Leia a matéria de capa de Taylor para a Entertainment Weekly
10/05/2019
Leia a matéria de capa de Taylor para a Entertainment Weekly

Taylor Swift é capa da revista Entertainment Weekly de maio e em sua entrevista ela deu mais detalhes sobre seu novo álbum que está por vir, compartilhando detalhes sobre a nova era que se inicia. Confira abaixo:


Nova reputação: Taylor Swift conta detalhes sobre o TS7, teorias de fãs e sua próxima era

Adeus, cobras. A superestrela de 29 anos está de volta com um novo álbum e um novo olhar sobre a vida. Nós entramos no mais novo capítulo da monarca do pop.

por Alex Suskind


As palmeiras chegaram em fevereiro, sete ao todo, em um fundo pastel azul com estrelas. Parecia que uma nova era de Taylor Swift estava chegando — que a velha Taylor feliz não estava, na verdade, morta. Ou será que não parecia? Era só uma foto no Instagram, só mais uma em uma rolagem infinita de conteúdo. Mas ela também vinha de uma estrela do pop conhecida por ser prodígio em enigmas, cujos fãs transformam todo pedacinho de informação em um sítio arqueológico.

Como era esperado, o post de verão fez os Swifties passarem o pente fino em todos os detalhes. O que as árvores simbolizavam? Umas férias que ela já devia ter tirado há tempos? Uma nova casa de praia? Uma coleção secreta de folhas de palmeira? Ou talvez, como muitos supunham, fosse música nova. Um usuário do Twitter previu que o número de estrelas no fundo da foto era uma dica de lançamento de single: “Há 60 ou 61 [estrelas]️. Em 61 dias, é 26 de abril, uma SEXTA-FEIRA, que é DIA DE LANÇAMENTO DE SINGLE!” Outro disse que esse era o anúncio não-oficial do próximo álbum: “Então, nessa foto há 4 palmeiras à esquerda (os 4 álbuns country). Há 2 palmeiras à direita (2 álbuns pop). E há uma palmeira maior no meio. Essa representa o novo álbum.” Pode parecer que são só teorias da conspiração nada a ver — pra constar, eles acertaram a maior parte — mas elas se encaixam perfeitamente no Universo Musical Taylor Swift (como se fosse o Universo Cinematográfico Marvel, só que com mais guitarras e menos Stan Lee).

“Eu postei aquilo no dia em que terminei o sétimo álbum”, disse Swift sobre a foto. “Eu não esperava que [meus fãs] soubessem aquilo. Imaginei que fossem descobrir depois, mas muitas das teorias deles estavam certas, na verdade. As dicas escondidas eram só tentativas de estabelecer o tom, que eu tinha mostrado há eras no vídeo vertical de ‘Delicate’ para o Spotify com as unhas em cores pastel.”

Agora é abril e a estrela de 29 anos está em um estúdio fotográfico em Los Angeles dando sua primeira entrevista a uma revista em três anos. Ela quer discutir a arte de esconder dicas em seu trabalho, além do próximo álbum, que ela gravou assim que terminou a Reputation Tour. Ela também gosta muito de detalhar suas próprias obsessões, falando dos seriados, livros e músicas que ajudam a formar seu olhar atual sobre a vida.

Ao longo dos últimos 13 anos, Swift aperfeiçoou o ciclo de feedback da cultura pop: ela compartilha atualizações sobre sua vida e dá pistas de música nova, que os fãs amam e promovem com suas próprias teorias, que ela compartilha em seu próprio Tumblr ou incorpora em pistas futuras. É como se fosse uma versão de Swift da Escada de Penrose, com suas memórias e momentos que dão a entender o que vem por aí. “Eu os treinei para serem assim”, ela diz do trabalho investigativo de seus fãs. Swift é, ela mesma, uma fanática por cultura pop (ver também: a jaqueta jeans que ela está usando na capa da EW) e entende naturalmente quão longe seu público iria para ser parte da criação original. “Eu amo que eles gostem das pistas enigmáticas. Porque, enquanto eles gostarem, eu continuo fazendo. É divertido. Parece um plano maligno de brincadeira.”

Com essa abordagem, Swift projetou uma caça ao tesouro artística — e é fácil se envolver no drama, mesmo que você não ouça a música. Os momentos dela também nem sempre estão escondidos. Às vezes Swift destaca aspectos do mundo dela só para que os fãs sintam que fazem parte da jornada com ela. Como a vez em março de 2018 em que a cantora pop Hayley Kiyoko foi acusada de falar mal de Swift por mencionar seu nome em uma entrevista. No Tumblr, Swift reblogou o post de um fã, adicionando um comentário que defendia Kiyoko, o que imediatamente dispersou quaisquer conflitos entre as duas artistas; o post de Swift acabou recebendo mais de 29 mil notas. Quatro meses depois, ela convidou Kiyoko para cantar seu hit “Curious” na Reputation Stadium Tour. Kiyoko retribuiu o favor quando convidou Swift para se juntar a ela em um evento beneficente da organização LGBTQ Ally Coalition em dezembro, para cantar “Delicate”. Os fãs de ambas ficaram extasiados com o apoio mútuo.

O ciclo também se estende além da música. Em outubro de 2018, Swift quebrou o silêncio sobre política ao endossar publicamente dois candidatos de seu estado adotivo, o Tennessee, e encorajar seus seguidores a se registrar para votar. Ela manteve o momento até o dia da eleição, quando pediu aos fãs que postassem selfies depois de votar; então Swift começou a repostar avidamente suas favoritas em seus stories no Instagram.

A prática de compartilhar e recompartilhar e compartilhar novamente é o motivo de Swift ser considerada uma das estrelas do pop mais acessíveis do mundo, alguém disposta a não apenas interagir com seus fãs como também a convidá-los a sessões secretas para ouvir seus álbuns, ou aparecer de surpresa em seus casamentos e formaturas. É uma relação simbiótica que, como disse Swift à EW, ajudou a sair da sombria era de reputation. “Com certeza foram os fãs que causaram essa mudança de tom no que eu estava sentindo”, ela diz. “Compositores precisam se comunicar, e parte de se comunicar corretamente é você passar uma mensagem que é compreendida do jeito que você pretendia que fosse. reputation foi interessante porque eu nunca tinha feito um álbum que não tinha sido compreendido completamente até ser visto ao vivo. Quando ele saiu, todos acharam que seria raivoso; ao ouvir tudo é que perceberam que, na verdade, ele fala sobre amor e amizade e descobrir quais são suas prioridades.”

Então, durante a Reputation Tour, ela teve uma epifania: apesar da caricatura que ela achava que tinha sido criada dela, havia muita gente que via o que os outros simplesmente se recusavam a ver. “Eu olhava para a plateia e via essas pessoas incríveis, atenciosas, maravilhosas, empáticas, que se importavam”, ela diz. “Acontece tantas vezes com essa cultura de colocar as pessoas pra baixo, xingar uma celebridade é basicamente a mesma coisa que xingar o novo iPhone. Então quando eu vou encontrar os fãs, eu vejo que eles realmente me veem como um ser humano de carne e osso. Isso — por mais artificial que possa parecer — [me] mudou completamente, trouxe humanidade à minha vida.”

No fim da turnê, ela canalizou essa energia positiva no estúdio e gravou o álbum novo em pouco menos de três meses. Mas o ritmo acelerado não significa um álbum curto. Swift confirmou que seu sétimo disco (cujo título ela ainda não anunciou; o apelido que circula entre os fãs é TS7) terá mais faixas que todos os seus lançamentos anteriores. “Eu tento não começar a fazer um álbum cheia de expectativas”, ela diz. “Comecei a escrever tanto que eu soube na hora que ele provavelmente seria maior.”

O projeto também terá uma mistura de velhos e novos colaboradores (no açucarado primeiro single “ME!”, Swift se juntou a Brendon Urie, líder do Panic! At the Disco, e ao coprodutor Joel Little, e nunca tinha trabalhado com nenhum dos dois antes), mas não é nenhuma surpresa que ela não queira revelar mais informações, como se fazer isso fosse quebrar o ciclo de feedback Swiftiano construído com tanto cuidado. “Há muito de muita coisa neste álbum”, diz ela. “Estou tentando passar um espectro emocional. Com certeza não quero que tenha muito de uma coisa só… Tem algumas músicas felizes, tem as que chamam de hinos.” Também há, ela acrescenta, algumas músicas “muito, muito, muito, muito tristes”, mas “não tão tristes que vocês precisem se preocupar comigo”.

Ela nos dá mais uma dica: a verdadeira distinção entre TS7 e reputation está na entrega. “Desta vez, eu me sinto mais confortável tendo a coragem de ser vulnerável, porque meus fãs têm a coragem de ser vulneráveis comigo. Quando as pessoas começarem a descobrir o álbum, ficará fácil perceber que essa é mais a pegada — que é muito mais uma jornada pessoal de cantora-compositora que o álbum anterior.”

O último mês foi inundado com atividade de Swift, do lançamento do single a mais dicas em entrevistas sobre o álbum e o título, que aparentemente está escondido em algum lugar do clipe de “ME!” (as teorias atuais dos fãs incluem Kaleidoscope e Daisy). Mas, mesmo que as dicas escondidas da estrela pareçam as de sempre, ela disse que o álbum marca sim uma nova era em sua vida, em que ela tem conseguido priorizar melhor o que é importante para ela.

“Nossas prioridades podem ficar bagunçadas quando existimos em uma sociedade que capitaliza a curadoria de como as pessoas veem a nossa vida”, diz ela. “As redes sociais deram às pessoas uma forma de expressar sua arte. Eu uso para me conectar com os fãs. Mas o lado ruim é que você agora sente que há 3 trilhões de obstáculos para pular no caminho, e você nunca sente que vai conseguir pular todos. Eu — assim como muitos dos meus amigos e fãs — estou tentando entender como viver a minha vida e não apenas escolher o que quero que as pessoas achem que é viver minha vida. Nem sempre consigo manter o equilíbrio, e acho que é importante que saibam disso. Estamos em constante aprendizado, e isso é algo que também tive que aprender — que preciso ter a coragem de aprender. Aprender em público às vezes é tão humilhante…. Eu me sinto mais equilibrada na minha vida hoje que já me senti antes? Sim, provavelmente. Mas isso é permanente? Não. E acho que estar de boa com isso me deixou em uma posição um pouco melhor.” São palavras fortes para levar para a vida, para citar, para compartilhar, para twittar marcando ela e ver se ela responde.

Fonte: EW


Confira em nossa galeria a capa da edição da revista e o ensaio fotográfico incrível que a Taylor fez para a EW:

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