Taylor escreve carta sobre a Emenda da Equidade
01/06/2019
Taylor escreve carta sobre a Emenda da Equidade

Junho marca o inicio do mês do Orgulho LGBTQ e Taylor já começou com o pé na porta lembrando que, enquanto há muito o que comemorar, ainda estamos longe de realmente ser uma sociedade igualitária para todos. Aproveitando que a Câmara Americana aprovou a Emenda da Equidade, que protege a comunidade LGBTQ da discriminação em espaços públicos, ela aproveitou a oportunidade de fazer com que o senador de seu estado, o Tennessee, lembrasse o quão importante é que a proposta seja aprovada no Senado. Junto, ela começou a campanha #lettertomysenator para que outros cidadãos conscientes também escrevam para seus legisladores e compartilhem suas cartas.

Confira as palavras de Taylor:

Querido Senador Lamar Alexander,

Primeiramente, quero enfatizar o quão feliz estou que você co-patrocinou a decisão de honrar a celebração do centenário da retificação da 19° emenda, que diz que nenhum americano deve ser negado o direito ao voto baseado em seu sexo. Esse foi um passo positivo 100 anos atrás e espero que possamos continuar a colocar afiliações partidárias quando o assunto é direitos humanos básicos.

Escrevo hoje me antecipando a uma votação muito importante que está por vir. Como você sabe, a Câmara acabou de aprovar a Ementa da Equidade, que protegeria a população LGBTQ da discriminação nos locais de trabalho, casas e escolas. Quando cidadãos americanos são negados empregos ou habitação se baseando em quem amam ou como se identificam, na minha opinião, é um ato que não corresponde aos valores americanos e cruel. Sei que existem aqueles que dizem que isso atrapalha a sua liberdade religiosa, mas existem centenas de líderes espirituais do Tennessee que recentemente (e bem vocalmente) discordaram e defenderam a comunidade LGBTQ.

Em adição, a recusa da legislação do nosso próprio estado a proteger a comunidade LGBTQ da discriminação traz seriamente o potencial de nos incapacitar em trazer novos empregos ao Tennessee. Tenho certeza que você viu quando a Amazon e quase uma dúzia de outras empresas disseram que viram com maus olhos a “Proposta do Ódio” apresentada no Tennessee e como isso ia afetas negativamente a sua habilidade em fazer negócios no Tennessee. Só com a Amazon são potencialmente 5.000 empregos que foram colocados em risco. Quase 30 outras grandes companhias (e quase 100 pequenos negócios) assinaram cartas abertas para os legisladores do Tennessee em oposição à “Proposta do Ódio”. Entre estas companhias estão Hilton, IKEA, North America Services Ltda, Intercontinental Hotels Group (IHG), Lyft, Marriott International, MassMutual, Nike, Inc. Replacements Ltda, Salesforce, Unilever e Warby Parker.

Eu, pessoalmente, rejeito a posição do presidente que a sua gestão “apoia o tratamento igual a todos”, mas que a Emenda da Equidade “no seu estado atual está cheia de pílulas venenosas que ameaçam enfraquecer os direitos parentais e de consciência”. Não. Alguém não pode afirmar apoiar uma comunidade, enquanto a condena na próxima sentença dizendo que vai contra “consciência” ou “direitos parentais”. Essa afirmativa sugere que existe algo moralmente errado em ser qualquer coisa que não seja heterossexual e cisgenero, o que é uma mensagem perigosa a enviar para uma nação cheia de famílias saudáveis e amorosas com pais, filhos e filhas que são homossexuais, não binários ou transsexuais.

Um estudo recentemente mostrou que mais de 64% da população do Tennessee apoia leis que protejam a comunidade LGBTQ contra a discriminação. É dito que a maioria dos americanos em TODOS os partidos aceitam o protecionismo contra a discriminação da comunidade LGBTQ (entre os liberais são 81%, 76% do centrão e, entre os conservadores, são 55%). Votar contra este assunto seria votar contra os desejos da maioria dos americanos e cidadãos do Tennessee.

Respeito sua posição em nosso país e sua habilidade em impactar boas mudanças no futuro. Por favor, por favor pense nas vidas que poderia mudar para melhor se você voltasse a favor da Emenda da Equidade no Senado e proíba esse tipo de discriminação injusta e pesada.

Eu, particularmente, ficaria muito grata.

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