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A Red Tour passou pelo MetLife Stadium em New Jersey no dia 13 deste mês, e nos bastidores do enorme show para mais de 50 mil fãs, Taylor falou à revista Rolling Stone sobre sua turnê e a rotina cansativa de estar na estrada. Confira a matéria completa e traduzida abaixo:

“Você está tão suada quanto eu estou?”, Taylor Swift pergunta enquanto se senta na sala de treinamento no MetLife Stadium em New Jersey. A resposta provavelmente é: não. Ela havia passado horas fazendo exercícios e depois havia descido no palco para cumprimentar centenas de fãs.

“É meio emocionante passar por uma louca e insana multidão”, ela diz. “O processo mais extraordinário é ver uma música que surgiu de uma pequena ideia no meio de uma noite se transformar em algo que 55 mil pessoas cantam de volta para você.”

A RED Tour de Swift representa como a adolescente cantora e compositora se tornou essa gigante megastar.

“Cheguei em um ponto que o único amor que vale a pena sentir é o amor que vale a pena ser cantado”, ela diz. “Se sentar em um quarto e chorar é algo que te faz sentir sozinho. Se alguém está cantando sobre aquele sentimento, você se sente ligado àquela pessoa. É a única explicação que encontrei pelo motivo de 55 mil pessoas quererem me ver cantar.” 

Enquanto Swift projetou a turnê de 2011 “Speak Now” como um ‘Sonho de Uma Noite de Verão’, ela tomou uma nova abordagem este ano. “Eu imagino isso acontecendo em Nova York”, ela diz sobre o show no palco. “E então você tem uma alta intensidade de emoção, tem a escuridão de tudo isso, tem todos os momentos passageiros da realidade, e é um pouco menos de conto de fadas.” O show também inclui aberturas que incluem Ed Sheeran (que abre todos os shows da turnê), Austin Mahone e Joel Crouse. “Eu quero a cabeça das pessoas girando em tudo que eles verem e ouvirem“, diz Swift. “Ela realmente tem cada coisa que você poderia esperar de um grande show“, disse Sheeran, que acrescenta que ele teve que adaptar seu show para o público da Swift. “Eu parei de falar tantos palavrões quando eu performo, porque há muitas crianças e jovens no meio da multidão.” Sheeran também enfrentou o desafio de encher um estádio com apenas um violão. “Eu estou tentando trabalhar do meu próprio jeito”, diz ele. “Meu show é muito mais livre [do que o de Swift]. Vou decidir tocar uma música, tipo, dois minutos antes.

Antes do show de hoje à noite, Swift participou de quatro meet&greets e fez uma passagem de som com o convidado especial Patrick Stump, que subiu ao palco em um elevador para surpreender os fãs com “My Songs Know What You Did in the Dark (Light Em Up)” do Fall Out Boy. “É a minha música!” diz Swift. Stump acrescenta: “Ela começou a falar comigo sobre o sistema hidráulico [do elevador], e eu ”É louco como você é boa nisso. Você sabe tudo isso”.

Como seus shows em estádios acontecem principalmente nos finais de semana, Swift passou muito tempo de sua recente inatividade em sua nova mansão à beira-mar, em Rhode Island. “Houve um monte de festas na cozinha e dança com minhas amigas“, diz ela. Ela está ouvindo muito a Carly Simon (que se juntou a ela no palco em Massachusetts) e devorando romances, de F. Scott Fitzgerald (“Tender Is the Night”) a Gillian Flynn’s (Gone Girl) e Jess Walter (“Beautiful Ruin”). “São ótimas histórias, e elas te levam para longe“, diz ela. E ela já está montando uma lista de desejos de colaboradores para seu quinto álbum: “Eu estou pulando de cabeça”.

Após o show, a jornada de trabalho ainda não acabou. Ela tem mais um meet&greet programado no Club Red, um santuário de vestidos antigos e fotos de Swift. Este é reservado para os fãs vestidos com os trajes mais ultrajantes: Várias meninas usam tutus, e há caras cobertos da cabeça aos pés com copos de plástico vermelhos. A sala barulhenta fica em silêncio quando Swift chega à meia-noite. Uma jovem fã de Long Island começou chorar no canto. Logo, Swift abraça duas meninas da Holanda, que dão de presente para ela biscoitos com sabor de waffles e xarope de seu país. “Oh, meu Deus, eu amo isso,” Swift diz com um suspiro. “Isso é para mim?” Elas assentiram. Mais tarde, quando as meninas holandesas estavam esperando por um trem de volta para Nova York, ainda estavam inebriadas. “Estou muito feliz“, diz uma delas, olhando para uma foto de si mesma com Swift que ela já havia postado em seu Instagram. “Esse foi o melhor momento da minha vida.

Aqui está a entrevista completa com Swift:

No palco, você comentou ter composto muitas de suas canções às 2 da manhã. Como é tocá-las em um grande estádio?
Eu acho que o processo mais extraordinário é acompanhar uma música partir de uma pequena ideia que você tem no meio da noite, para uma música que um grupo de 55 mil pessoas estão cantando de volta para você tão alto que você consegue ouví-los sendo mais barulhentos do que o som que sai pelos autofalantes, em um show de estádio. Eu acho que isso, para mim, é a parte final do processo. Eu ainda estou apaixonada pela composição porque nunca é a mesma coisa. Você nunca tem o mesmo fragmento de informação como ideia. Nunca é um refrão ou só a primeira estrofe. Sempre é algo diferente. Colocar isso junto como em um jogo de palavras-cruzadas que acaba se tornando sua canção e ter isso acabando aqui, é recompensador.

Você também falou das “emoções complicadas, difíceis e desafiantes” que inspiram essas canções. Você parece bem confortável ao falar longamente sobre essas emoções no palco.
Estou chegando em um ponto no qual o único amor que vale a pena sentir, é aquele que é digno de se cantar sobre. Um tipo de amor tórrido. Acho que isso, para mim, quando você experiencia algo que é digno de compor uma música sobre, maiores são as chances de que é o mesmo tipo de sentimento intenso que outra pessoa também sentiu. E isso o levou a ficar chorando sentado no chão de seu quarto, ou andar por uma multidão e se sentir solitário ou se sentir mal interpretado pela pessoa que deveria te conhecer melhor do que qualquer um outro. Essas são as coisas que te fazem se sentir realmente sozinho, e se alguém está cantando uma música sobre esse sentimento você sente uma ligação com esta pessoa. E eu acho que é a única explicação que posso encontrar para o porquê de 55 mil pessoas poderiam querer vir me ver cantar.

O show fica bem sombrio. Durante “Red”, existe um momento no qual parece que há sangue jorrando pelos telões. Aquilo é o sangue de alguém?
Na verdade, não. Eu nunca gostei muito do efeito de choque, coisas sangrentas e assustar pessoas. É tinta, na verdade. Então só deve ser um conceito geral de alguma coisa vermelha e de algo fluindo – só coisas vermelhas. Como, tem tecidos vermelhos, tinta vermelha sendo jogada contra uma parede. Não é sangue. “Deus, fomos ao show da Taylor – foi muito violento!”

O que você fez hoje? Estava pensando do que você faz no dia quando toca em um show como esse.
É um dia bem movimentado. E começou com duas refeições enormes. Comi um café da manhã bem grande.

Quando é a primeira?
As 10 da manhã. Então eu venho até o local do show, chego no local. Nós fizemos uma passagem de som com o Patrick Stump do Fall Out Boy. Eu tenho estado animada por isso há algum tempo, porque essa música tem sido a minha favorita por um grande período de tempo. De qualquer maneira, eu escolhi as músicas com o Patrick Stump, arrumei umas coisas no estádio e então fui até o buffet e comi um almoço enorme.

O que você come?
Não sei. Qualquer coisa que eles tenham, porque isso é o que vai me sustentar durante praticamente todo o show e os meet & greets, já que o cabeleireiro e a maquiagem começam às 16:30 e então eu tenho quatro meet & greets diferentes antes do show. Então, antes do show nós temos uma reunião na qual algum de nós faz um discurso inspiracional. Patrick foi quem fez o dessa noite, o que foi maravilhoso. Daí, nós vamos e entramos no estádio e fazemos um show por duas horas.

Depois da Speak Now Tour, essa parece um pouco maior. Você tem as partes em que é içada, os vestidos Victorianos e os candelabros. Você teve uma maneira especifica de pensar no que essa turnê seria?
Eu tive. Pensei muito sobre como essa turnê seria diferente da Speak Now Tour. Fiquei muito orgulhosa da SNT, mas estou orgulhosa dessa turnê por uma razão diferente. Quando estava conceitualizando essa turnê logo no seu início, pensei como se esses shows existissem em dois mundos diferentes: mentalizei a Speak Now Tour sendo inspirado em “Um Sonho de Verão/Romeu e Julieta” tipo de terra da fantasia, e imaginei este aqui se passando em New York. Então você tem grandes intensidades de excitação, você tem a sombriedade de tudo isso e você tem os momentos passageiros de realidade. É um pouco menos de conto de fadas.

Ed Sheeran abriu todos os shows da turnê, mas você também está variando entre outros artistas como Austin Mahone, Joel Crouse, Florida Georgina Line – como se fosse o seu prório festival itinerante.
Eu tenho um gosto por música bem extenso e eclético e sei que meus fãs também. Parecemos ter isso em comum. Quero que os fãs saiam do show no seu final com a sua cabeça girando por tudo que eles viram e escutaram. Quero que se apaixonem por um artista novo tanto quanto eu quero que se apaixonem por ballet, dubstep ou musicais e todos os outros elementos do show que eles talvez não tenham visto antes. Variedade no entretenimento pode ser tão inspirante, e é por isso que eu gosto de criar mundos diferentes para cada música. É por isso que gosto de surpreender a plateia com convidados especiais que eles não esperavam. Os fãs fizeram com que meu mundo seja um lugar mágico de se viver, acho que essa turnê sou eu que estou tentando fazer o mesmo para eles.

Dar uma chance para esses artistas tem alguma ligação com a ideia que vários artistas, como o Rascal Flatts, Kenny Chesney e Tim McGraw te deram uma chance uma vez?
Eu nunca vou esquecer as pessoas que me deram uma chance para abrir seus shows logo no início da minha carreira. Quando eu era uma adolescente, minhas maiores lições vieram de Kenny Chesney, Tim McGraw, George Strair, Rascal Flatts e Brad Paisley. Aprendi tantas coisas ao abrir os shows desses artistas e isso também me ensinou a tratar os artistas que abrem para mim e fazer com que eles se sintam parte de uma familia, não somente de uma turnê. É por isso que saímos tantas vezes, vamos jantar e celebrar nossas conquistas juntos. Para mim, foi a coisa mais legal quando descobri que Austin, Ed e eu todos recebemos indicações para os VMAs. Estou tão orgulhosa deles.

Como sente que cresceu como artista, especialmente em estádios?
Sinto que você tem que se esforçar para se tornar uma artista melhor, e eu não quero que um fã saía de um show dizendo: ‘Isso foi igualzinho à ultima turnê’. Gosto de sair em grandes turnês porque penso que quanto mais horas você passa no palco, melhor você sabe quem é no palco. O quanto mais você se distancia da sua zona de conforto no estúdio, são mais cores que você tem que usar quando você está na fase de design da sua turnê. No final do dia, o som de uma plateia gritando é o meu som favorito e a vista de um estádio lotado é a minha vista favorita. Tudo deriva disso e gira em torno de fazer com que essas pessoas dancem, cantem, sintam que não estão sozinhas e, finalmente, queiram voltar e me ver uma outra vez.

Quais são os pensamentos mais estranhos acontecendo na sua cabeça enquanto está no palco durante um show?
Esta noite eu particularmente estava concentrada em não lascar outro dente como no último show de Pittsburgh, definitivamente. Eu tinha uma ponta no dente e não tenho mais. Tento ser bem rápida com o microfone, então estava parada lá só esperando para cantar com meu microfone perto da minha face, eu puxei o microfone bem rápido e basicamente me dei um soco cruzado no dente. Parte dele caiu no palco e eu fiquei tipo: “Imagino o quão ruim isso foi. Qual dente será que foi e o quão feio ele está”. Então eu só tentei não lascar outro essa noite. Não vou fazer nada com ele. Vai ficar um pouco irregular, acho.
Algumas vezes eu me dedico em ler os cartazes. Mas se eu me dedicar muito, vou começar a lê-los enquanto estou cantando, então tenho que ter certeza que só estou lendo eles durante os intervalos das músicas. Todos eles são muito bonitos na maioria das vezes, o que eu gosto. Tem gente que faz uma foto enorme, gigante da cara da minha gata, tão grande que isso é tudo que eu consigo ver e isso prende minha atenção. Minha gata por ali, uma fotocópia gigante dela, 2,5 x 2,5 m.

Você basicamente está em casa.
Sim – “isso é tão confortável!”

Você anda pelo público durante “Sparks Fly”. É assustador ter milhares de pessoas tentando te alcançar?
Não. Você ganha alguns arranhões, mas isso não é nada para ter medo. É realmente bacana fazer contato visual com alguém enquanto você está cantando. Poder passear por todo o público e meio que surpreender aqueles que não pensaram que estariam perto de uma apresentação. Acho que é uma das minhas coisas favoritas em ter um palco em diferentes partes. É até um tanto revigorante andar por uma multidão de pessoas loucas e insanas.

Então, você tem passeado bastante em Rhose Island?
Eu tenho estado bastante em Rhose Island. Tenho estado um pouquinho em LA. Cara, Rhose Island é um lugar bom. É um lugar realmente bom.

Você tem lido ou escutado a alguma coisa no momento que te deixa animada?
Estou voltando e revisitando bastante a Carly Simon, tenho escutando bastante coisa dela. Tenho uma cópia de “Tender Is The Night” (de F. Scott Fitzgerald) que estou prestes a começar a ler, porque o li há algum tempo e quero reler. Tenho lido coisas bem diferentes, mas realmente gosto de “Gone Girl” (de Gillian Flynn) e “Beautiful Ruins” (de Jess Walters). Eles meio que te envolvem.

Fonte: Rollingstone.com
Tradução e Adaptação: Aline Candeo, Isis Mendes e Nathalia Del Giudici – Equipe TSBR





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