Durante a conversa que teve com Jason e Travis Kelce no podcast “New Heights”, que foi ao ar na noite de ontem (13/08), Taylor Swift foi extremamente honesta ao falar sobre alguns assuntos muito bacanas – dentre eles: seus easter eggs, seus fãs e como ela e o namorado lidam com o assédio da mídia em cima do relacionamento dos dois. Abaixo, confiram a tradução desses trechos.

Tradução e adaptação: Equipe TSBR.

Taylor: Eu nunca me apresentei para plateias tão comprometidas. Eu amo o evento que isso é. Eu sempre tento descobrir como fazer a música ser um evento. Como fazemos isso ser romântico? Como fazemos isso ser algo que as pessoas experimentem juntas? É por isso que eu amo discos de vinil, é por isso que eu amo colocar tantas coisas na turnê ou nos vídeo clipes, em atividades para os fãs fazerem, ou easter eggs, ou quebra-cabeças para eles resolverem. Chegou a um ponto dos easter eggs serem assassinos de zodíaco. Mas eu penso, ‘enquanto os fãs gostarem…’

Jason: Como é que você sabe como fazer um easter egg? Onde esse processo começa? Qual é a arte do easter egg?

Taylor: Bem, eu tenho alguns parâmetros. A arte do easter egg é que existem coisas a se fazer e coisas a não fazer. Eu nunca vou plantar um easter egg com algo relacionado à minha vida pessoal. Sempre vai estar relacionado à música. Algo que eu indique, um plano que eu elaborei, algo que você não sabe que estou dizendo especificamente, mas que você ouve depois, mais pra frente, e aí você volta e pensa, ‘oh, meu Deus!’. Eu acho que o meu favorito desse tipo foi quando estava dando um discurso de doutorado na Universidade de Nova York, onde eu fiz o discurso de formatura, e eu coloquei tantos easter eggs de letras de música nesse discurso que quando o álbum Midnights foi lançado depois disso, os fãs falaram: ‘o discurso INTEIRO foi um easter egg?!’. E, para mim, isso é muito divertido porque eles acham divertido. E, também, eu amo numerologia, amo matemática, amo datas, e eu crio coisas que acho divertidas. Eu quero que os easter eggs sejam algo que, se você é parte do fandom e se você quer experimentar a música de uma forma normal, então você nem enxerga essas coisas, esses easter eggs. Você nem se importa sobre o que é aquela coisa em cima da passagem da porta, nem aquela luz piscante ali no canto que está de cabeça para baixo, invertida. Você não precisa saber o que isso é. Porém, se você quiser olhar para isso…então, está lá. Entende? Algo do tipo, ‘se você sabe, você sabe’.

Jason: O que é ‘numerologia’?

Travis: Você não sabe o que é numerologia?

Jason: Assumo que é algo com números.

Travis: Sim, como eu sou o 87 e ela é o 13.

Taylor: É isso. É simples assim. E 87 + 13 dá 100. Isso é numerologia. Números que têm uma importância específica.

Jason: E meu número favorito é 13.

Taylor: EU SEI! Isso é parte da numerologia do porquê nós somos namorados.

Jason: O Travis gosta de pessoas que gostam do número 13. O que o fato de gostarmos do número 13 diz sobre nós?

Taylor: Diz que nós somos uma família em triskaidekaphilia, acho que é isso. É a obsessão pelo número 13. E triskaidekaphobia é quando você odeia o número 13, e triskaidekaphilia é quando você ama.

Jason: Outra coisa que tem sido maluco de ver é a atenção da mídia em cima do relacionamento de vocês dois, a quantidade de pessoas que falam sobre isso constantemente, as teorias que surgem sobre as quais eu, pessoalmente, sou muito interessado. Mas como vocês dois lidam com todo esse barulho e falação sobre o que acontece em ambas suas vidas?

Taylor: Nós não lidamos, na verdade. Eu não vejo muitas coisas. Eu acredito muito que, se você pega feedback de comentários da internet e coisas assim…eu acredito que tudo aquilo com que você alimenta seu cérebro é algo que acaba internalizando. Tudo o que você alimenta na internet, vai matar. Eu estou na indústria musical há 20 anos, é difícil machucar meus sentimentos a essa altura.

Travis: Ela é uma profissional, e me levou algum tempo para eu ser um profissional sobre isso também, eu acho. E ainda existem algumas teorias doidas desde o começo, de como eu estaria preocupado em como ela estaria lidando com isso, e a última coisa que eu quero fazer é estragar tudo. Então, na minha mente, é algo do tipo: ela ser tão de boa, calma, compreensível com tudo o que está rolando…me fez crescer muito rápido nesse aspecto.

Taylor: Mas também você encontra muito discurso online que acaba sendo verdadeiramente hilário, e isso muda as coisas para mim. Se ele está vendo as coisas e acha que são engraçadas, e não afeta o dia dele em nada, isso completamente afeta a forma como eu metabolizo as coisas. Chega a um ponto onde algo pode ser sobre mim, meu nome pode estar na manchete das notícias, e ainda assim pode não ser da minha conta. As pessoas podem estar por aí fazendo muita coisa, mas isso não significa que eu tenho que fazer coisa alguma. Nós vivemos em um momento de muita rede social, de onde muitas pessoas tiram suas identidades e feedback. E eu sou uma pessoa que gosta de crítica construtiva, tipo, pode me dar crítica construtiva o dia inteiro, eu aceito. Isso me alimenta, é útil. Mas muitos amigos ou conhecidos vão ver um único comentário que não gostam e isso vai arruinar o dia, arruinar a noite, e eu só quero dizer a eles: vocês deveriam pensar em suas energias como algo caro, como se fosse um artigo de luxo – nem todo mundo pode ter. Nem todo mundo investiu em você a ponto de ter o capital suficiente para que você se importe com isso. Aquilo com o que você gasta sua energia é o motivo de arruinar o dia. Não importa onde você esteve. Talvez você tenha ido pegar um café, talvez você tenha visto amigos hoje. Se você fica obcecado por uma coisinha que você viu online…tipo, você viu algum cara te chamar de ‘básica’ e você não consegue parar de pensar nisso…já era o dia, já era a noite. Eu tenho sido capaz de mediar um relacionamento saudável ao não ver muita coisa por aí.

Jason: Todo mundo sabe que se dizem algo, e de repente colocam Taylor Swift no meio, isso vai ter milhares de retweets, curtidas, comentários de ódio e de amor a mais. Vai ter muito mais controversa. Eu vejo isso o tempo todo. Eu fui à um lugar recentemente com o Cam Jurgens e, se algo estava acontecendo no mundo das redes sociais, eu ficava tipo, ‘por que estão chateados com essa pessoa? Isso é besteira, etc, etc’, e o Cam me atingiu falando, ‘É mesmo? Ou só uma pessoa disse algo?’ Eu costumava ter a mesma coisa. Eu ficava chateado e depois eu me toquei que, na real, ninguém dá a mínima.

Travis: Os primeiros anos do Jason no Twitter? Oh, meu amor! Ele teve que sair de lá. Ele respondia, eu não diria que à todos, mas ele não era tímido em termos de deixar que todos soubessem como ele se sentia.

Taylor: O Twitter costumava ser algo diferente, né? Você lembra do Twitter? Agora é algo diferente. E é tipo, sobre…informação é poder, eu entendo. A menos que toda a sua informação seja sobre você achar que tudo é sobre você. Nem todo mundo pensa em uma só pessoa o tempo todo. Se o seu algorítimo está te mostrando criticismo sobre você mesmo, ou adulação, você está criando um sistema de ego no qual você é o objeto no centro da mesa e eu não acho que isso seja saudável. Não é dessa forma que quero me mover pelo mundo. Então eu me distancio da internet de forma grande. Eu tive meus comentários desabilitados no Instagram por uns 10 anos, e eu não sinto falta disso. O meu negócio é fazer música e cuidar dos meus fãs, e eu tenho jeitos de monitorar o que eles querem de mim e de saber qual é a melhor forma de entretê-los, e isso é o meu trabalho, é da minha conta. E todo o resto não é da minha conta, não é trabalho meu. Eu tenho, de fato, um trabalho o qual eu tenho que controlar. Consegue imaginar se nós só falássemos sobre o que as pessoas falam sobre nosso relacionamento? Porque, se falássemos sobre isso, seria tudo sobre o que falaríamos, porque muito se fala sobre. Nós dois estamos ocupados tendo um relacionamento de verdade.





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