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Na segunda-feira o Spotify anunciou que Taylor havia feito o pedido para que toda a sua discografia fosse retirada do serviço de streaming. A partir daí se deu início a uma longa discussão sobre os serviços de streaming, a decisão de Taylor, os por quês de tal decisão… Outros artistas deram suas opiniões e muitos apoiaram a decisão de Taylor, afirmando que os serviços de streaming podem até ser o futuro do mercado da música, no entanto, eles precisam urgentemente rever suas políticas de compensação.

Agora, o CEO e dono da gravadora de Taylor, Scott Borchetta, abriu o jogo e falou em entrevista à uma rádio de Nashville sobre os motivos que levaram a esta decisão.

A decisão de Taylor Swift de retirar suas músicas do Spotify nesta semana é um “grande punho no ar” que outros grandes artistas devem seguir, diz o presidente de sua gravadora.

Na semana em que ela vendeu 1.3 milhões de cópias de seu novo álbum, 1989, Swift tirou de uma única vez o seu single “Shake It Off” e todas as suas músicas antigas do serviço de streaming, frustrando os seus 40 milhões de usuários. “Nós nunca queremos envergonhar um fã”, diz Scott Borchetta, presidente da Big Machine Label Group, em uma entrevista de rádio com a Nikki Sixx do Motley Crue. “Se esse fã foi e comprou o disco, CD, iTunes, qualquer coisa e então seus amigos dizem para ele: ‘Por que você pagou por isso? Está de graça no Spotify’, nós estaremos sendo muito desrespeituosos com aquele superfã”.

Artistas desde Thom Yorke do Radiohead e David Byrne do Talking Heads já criticaram duramente o modelo do Spotify nos últimos anos, tal sistema permite que os fãs escutem a dezenas de milhares de músicas de graça e também a pagar 5 ou 10 dólares por seu serviço premium, sem propagandas. Swift “abriu” os seus últimos álbuns para o Spotify, permitindo que o serviço disponibilizasse o álbum depois de alguns meses de seu lançamento, mas ela mudou esta política nessa semana. “Não estou disposta a contribuir o trabalho de uma vida inteira para uma experiência que eu não acho que recompensa os compositoras, produtores, artistas e criadores desta música de forma justa”, ela disse ao Yahoo. “E eu não concordo em perpetuar a percepção de que a música não tem nenhum valor e deveria ser de graça”.

Borchetta ecoou estas observações. “Eles tem um player muito bom. É um bom serviço. E eles vão ter que mudar as maneiras com que fazem negócios. Se você vai fazer um serviço de graça baseado em propagandas, por que alguém pagaria pelo serviço premium?” ele disse no programa de rádio Sixx Sense with Nikki Sixx. “Não pode ser infinitamente de graça. Dê às pessoas 30 dias de teste, e então os faça converter. Música nunca foi de graça. Sempre custou alguma coisa e é hora de se tomar uma posição e essa é a hora de se fazer isso”.

O mais novo álbum de Swift, assim como as suas músicas antigas, ainda estão disponíveis, como planejado, em serviços pagos de stream como o Beats Music, Rhapsody e Tidal, disse Borchetta — mesmo que ele não tenha mencionado o Youtube, que tem transmitido músicas do 1989 de graça durante toda a semana.

O Spotify não é um serviço de música ilegal como a ideia original do Napster. A companhia sueca paga centenas de milhões de dólares para licenciar músicas de grandes gravadoras, incluindo a Universla Music, que distribui as músicas de Swift e do resto do catálogo da Big Machine. Memso que o Spotify reconheça que as taxas dos royalities pagos para os artistas por stream esteja entre $0.006 e $0.0084, seus representantes dizem que os pagamentos irão crescer se mais pessoas escutarem às propagandas e pagarem pelas contas premium.

Ainda, os defensores do Spotify dizem, é melhor que o sfãs escutem o 1989 ou qualquer outra música através de um serviço baseado em propagandas do que perder totalmente a venda para a pirataria. “Se você tem milhões e milhões de pessoas usando estes serviços, pelo menos eles estão dentro do ecossistema comercial”, diz uma fonte de uma grande gravadora. “Antes, eles não estavam — e não tinham nenhum retorno monetário”.

Mesmo assim, Borchetta criticou o Spotify or sua falta de flexibilidade. “Eles pegam [as músicas] e dizem: ‘Nós vamos a colocar em todos lugares que quisermos, e não nos importamos com o que você quer fazer. Nós dê tudo o que você tem e vamos fazer o que quisermos com isso’. E isso não funciona para nós. Eles só precisam ser um melhor parceiro.”

Ouça, na íntegra a entrevista de Scott:

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