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Seguindo a maratona de capas de revistas e presenças em programas de TV que Taylor Swift tem feito antes do lançamento do 1989, ela está presente na capa da edição americana da revista InStyle. No artigo, fala sobre como é estar solteira, viver em Nova York e, obviamente, o que podemos esperar do novo álbum.

A mais nova solteira

O que acontece quando o seu trabalho é construído a partir de mágoas e relacionamentos e você descobre que está feliz descompromissada? No caso de Taylor Swift, que tem um novo álbum pop de sucesso, uma crescente equipe de amigas confidentes e uma enorme cobertura em Manhattan, você vai em frente e comemora a sua liberdade – e se parece bem pra caramba fazendo isso. Desculpa, parceiros, ela liga depois pra vocês.

Taylor Swift declarou sua independência. E se a jovem mulher de batom vermelho de uma boneca e um corte de cabelo totalmente cosmopolita que está extremamente pronta e educada, estivesse vestindo luvas brancas quando nos cumprimentamos pela primeira vez na entrada de seu enorme apartamento em Nova York, não seria surpreendente. Ela não me lembra tanto a uma estrela fofinha do country quanto me lembra de uma aspirante bacana e decidida como Grace Kelly. Aos 24 anos, Swift está muito bem no controle – dela mesma, de sua música e seu império.

Recentemente transplantada a Manhattan e rodeada por uma confraria de amigas (em sua maioria famosas), a cantora conscientemente se desligou de namorados e até mesmo encontros. Mesmo que seu álbum anterior, Red, fosse um hino para certos amores perdidos, amargura e desolação, o seu novo álbum totalmente pop, 1989, repreende tudo isso – para os opositores, para os rancorosos e até mesmo para as suas raízes country. Batizado através do ano de seu nascimento, o álbum “é baseado em aprender a me importar menos sobre o que as pessoas pensam de mim”, diz Swift, mesmo que ela admita que isso seja difícil de fazer quando se é jovem. “Quando você pensa sobre isso, não estariam aquelas pessoas que estão vivendo suas vidas sem se incomodar com a opinião de outras pessoas se divertindo mais do que àquelas que os julgam?”, ela diz, com a sua gatinha branca, que foi adotada, Olivia Benson, deitada ao seu lado. Essa consciência amplificada não apenas protege Swift do “desastre público que todos estão esperando”, mas também a equipou com a confiança para mudar completamente a sua vida. “Meu último álbum era sobre tentar descobrir como superar uma coração partido”, ela diz. “Esse álbum é a fase depois disso, quando você recolhe os seus pedaços e finalmente está bem. No meu caso, você se muda para uma cidade da qual nunca viveu antes, corta seu cabelo, constrói a sua vida ao redor de suas amigas e você escreve músicas sobre qualquer coisa que sente vontade de escrever músicas sobre”.

Estamos sentadas na grande sala de estar do novo apartamento de dois andares e cinco quartos de Swift no TriBeCa, que foi construído como um armazém no século 19 e antes era propriedade do diretor de “O Senhor dos Anéis”, Peter Jackson. Ele ainda tem o teto original, com as vigas expostas por todos os lados, e Swift encheu o generoso espaço com sofás confortáveis e pilhas de malas antigas como criados mudos, alguns são enfeitados com curiós, como um par de pássaros empalhados de baixo de um vidro. O efeito está mais para Harry Potter do que mulherzinha moderna: “Eu sou muito encantada com a maneira que as coisas eram”, ela nota. Seu comodo preferido, no entanto, é a iluminada cozinha retangular, com uma grande ilha no centro coberta de mármore branco, onde ela pode satisfazer o seu amor por cozinhas. A única coisa que indica que uma estrela vive aqui é o aglomerado de prêmios de música que ela ganhou em 2013 que estão discretamente a mostra – ao menos que você conte as polaroids enquadradas das amigas Lena Dunham, Karlie Kloss e Lorde nas paredes de sua sala de TV (Swift recentemente comprou um modelo vintage de Polaroid). O apartamento é o ponto de encontro para festas dançantes improvisadas ou partidas de sinuca. Também nas paredes estão fotos do seu elegante irmão, Austin de 22 anos, que está no último ano em Notre Dame, junto com o melhor amigo de Taylor, o cantor inglês Ed Sheeran, mostrando o dedo do meio, mas normalmente é uma noite de meninas na cobertura.

Swift, que está de pernas cruzadas e vestindo um chique vestido em cashmere e uma sandália de salto de amarrar, enfatiza que as amigas são a prioridade de sua vida social. “Nos vemos muito sempre que podemos, e mandamos mensagens o tempo todo – é muito mais fácil ser uma ótima, e próxima, amiga quando essa é o único relacionamento pessoal que você tem”, ela diz. Incrivelmente, quando eu a pergunto sua lista de melhores amigas, ela entrega umas quatro ou cinco e então olha nas suas mensagens para mais. “Jaime King, Selena [Gomez], Odeya [Rush], Hailee [Steinfeld]…” A sua vida atualmente, ela diz, é a sua carreira e seus amigos, e ela não está mais desejando o Grande Relacionamento. “Eu sou muito nova para me casar. Não de idade, mas eu me conheço, então para quê tentar conhecer alguém agora quando eu sei que estou muito nova para ter algo sério?”

Desde os 12 anos, quando ela convenceu seus pais a deixar a chácara de três quartos na Pensilvânia para que ela pudesse se aventurar em Nashville, o talento precoce de Swift sempre foi ancorado em sua habilidade de expressar sentimentos sem censurar em suas letras memoráveis (ela ganhou um contrato para compor aos 14 anos) junto com versos cativantes e cheios de ritmo. No Red, Swift não economizou na devastação emocional e parou um pouco antes de dar os nomes dos amores-que-deram-errado mas, de qualquer maneira, disponibilizou tentadoras pistas em um código especial nas letras do álbum. Entre os alvos mais especulados estão o ator Jake Gyllenhaal e o conquistador Harry Styles. Ela mesma declara: “Eu tive somente três relacionamentos reais, e nenhum deles durou mais do que quatro meses”. Mas quando Swift sofreu de repercussão negativa dos tabloides no seu relacionamento com Conor Kennedy, o aparentemente vulnerável filho de 18 anos de Robert Kennedy Jr. no final do verão de 2012, ela conquistou a reputação nas páginas de escândalos e blogs de fofoca como uma namoradeira em série louca por meninos.

Dar nomes aos bois se torna um problema quando se tem 44 milhões de seguidores no Twitter, como Swift tem, e vários são adolescentes. As acusações a incomodaram demais. “Eu parei de compreender o quão incrível tudo isso era quando eu comecei a experimentar o cinismo com que as pessoas viam a vida dos famosos – como se eles não fossem reais”, diz Swift. Ela percebeu o seguinte: “Eu estava em um nível com a minha música no qual estava me tornando um alvo”. A cantora pensava que estava “fazendo o que as pessoas normais de 21, 22 anos fazem, e isso estava parecendo como um tipo de crime”. Ela teve que aprender a parar de se importar – ou, nas palavras de seu primeiro single de sucesso, “deixar para lá” – mas a distância emocional teve um preço. “Eu não cheguei perto de um cara há um ano e meio. Normalmente tem uns 15 paparazzi esperando do lado de fora da minha casa, então se eu tivesse um homem por aqui, teriam fotos dele”, ela diz. “Tenho amigos que me dizem, ‘a imprensa me odeia por farrear’, e eu digo, ‘então por que você não deixa de farrear?’ Se você honestamente não quer que eles escrevam nada, não dê nada para que eles escrevam sobre”.

O mega-estrelato atualmente significa ter que antecipar o momento e sair na frente da audiência com o pacote mais esperto e criativo nas redes sociais – junto com se manter calmo na linha de frente. Quando perguntada como ela lida em manter todo o burburinho nas redes sociais sobre ela controlados, ela inocentemente me conta que sua publicitária, Tree Paine, tem um Google Alert sobre ela. Mas no meio de toda a loucura, o seu melhor terapeuta ainda é sua mãe, Andrea. “Ligar para a minha mãe é algo que meio que me acalma quando eu estou estressada, porque ela sabe que eu me estresso mais do que qualquer um”. Sua mãe que a disciplinou “com porções iguais de afeto, amor e apoio”, é a sua principal modelo. “Quando eu olho para trás, minha mãe nunca foi fácil conosco. Ela nos fazia estudar, ela nos fazia ter modos, a como limpar a casa e se preparar para as visitas e os entreter – todas essas coisas meu irmão e eu costumávamos achar chato, coisas que eu sou muito grata que possuo”.

Mas porque Swift sempre “está indo para cima”, é difícil para ela se acalmar. “Meu cérebro fica muito ocupado a maior parte do tempo”, ela diz. “Não é fácil ter esses pensamento de que você não deu o seu máximo, que você não foi até o extremo, que você não deu todo seu potencial. Então um dia você acorda e sente que terminou este álbum”. Até aqui, esse processo funcionou sem falhar a cada dois anos.

Ainda, nessa altura, Swift tem que se preocupar com os fãs e as rádios country se sentindo abandonados por ela. Ela diz que o 1989, produzido executivamente pelos gigantes suecos do pop, Max Martin e Shellback, é inspirado nos música do final da década de 80, como Peter Gabriel e os Eurorythmics e não Reba McEntire ou George Strait (o álbum será lançado dia 27 de outubro e fez seu site cair de tanta gente querendo comprá-lo na pré-venda). A música country permanece como o seu “perfil emocional”, no entanto, ela já fez tantas turnês pelas rádios country, que pode citar os nomes dos filhos dos DJs. “Amo a música country – a honestidade, a forma de contar histórias – que sempre será a raiz das minhas composições. Eu nunca vou escrever uma música sobre ir para uma boate por motivo nenhum… Mas esse é um álbum pop”, ela insiste.

Fora das preocupações de gêneros musicais, Swift também encara os problemas gênero. “Conte o número de mulheres que conseguem manter uma carreira musical relevante após os 30 anos. Não existem muitas, e eu queria que tivessem mais”, ela diz. “Eu adoraria ser alguém que ajuda a mudar isso”. Quando pergunto a ela quais mulheres ela está mirando hoje em dia, ela lista Gwen Stefani e Jennifer Lopez. Então faz uma longa pausa, e olhar para mim com um olhar assustado: “Vê o que eu estou dizendo?”

Stefani e Lopez tem filhos, eu comento, e pergunto se ela não se preocupa em estar tão motivada e dura com ela mesma que e poderia ser um peso para seus filhos algum dia. Mesmo que Swift admita que pensa muito disso, ela diz, “não sei se terei filhos. É impossível não imaginar alguns cenários e como você teria que convencê-los que eles tem uma vida norma quando, inevitavelmente, terá homens estranhos apontando câmeras gigantes para eles desde que eles forem bebês”.

Antes dos filhos chegarem, no entanto, aquela questão artística de anos será perguntada: Quem ganha, a música ou o homem? Iria o Cara Certo atrapalhar as suas letras? Com Swift é difícil de saber em qual apostar.

“Se eu tivesse alguém com quem eu realmente me importasse e amasse, eu começaria a editar? Porque eu não edito agora”, ela admite. “Ao menos que aquela pessoa apareça e eu esteja totalmente entregue ao quanto eu respeito ele e ele me respeita, e nós imediatamente nos importemos um com o outro e apoiemos um ao outro… ao menos que isso aconteça, eu estou muito bem sozinha. Não é triste, não é trágico”.

Não que ninguém esteja se sentindo mal por Swift. Ainda perto dos 25 anos, ela é uma exploradora, adepta a se comunicar a nível global e é precocemente conhecedora sobre como pensar grande com diversas partes se mexendo. Eu pergunto se ela já pensou em investir na politica – tendo suas habilidades em antecipar o momento e se conectar com uma grande audiência – ou comandar algo mais complicado que o negócio de ser Swift.

“Em vislumbres. Eu penso que se eu me apaixonar sobre algo politico, eu vou me apresentar e falar sobre isso. Nessa altura, eu estou muito ocupada, mas como tudo na minha vida, quando eu encontro alguma coisa que eu sou apaixonada, eu sou muito vocal sobre isso, então veremos”.

Sem dúvidas iremos. Não existe um palco que não tenha sido vencido pela força de Taylor Swift.

 

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