Teorias TSBR: As referências de ME!
28/04/2019
Teorias TSBR: As referências de ME!

Se tem uma coisa que Taylor Swift vem nos ensinando é que nada é por acaso e tudo tem um significado maior do que aquilo que estamos vendo. Com o lançamento do seu mais novo single, “ME!”, não foi diferente. De uma forma bem sutil ela vinha dando dicas que pareciam inofensivas há alguns meses já. Até mesmo a parceria com Brendon Urie já tinha sido casualmente inserida nas conversas quando Taylor citou o quanto a banda Panic! At The Disco marcou a sua adolescência no artigo em que escreveu para a revista Elle.

Agora, com o clipe revelado para o mundo, passamos o dia mergulhados nele para dissecar e analisar todas as teorias que apareceram pela internet e — por que não? — lançar algumas por aqui.

Vamos começar pelo básico: a letra. Bem menos pessoal e detalhada do que as letras do “reputation”, “ME!” está mais próxima da fórmula utilizada anteriormente em “Blank Space”: Taylor realiza uma autocrítica velada com muito humor para, como uma forma de aceitação, dizer que os relacionamentos são duas pessoas compartilhando defeitos e momentos bons. (Confira a letra completa traduzida)

Temos, também, algumas sutis referências à composições passadas de Swift.

I know I never think before I jump

Para quem é formado e pós-graduado em Taylor Swift não demora muito a lembrar de “Jump Then Fall”, do Fearless Platinum. Porém, a referência a “se jogar” também aparece em “Red” com “amá-lo é como tentar mudar de ideia depois de já estar em queda livre”.

I know I went psycho on the phone

As conversas ao telefone são temas recorrentes nas músicas de Taylor. Em “We Are Never Ever Getting Back Together”, Taylor coloca o ponto final de tudo em uma ligação. Ou, ainda, em “I Wish You Would” em que Taylor lamenta ter desligado o telefone de maneira abrupta.

I never leave well enough alone
And trouble’s gonna follow where I go

Como não ser transportado direto para “I Knew You Were Trouble”? A fama de Taylor de querer sempre ter a última palavra é assumida aqui, assim como a sua tendência para “atrair” polêmicas.

And when we had that fight out in the rain
You ran after me and called my name

Podem entrar “The Way I Loved You”, “Mine” e “How You Get The Girl”.

Só que é aí que Taylor lembra que cada caso é um caso e que, apesar de tudo isso, quando ela ama é pra valer e só resta a pessoa aceitar que dentro do pacote talvez esteja toda essa montanha-russa de sentimentos. Porque, afinal, ela é única e é por isso que é tão divertido e uma coisa é garantida: ninguém vai sair entediado.

Sabe o que mais não entediou ninguém? O clipe.

Para promover o lançamento, Taylor escolheu algumas imagens que, aparentemente, não tinham significado nenhum. Porém, vieram a se revelar partes do vídeo dirigido por Dave Meyers. (Veja o nosso post especial que mostra onde cada imagem se encontra no vídeo)

Abrindo um breve parênteses, Meyers também dirigiu os clipes de “Lucky” da Britney Spears, “Come Clean” da Hilary Duff, “Stupid Girls”, “U + Ur Hand” e “So What” da P!nk e “God is a Woman” da Ariana Grande. Pode até não ser o Wes Anderson que muita gente chegou a ventilar antes do lançamento — muito devido à temática em cores pastéis — mas o currículo do diretor é bem recheado.

Logo de cara no clipe temos uma mensagem que não poderia ser mais clara: a fase sombria da era reputation acabou com as cobras se transformando em múltiplas borboletas (talvez, o mais próximo de uma evolução natural que Taylor pode inserir na analogia. Lagartas e cobras são parentes próximas, não?).

Os ladrilhos coloridos, uma das referências postadas no esquenta para ME!, também podem ser encarados como uma breve piscadela para a história do “Mágico de Oz” em que a Rua dos Ladrilhos Dourados era o caminho para o sucesso.

Aqui, temos também outra referência que Taylor já havia antecipado na Elle: lá, ela mencionava como quando criança costumava pintar a calçada com giz colorido.

“DEVANT NOS FILLES!” — Uma do conjunto de frases que Taylor Swift arranhou em francês para o clipe. As filhas em questão? Meredith e Olivia que também já sabíamos de antemão que estariam envolvidas com o lançamento.

Cool chicks? Outra referência que já era esperada, pelos quadros dos pintinhos usando óculos escuros. Aqui vale a ressalva de que, em inglês, “chicks” pode ser usada para os filhotes de galinha ou, também, como uma gíria para se referir à garotas. E, sabe o que mais? Tem um trio que também são Chicks e, para Taylor merecem estar no rol das Cool Chicks: Dixie Chicks, o trio country que é um dos preferidos da cantora.

Todas as cores do arco-iris? Pera aí… Quantas são mesmo? SETE! O TS7 vem forte e todas as cores estavam lá representadas pelos terninhos e malas da contagem regressiva. Mais um item da lista? Check!

E se Taylor está no elenco de Cats, ninguém pode acusá-la de não ter entrado na vibe dos musicais. Afinal, além de Brendon Urie quem mais voa com guarda-chuvas por aí é Mary Poppins. Ponto para mais uma referência cinematográfica.

Logo em seguida, foi a vez de Taylor e Dave Meyers beberem da fonte de inspiração de Moulin Rouge na produção do vestido que participou da terceira peça das prévias.

Antes do lançamento do clipe, Taylor avisou que teria uma surpresa de um segredo que ela estava guardando há alguns meses. Agora, nós já sabemos que a surpresa tem nome e sobrenome: Benjamin Button, o mais novo integrante da prole felina de Taylor.

Na sequência das inspirações diretamente de musicais, temos uma cena que se assemelha muito com as apresentações de Hairspray.

E, por sua vez, O Mágico de Oz retorna na hora de soletrar: não tem I em Team, mas temos a roupa em azul pastel de mais uma das pistas.

Ao fazer chover, Brendon Urie traz à tona a referência da famosa cena de Cantando na Chuva.

Os elementos escondidos

Taylor cantou a bola no Twitter: o clipe contém o nome do novo álbum e do segundo single.

Nós conseguimos encontrar um letreiro com a inscrição “Lover”, o que para nós soa muito como o título de uma música. Poderia ser o nome do álbum?

Achou que as roupas que Taylor usou no clipe pareciam familiares? Alguns fãs apontaram como são semelhantes à alguns figurinos já usados:

Welcome to New York?

“Ela realmente levou ‘caleidoscópio de batidas de coração por baixo de casacos’ ao pé da letra” disse um fã no twitter. Taylor também comentou sobre essa cena em sua live com Brendon Urie no instagram

Soletrar é divertido? Talvez pra quem já tenha sido campeã de um concurso.

Uma teoria legal do Tumblr: o clipe inteiro se passa dentro de uma crisálida, ou seja, parte de um casulo antes da borboleta desabrochar. O que faz todo o sentido com a metáfora sobre metamorfoses que falamos lá no começo ;)

Finalmente, porque Taylor Swift já nos desgraçou o suficiente da cabeça, o relógio do clipe marca 8:30. O que levou muitos fãs a especulares se seria esta a data de lançamento do álbum: 30 de agosto.


Você viu mais alguma dica ou referência e quer compartilhar com a gente? Deixa nos comentários ou nas nossas redes sociais! Estamos atualizando o post sempre com novas teorias ;)

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