas de Tennessee?” Na verdade, ‘pop’ não significa nada além de ‘popular’ e por qualquer métrica, Swift já é. Assim, a declaração parecia ser menos sobre música e mais sobre a concorrência: em alguns círculos menores, o country tem como representante um time do colégio, enquanto o pop são os Jogos Olímpicos. Swift quer que a gente saiba que ela está pronta para a sua chance de uma medalha de ouro.

Com 1989, Swift deve conseguir ao menos uma medalha de prata. Produzido por Swift e Max Martin, o álbum é pré-carregado com hits potenciais, a partir da briga solitária no canto de ‘Bad Blood’ até o hino dos amantes com o pé na estrada ‘I Know Places’. ‘Shake It Off’, o primeiro single cibernético, já é número #1 (menos prováveis que atinjam o topo das paradas: a imatura canção da Big Apple ‘Welcome To New York’ e a faiscante ‘Style’). O título, ‘1989’, é ao mesmo tempo um recadinho para o ano de nascimento de Swift e um chamado para a música daquela época, para qual ela convocou Jack Antonoff como coescritor de ‘I Wish You Would’ e ‘Out Of The Woods’, baladas que complementam versos cinematográficos como ‘You took a polaroid of us / Then discovered the rest of the world was black and white / but we were in screaming color’.

Letras como estas (dolorosas e fáceis de se destacar) costumavam ser a especialidade de Swift (em 2010 com ‘Dear John’ e em 2012 com ‘All Too Well’) e fazem dela a compositora mais viva de sua geração, capaz de transformar as nuvens de tempestade de cada desgosto pela qual passou em um par de versos e depois varre-la para longe com outro. Mas ela está tentando ganhar o jogo com ‘1989’ de uma forma diferente, talhando suas palavras de amor genérico sobre sintetizadores flowy. Isto porque pop, definido como um estilo musical, é mais lembrado pelo que não é: não é country, não é rock e não é rap. Swift não é nenhum desses, ela é 100% pop, mas também ainda é muito original e muito identificável de si mesma. Isso é uma coisa boa, por sinal. Então se o seu próximo álbum também for pop? Ótimo. Se ela escrever R & B ou canções para musicais, será ótimo. Mas se ela perder o caminho que a torna especial para chegar lá, ela estará causando um grande prejuízo para seus fãs e um maior ainda para si mesma. B

Melhores faixas:
“I Wish You Would”
“Bad Blood”

Novas críticas devem ser liberadas nos próximos dias, mas a maioria dos fãs que já ouviram o álbum apontam uma divergência de opinião e indicam “Clean”, “This Love” e “Style” como as melhores faixas do álbum. De qualquer forma, a ansiedade só cresce!





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