O mês de maio marca a terceira vez que Taylor Swift estampa a capa da principal Bíblia da moda nos EUA: a revista VOGUE.

Como popstar, poderosa e detonadora de haters, a estrela de Taylor nunca brilhou tanto quanto agora, e em especial neste mês de maio, ela será co-host de um dos eventos de moda mais aguardados do ano, o MET Gala Ball, promovido pela revista.

A VOGUE a levou para dar uma volta na casa de sua infância e trouxe a pergunta que todos se fazem à tona: O que raios ela fará agora?

Leia a matéria completa a seguir:

Agora você já sabe que os últimos anos tem sido extraordinários na vida de Taylor Swift. Mesmo que você tenha apenas um conhecimento casual da música de Swift — devem existir umas seis ou sete almas no mundo que não saibam todas as palavras de “Shake It Off” — você sabe que Swift se tornou não apenas uma das artistas de maior sucesso na história, mas também uma grande mediadora de poder que se manteve em uma economia midiática volátil e tem os grandes senhores da música da atualidade na palma de sua mão. A encarada que Swift deu na Apple — ela se recusou a colocar seu álbum “1989” no recém criado serviço de streaming da Apple quando a companhia disse que não iria pagar os artistas no seu lançamento. A Apple mudou sua política imediatamente e pagou todo mundo — foi um exemplo sísmico do poder de um único artista para tombar as corporações. Aos 26 anos, Swift é famosa mundialmente, rica, criticamente aclamada, influenciadora de estilo e um movimento cultural dentro de si mesma, reconhecível aonde quer que vá. Ela também tem duas gatas incríveis.

Ainda assim, hoje em uma capela no topo de uma colina em Reading, na Pensilvânia, Swift não é nada disso. Ela é a madrinha no casamento de sua amiga de infância, Britany Maack. Swift e Maack se conhecem desde que Swift tinha dez dias de idade e se mantiveram próximas — existem vídeos antigos das duas se divertindo em um berço juntas e, mais recentemente, fotos das duas sentadas uma do lado da outra nos Grammys em 2014. Na última primavera, depois que Swift aceitou o convite de Britany para ser sua madrinha de casamento via Instagram — as crianças de hoje! — ela levou Maack até o Reem Acra, e lá Britany foi medida para o seu vestido personalizado com renda feita a mão em um vestido de casamento de seda e tafetá, Taylor também foi medida para o seu vestido de madrinha rosa claro, com magas e de chiffon que ela está usando hoje (a sessão também foi documentada no Instagram, aliás). Swift até mesmo conhece o noivo, Benjamin LaManna, desde o jardim de infância — ela admite que tinha uma quedinha pelo Ben naquela época, quando ele era “o menino que sentava do meu lado na sala com o cabelo de tigela e lancheira de Lego”.

Swift não tinha visitado Reading há mais de uma década, quando ela tinha 14 anos e se mudou com sua família para Nashville, na trilha de se tornar uma cantora e compositora aclamada no country, para depois se tornar uma das maiores estrelas do pop da história. Voltar para o lugar em que você cresceu pode ser um pouco louco para qualquer um, e não é diferente com Swift. Durante a volta de carro mais cedo naquele dia, ela apontou animadamente alguns pontos importantes: a enseada que ela e Britany brincavam quando eram crianças, uma casa da árvore gasta no jardim da frente da antiga casa da família Maack, o bosque de pinheiros que ela e os amigos achavam que era assombrado.

“É uma coisa bem surreal e emotiva”, diz Swift. “Quando você é criança, você passa pelas mesmas ruas indo para a escola todos os dias, centenas de vezes. Quando você volta, você cai nessa nostalgia estranha”.

E a igreja! Tem freiras aqui na Capela do Sagrado Coração que foram professoras de Swift no jardim de infância. Muitos dos convidados a conhecem há tanto tempo quanto. Para eles, Swift não é a superestrela que, apenas alguns dias atrás, estava em um palco em Los Angeles e aceitou o Grammy de Álbum do Ano, sendo a primeira mulher a ganhá-lo duas vezes. Não, aquela madrinha de casamento que está se preocupando e ajeitando a saia do vestido da noiva é Taylor — a filha mais velha de Scott e Andrea, a irmã mais velha de Austin, que cresceu cinco minutos dali e ia tomar sorvete no Friendly’s no final da rua.

Para deixar claro: Não estou dizendo que as pessoas na igreja não estão cientes que a filha de Scott e Andrea se tornou, você sabe, Taylor freaking Swift — é hilário ver as damas de honra tentarem manter a compostura e as freiras pareciam bem animadas também — mas não é a história do dia. Britany e Ben são. E a única evidência que a madrinha é você-sabe-quem são os paparazzi que se concentram no pé da colina, esperando tirar alguma foto com suas lentes longas.

Precisamos falar sobre a fazenda de árvores de Natal.

Uma nota de rodapé apreciada na história de Taylor Swift é que ela passou grande parte de sua infância sendo criada em uma fazenda de árvores de Natal, de todos os lugares possíveis, que se chamava Pine Ridge Farm. É um detalhe exótico e ao estilo de Norman Rockwell que soa um tanto quanto precioso, quase muito bom pra ser verdade. Seus pais não estavam na área financeira? Ela não cresceu nos subúrbios? Como isso pode ser verdade? Por favor.

A fazenda de árvores de Natal é real. Ela mesma me mostrou.

É a manhã do casamento, e eu estou em um SUV com Swift e sua mãe, Andrea. Andrea está dirigindo e Swift, vestida em uma jaqueta caramelo da Reformation e um par de jeans pretos está sentada no banco do passageiro. Esta área ao redor de Reading e a cidade ao lado, Wyomissing, é cheia de estradas rurais marcadas por campos abertos e casa de pedra, e o tipo de paisagem que te faz querer subir na sela e sair cavalgando — o que Swift fazia quando era criança.

“Isso era uma coisa da minha mãe”, diz Taylor. “Ela queria que eu fosse uma amazona, e eu participei de competições até que criei a coragem de dizer pra ela, aos 12 anos, que não amava aquilo tanto quanto ela”.

“Eu só queria fazer música e teatro”, ela diz. “Então fui uma grande decepção”.

“Eu finalmente superei a amargura”, Andrea diz de maneira sarcástica.

Logo chegamos a uma clareira com um celeiro e uma pequena casa de fazenda. É aqui, elas me dizem. Taylor e Andrea não ligaram pra ninguém para marcar uma visita. Vai ser uma visita aleatória de uma estrela do pop, como se fosse um reality show ou algo assim.

Taylor nota um homem entrando no carro na garagem. Nós paramos ao lado e Andrea abaixa o vidro. Taylor se aproxima. “Eu morava aqui”, ela diz simpática.

O homem imediatamente faz a cara que só pode ser descrita como “Puta merda-é-Taylor Swift”. “Eu sei”, ele diz como se fosse planejado.

Todo mundo ri. O nome do homem é Dave Schaeffer e ele mora aqui com sua mulher, Debbie, há quase seis anos. Ele nos convida para dar uma olhada e todos nos juntamos.

“Isso deve trazer algumas memórias”, diz Dave.

“Sim, é louco”, Taylor diz. Ela inspeciona os campos atrás da garagem, que inclui um pequeno bosque de pinheiros que seus pais cultivavam. Eles agora parecem ser altos o suficiente para decorar o Rockfeller Center no Natal. “Está lindo”.

É aqui que, Andrea me conta, que Taylor Swift foi trazida para casa depois de nascer no hospital em, bem, 1989 — acho que todo mundo sabe o ano em que Taylor nasceu agora. A cerca de toras que ainda está ali foi Scott e Andrea que construíram. Scott, um corretor de ações, tinha comprado e morava na propriedade antes de conhecer Andrea. Seu primeiro encontro foi em uma festa que ele deu na casa da fazenda.

Debbie vem para fora e se apresenta. “Eu sempre pensei que talvez você quisesse passar por aqui”, ela diz. “Mas nunca quis incomodar”. Os Schaffers confessam que eles moraram aqui por um tempo antes de saber da residente famosa que tinha passado por ali. “O entregador de pizza nos contou”, Debbie diz. “Não fazíamos ideia”.

Ela convida todos a entrar. Quando pisamos na casa aconchegante de dois andares, Taylor pega seu telefone e começa a filmar. Tem a sala de estar em que os Swifts colocavam a árvore de Natal. É ali que eles colocaram um piano uma vez.

Casey, a filha de Debbie e Dave, chega. Ela é a verdadeira dona da casa e mora por perto. Ela está excitada mas também chateada porque as duas filhas estão esquiando em outro lugar hoje.

“Quer ver seu quarto?”, Debbie pergunta a Taylor.

Nós subimos para um pequeno quarto no canto em que a pequena Taylor pedia por três livros e cinco músicas todas as noites. Taylor junta a família para fazer um pequeno vídeos para as netas dos Schaeffers, Siena e Tarah.

“Oi, Siena e Tarah”, Taylor diz animada. “Esse era o meu quarto. Queríamos muito que vocês estivessem aqui”.

Não posso mentir: Tudo o que consigo pensar é em Siena e Tarah voltando de sua viagem para descobrir que Taylor Swift estava na casa de seus avós e decidindo naquele momento que nunca mais iriam esquiar.

No caminho de volta, Andrea e Taylor soam tomadas pelo o que acabou de acontecer — pelo ânimo doce, educado e totalmente normal de toda a experiência. “Minha fé na humanidade está restaurada”, Taylor diz.

E, então, ela rapidamente desvia a cabeça da janela: paparazzi.

Sim, eu deveria notar que quando chegamos na fazenda, fomos informados por alguns dos seguranças de Swift que tinha pelo menos três fotógrafos que tinham nos seguido até lá para conseguir umas fotos de uma visita sexy e quente em uma fazenda. Para Swift, isso é tão surpreendente quanto… qual é exatamente o oposto de surpresa? Este é seu estado constante. Ela vive com isso, se adapta à isto. Há alguns anos, Swift estava tão animada em se mudar para Nova York — foi a base criativa do 1989 — mas quando ela está na cidade agora, em poucos dias, tem um circo de paparazzi no lado de fora do seu prédio.

“Mas esse tipo de coisa acontece em todos os lugares”, ela diz. A cerimônia de casamento acabou — Britany e Ben conseguiram o aplauso final — e Swift e eu descemos as escadas da igreja em uma das pausas antes da recepção.

Pergunto: Quando foi a última vez que você esteve em um lugar em que ninguém da imprensa tinha ideia que você estava lá — sem repórteres ou fotógrafos?

“Mmmm, Colorado, talvez”, ela diz. “Se vou para algum lugar e fico em uma casa, ninguém sabe”.

Swift diz que ela está pronta para descansar um pouco. Depois do casamento, ela irá para Nova York e será vista jantando com a amiga Lena Dunham e depois será vista, uma semana depois, em Los Angeles com seu irmão, Austin, e a amiga Lorde na festa do Oscar da Vanity Fair. Os planos para o futuro… quem sabe? Pela primeira vez em anos, Swift não tem certeza do que acontecerá agora. Ela está bem tranquila com isso.

Então o que raios vocês fará com o resto da sua vida, Taylor Swift?

“Não faço ideia”, ela diz, com um suspiro que é mais feliz do que ansioso. “Esta é a primeira vez em dez anos que eu não sei. Eu decidi que depois do último ano, com todas as coisas incríveis que aconteceram… decidi que eu ia viver minha vida sem a pressão de criar algo”.

Não pire: Swift não está abandonando a criação de música. Aqueles que a conhecem, sabem que isso é quimicamente impossível. (“Ela não ser criativa é uma das últimas coisas com que iria me preocupar”, o músico e produtor Jack Antonoff me conta mais tarde)

“Eu sempre estarei escrevendo músicas”, Swift diz. “O negócio é que, comigo, eu poderia muito bem criar três coisas nas próximas duas semanas e ir para o estúdio e, de repente, o próximo álbum começou. É uma opção também”.

Mas provavelmente não no momento. “Eu quero parar um tempo para aprender coisas”, Swift diz. “Tenho vários objetivos de curto prazo”.

Como?

“Eu quero ser uma pessoa desenvolvida que consegue fazer um bom drink”. (Posso confirmar pelo coquetel do casamento que Taylor Swift curte um Old Fashioned [açúcar, uísque e um elemento cítrico] e sabe fazer um)

Mais alguma coisa?

“Saber salvar alguém que estiver se afogando”, diz Swift. Uma vez, “coloquei na minha cabeça que eu não conseguia fazer uma abertura total e fiquei chateada com isso. Então me alonguei todos os dias por um ano até que conseguisse fazê-la. De alguma forma, me sinto melhor sabendo que consigo”.

A pergunto se ela consideraria lançar uma linha fashion.

“Teoricamente, sim”, ela diz. “Mais eu iria querer que fosse algo relacionável e acessível e diário. Eu não vejo sendo couture. Eu iria querer que refletisse meu estilo. E muitas das coisas que eu uso não são muito caras”.

Em maio, Swift irá ser a anfitriã do baile de gala de 2016 do Metropolitan Museus of Art Costume Institute, para a exibição “Manus x Machina: Fashion nos tempos da Tecnologia”. É um tópico que Swift — facilmente um dos maiores ícones fashion da era das redes sociais — entende mais do que a maioria, desde a habilidade da tecnologia de moldar tendências para a sua crescente influência na criatividade e no design.

O estilo pessoal de Swift tem, sem surpresa nenhuma, amadurecido no decorrer de sua carreira, migrando dos vestidos leves do começo e, como ela as descreve, “botas cowboy deslumbradas” para a vibe cinquentista de alguns anos atrás para o visual mais elegante e rotineiro que ela favorece agora. “Eu consigo olhar para uma foto e te dizer mais ou menos de que ano ela é”, Swift diz. “Passar por diferentes fases é uma das minhas coisas favoritas na moda. Eu amo como ela pode marcar a passagem de tempo. É similar com as minhas músicas nesse sentido — tudo ajuda a identificar em que lugar eu estava em diferentes momentos da minha vida”.

Seu estilo nunca foi deliberadamente provocante ou seguindo tendências — pelo contrário, sempre foi um tipo Swift apropriado sem esforço, uma qualidade que ela compartilha com sua amiga, a modelo criada no centro-oeste Karlie Kloss – e ainda assim é fácil de ver uma curiosidade por coisas novas. Recentemente Swift cortou seu cabelo em um chanel marcado, e tem sido vista sobre um par de botas góticas acima dos tornozelos da Vetements que parecem ter sido roubadas do armário da Siouxsie Sioux. Como de costume, as mudanças são pequenas, perceptíveis — algo genial da parte de Swift, da música a todo o resto, são experimentos sem alienação. O estilo de Swift nunca tenta ir além ou reflete um desespero por publicidade; todo mundo já está prestando atenção de qualquer forma.

Por ser uma boba sem cura, não poderia evitar de perguntar: Fazer parte desse casamento não faz Swift pensar em se casar algum dia? No último ano, ela tem sido vista com o DJ-produtor escocês Calvin Harris. Harris não está aqui com ela, mas no começo de março, ele e Swift postaram novidades fofas nas redes sociais – no Snapchat dele; no Instagram dela – comemorando um ano de relacionamento. Logo depois, ambos foram fotografados em férias num lugar tropical idílico e desconhecido, com TS + AW escrito na areia. (O nome de batismo de Harris é Adam Wiles)

“Estou apenas levando as coisas à medida que elas acontecem”, diz Swift. “Estou em um relacionamento mágico agora. E é claro que eu quero que seja nosso, algo devagar… essa é uma coisa que tem sido minha a respeito da minha vida pessoal.”

A amiga de Tayor, Lorde, acha que ela pode se afastar da música por um tempo. “Nós conversamos sobre isso — sobre fazer um bom trabalho, escrever esses discos profundamente pessoais, nós estamos constantemente em um lugar de metacognição. Às vezes isso pode fazer você sentir como se estive escrevendo uma tese escolar sobre seu próprio cérebro”, diz Lorde. “Então acho que ela vai tentar coletar novas habilidades, talvez fazer cursos de alguma coisa. Tay é uma grande fã de tirar um tempo de folga por um mês ou dois – e então ela fica com esse olhar, e eu sei que tudo sobre o Dateline, frozen yogurt e o tempo de ficar sem fazer nada está prestes a ir pela janela.”

Aqui no chão de um porão de um clube country, onde a noiva está ajustando seu vestido, Swift e eu ouvimos a festa ganhando vapor. Um par de damas de honra passam por ela. Swift dá um ‘high-five’ nelas.

“Honestamente, eu nunca relaxo, e fico animada sobre poder relaxar pela primeira vez em dez anos”, ela diz.

Swift toma um gole do seu drink. “Agora eu me sinto relaxada.”

Apenas alguns dias antes, Swift estava farta disso tudo. Em seu discurso de agradecimento pelo Álbum do Ano no Grammy, ela diria palavras brilhantes para as mulheres na plateia, mas também fez o que foi entendido como uma resposta menos que velada à Kanye West que lançou uma música em que se gaba de ter feito Swift famosa e de forma brega teoriza que eles deveriam transar um dia. A história rodou pelas redes sociais pelas próximas 72 horas e no geral me fez querer colocar um balde de metal na cabeça e bater forte contra a parede.

Toda essa coisa sem sentido de Kanye vs. Taylor – que começou, é claro, há sete anos atrás, quando West interrompeu o discurso de Swift no VMA para argumentar que Beyoncé deveria ter ganho – não tinha acabado? Taylor Nation ficou horrorizado. Austin Swift postou um vídeo no Instagram em que ele casualmente jogava um par dos tênis Yeezy de West com a Adidas no lixeiro.

Eu digo a Swift que tudo isso me lembrava a famosa frase de Al Pacino como Don Michael Corleone em “O Poderoso Chefão III”.

“Quando penso que estou fora…”

Swift sabia exatamente onde eu estava indo e como terminaria: “…Eles me puxam de volta!”

“Eu acho que o mundo já está com tanto tédio dessa saga”, ela continua. “Não quero adicionar mais nada nisso, porque depois [acaba] vindo mais.”

Eu entendo o motivo de Swift não querer por mais gasolina nessa disputa, mas não é difícil ver uma conexão entre o crédito que West quer levar e a longa tradição dos homens não terem consideração – tanto ativamente como também no subconsciente de sua masculinidade – do trabalho duro e sucesso de uma mulher. Isto é algo que Swift tem lutado, passou mais tempo dos primeiros anos de sua carreira sendo reconhecida não pelo seu dom de compositora (que quase todo mundo agora já concorda que é raro e especial), mas por quem ela estava estava namorando, sua fama foi destilada no que Swift chama de “meus incrivelmente sexistas slideshows de Homens-da-Taylor Swift”.

“Sabe, quando você tem um bocado de encontros normais no início dos seus 20 anos, eu fui absolutamente massacrada por isso”, ela diz. “E levou a muito trabalho duro e alterações nas minhas tomadas de decisões. Não namorei por dois anos e meio. Eu deveria ter feito isso? Não.”

“Acho que o que eu queria chamar atenção no meu discurso no Grammy era de como vai ser difícil se você for uma mulher que quer conquistar algo na vida – não importa o que seja”, ela adiciona.

No dia seguinte à premiação Swift foi fazer compras na Barney’s em Beverly Hills – “Eu pensei tipo, ‘Hoje eu vou comprar um bom par de sapatos’’’ – e ela conta que foi abordada por um número de mulheres, mães em particular, que a agradeceram. “A resposta delas foi realmente linda. Você nunca sabe qual será a resposta de alguém. Então quando é boa, é realmente legal.”

Swift alcançou um nível de fama em que dramas desnecessários apenas a encontram. Os slideshows de Homens-da-Taylor Swift se acalmaram, mas ela agora é atacada pelo seu “esquadrão” de amigas famosas, que dependendo do que fazem, ou são muito glamorosas ou muito falsas ou a combinação de ambos.

“Ugh”, Swift diz quando trago esse assunto. “Já vi pessoas dizerem coisas sobre mim que realmente machucam, e então eu meio que aprendi a medir isso: ‘Isto é, tipo, um nível um pouco menos doloroso’.”

“Existe muitas formas fáceis de espalhar rumores”, ela explica. “Se eles dizem que você está grávida, tudo que você precisa é continuar a não estar grávida e não ter um bebê. Se o rumor é que você tem amizades falsas, tudo que você tem que fazer é continuar a estar lá apoiando umas as outras. E daqui quinze anos quando nós estivermos todas amigas criando nossos filhos juntas, talvez alguém vá olhar lá atrás e pensar, ‘Foi meio ridículo aquilo que dizíamos sobre Taylor e suas amigas’.”

É como se Swift tivesse se tornado tão grande, um alvo tão estimulante, que ela não é mais apenas um mera personalidade, mas um símbolo cultural a partir do qual tudo pode ser exigido. Jack Antonoff descreve o status de Swift como “quase ser um presidente”. Ele adiciona, “Ela é a maior, mas muitas pessoas já foram maiores. Nem todas as pessoas foram as maiores e as melhores, e ela é.”

Tudo isso parece a um milhão de anos luz de distância, aqui, de volta ao lar, entre amigos, no casamento de Britany. Antes de partirmos, Swift faz um pedido: Ela precisa praticar seu discurso de madrinha de casamento. Agora.

Então, no corredor de um porão num clube country, Swift recita seu discurso de madrinha de casamento, qual ela memorizou.

Eu não preciso te dizer que o discurso de madrinha de Taylor é ótimo. É claro que é ótimo.

Há uma outra coisa sobre este casamento: Britany e Bentomaram uma decisão brilhante, que aparentemente se tornou uma moda em casamentos no século 21, educadamente pedir aos convidados a não trazerem seus telefones. Então, da cerimônia até a recepção e aos brindes, as pessoas realmente prestaram atenção na noiva e no noivo – eles ficaram focados, riram, vivenciaram o agora. “Todos os nossos convidados estiveram presentes”, Britany me disse mais tarde. “Eu verdadeiramente atribuo isso a desplugar todos de distrações e apreciar o momento.”

Quando chega a hora, Swift pega o microfone e entrega seu discurso de madrinha de casamento com a calma de quem já fez esse tipo de coisa antes para 50 mil pessoas. Ela conta a história de ter uma paixonite de jardim de infância por Ben com seu corte de cabelo em formato de tigela e uma lancheira de Lego. Ela fala sobre como, quando crianças, Britany era o corpo e ela a cabeça. “Essencialmente o que você tinha era dois bebês que completavam o que faltava uma na outra”, Swift diz. “Uma não poderia realmente andar. A outra não poderia realmente falar. E de uma forma interessante, nós assumimos esses mesmos papéis hoje em dia quando estamos bêbadas… nos dê uma hora.”

O salão enlouquece.

Algumas batidas mais tarde, Swift traz lágrimas aos olhos de todos ao falar do “amor verdadeiro” que vê entre Britany e Ben. “O amor verdadeiro não mexe com sua cabeça”, ela diz. “O amor verdadeiro apenas é. O amor verdadeiro perdura. O amor verdadeiro se mantém. O amor verdadeiro suporta página por página.”

(Eu disse que era um bom discurso.)

Mais tarde, houve um bolo. Mais tarde, houve dança, as garotas das flores vivendo uma história que iria totalmente surpreender seus colegas de sala na escola na segunda-feira. Mais tarde, a banda do casamento convida Swift ao palco, onde ela canta “Shake It Off” para sua amiga de infância na noite de casamento dela e para uma plateia que, pela primeira vez na história, não estava balançando 10 mil smartphones na sua cara. A noite – o final de semana inteiro – é digno de um livro de histórias. Você conhece o romance de Thomas Wolfe “Você não pode voltar pra casa de novo”? Às vezes é verdade.

Mas Taylor Swift voltou.

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