05 de fevereiro de 14 Autor: Aline
Entrevista completa para a Glamour traduzida

Sem título

Depois de ter trechos da entrevista da edição de março da revista Glamour divulgados (que divulgamos a capa aqui), é a vez de ter a entrevista completa disponível. Aqui você confere ela traduzida na íntegra:

Taylor Swift não possui arrependimentos

E por que deveria? Seu álbum Red alcançou o primeiro lugar em mais de 50 países. Ela ganhou uma montanha de Grammys, namorou um Kennedy e mandou ver no karaokê com o Duque de Cambridge. E ainda assim, ela ainda está assando cookies com suas amigas nessa noite de sexta feira. (Sério!) Em uma conversa cara-a-cara com a editora da Glamour, Cindi Leive, nossa garota da capa de aniversário fala sobre homens, erros, o brilho dos refletores e suas esperanças para o futuro.

Lá atrás em 2008, o editor de entretenimento da Glamour me perguntou se, e eu cito, tinha “ouvido sobre essa garota Taylor Swift”. Eu pesquisei sobre ela, eu cantarolei suas músicas. Parecia que era seu ano. Fui ao Madison Square Garden para vê-la. Ela era encantadora e habilidosa – mas eu não fazia a mínima ideia do que seria o futuro dela.

Seis anos depois e quatro capas inteiras da Glamour depois, Taylor Swift é uma das estrelas do pop de maior sucesso e com a maior visibilidade no mundo. Ela pode esgotar um estádio em 20 minutos. Seu nome é mencionado tantas vezes quanto o de Kim Kardashian no Twitter. Sua lista de possíveis namorados é tão longa que tem sua própria seção na Wikipedia (nós resumimos ela: Joe Jonas, Taylor Lautner, John Mayer, Jake Gyllenhaal, Zac Efron, Conor Kennedy, Harry Styles… ah, esqueça isso e vá comprar a camiseta). Ela se junta com outras garotas inteligentes e que tem tudo no lugar de Hollywood como: Emma Stone, Hailee Steinfeld e Lena Dunham. Ela já cantou karaokê com um príncipe. (Esse seria o William. Busque no Youtube!)

Mas o mais importante é que ela construiu uma grande carreira – porque por trás daquele brilho de conto de fadas, na verdade, tinha um tipo sério de vontade no nível de Lean In (a/n: livro sobre as mulheres no mercado de trabalho que são líderes em suas áreas). Aos 15 anos ela abandonou seu contrato com a RCA Records porque ela queria cantar suas próprias músicas e não de outras pessoas. Essa foi uma boa ideia, no final das contas: Ela agora é a cantora mais jovem a ganhar um Grammy de Album of The Year (por Fearless) e a primeira artista feminina a ter dois álbuns que venderam, cada um, mais de um milhão de cópias em sua primeira semana. Ela foi nomeada a celebridade mais caridosa por dois anos seguidos. Nós poderíamos continua por, tipo, sempre – entenderam essa referência? Bem, isso também é um feito de Taylor.

Setenta e cinco anos atrás nessa primavera, a primeira capa da Glamour, continha a atriz Ann Sheridan na capa. Ela tinha 24 anos, assim como Taylor agora. Homens gostavam dela (Sheridan, segundo o que foi dito, uma vez recebeu 250 pedidos de casamento em uma semana), mulheres gostavam de seu estilo e ela era conhecido pela combinação de sinceridade e humor. Bem, Swift é a estrela quintessencial de hoje da Glamour – e a escolha perfeita para isso, nossa edição de aniversário de 75 anos. Quando nos encontramos para conversar em um restaurante italiano, fazia um ano desde a sua última capa: um ano desde que músicas como “22” definiram a cultura feminina tão poderosamente quanto a série Girls de Dunham o fez. Um ano do qual ela não sentiu somente o calor, mas também o ardor de ser famosa. Um ano de mais vivência. Queria escutar como ela estava lidando com tudo isso. Então nós pedimos lattes e nos sentamos.

CINDI LEIVE: Essa é a sua quarta capa da Glamour e você só tem 24 anos. Tenho que perguntar: Você já se sente uma adulta?

TAYLOR SWIFT: Não… Ainda não terminei de fazer decisões irresponsáveis e explorar cegamente… E ser curiosa sobre tudo.

CL: Parece estar funcionando – você teve um mega ano. Você agora é a primeira mulher na história a ter ficado seis semanas ou mais em número um com três álbuns de estúdio consecutivos.

TS: Wow. Eu não acompanho as minhas próprias noticias, aparentemente [Rindo] O ano passou muito rápido. Eu finalmente estou tendo a oportunidade de parar e aproveitar o que significa para o Red ter ido tão bem. É como se fosse a diferença entre estar dentro de um globo de neve e poder tirá-lo da prateleira, sacudi-lo e ver o quão bonito é. Eu tento aproveitar o que está acontecendo agora, mas aí, eu tenho que fazer as malas hoje a noite para a viagem que vou fazer amanhã. Trabalhar nesse [próximo] álbum tem sido inacreditável.

CL: Como está indo até agora?

TS: Eu já estou apaixonada por ele. É tão diferente.

CL: Como é o novo som?

TS: No Red eu fiz três músicas com o Max Martin e o Shellback – “We Are Never Ever Getting Back Together”, “I Knew You Were Trouble” e “22”. [Todas as três foram para o top 20 do Hot 100 da Billboard] Eu acho que vamos fazer muito mais do que três músicas juntos no próximo álbum [Rindo]

CL: Eu definitivamente vejo seus álbuns como uma evolução. Não é como se você estivesse tentando ser alguém completamente diferente em cada um deles.

TS: Eu não estou tentando me transformar. Estou tentando ser uma nova versão da pessoa que fui minha vida toda. É o que mantém meus fãs e eu juntos. Para um grupo de milhões, é estranho como me sinto próxima deles.

CL: Você é a quinta pessoa mais popular do mundo no Twitter, aliás, logo atrás do presidente Obama. Então você está nessa constante conversa com meninas e mulheres. Quais são as coisas que você escuta várias vezes? Quais parecem ser seus maiores problemas?

TS: Problemas com amor. Confiança. Autoestima. E eu percebi que muitas pessoas precisam de música agora. Se eles não podem colocar em palavras o que estão sentindo, mas letras podem e isso pode ser quase que um instrumento para salvar vidas. Como uma cantora, esse é o melhor tipo de elogio.

CL: Vamos falar sobre suas amigas da vida real. Eu estava adorando seus posts no Instagram com a Hailee Steinfeld no outro dia.

TS: Ela foi lá em casa e nós fizemos cookies!

CL: Quem é a nova amiga que você fez durante o último desde que conversamos pela última vez? Alguém novo no círculo?

TS: Yeah, me deixe olhar as minhas mensagens. Isso vai ajudar.

CL: Essa é uma boa forma. De quem são suas últimas mensagens?

TS: Do meu irmão. Da Selena [Gomez], Joy Williams do The Civil Wars. Aquela menina Lorde…

CL: Você está trocando mensagens com a Lorde?

TS: Mandei flores para ela quando o álbum dela foi lançado e ela conseguiu meu número e me mandou uma mensagem. [Ainda olhando as mensagens] E Lily Aldridge, que me ligou ano passado e disse: “Estou com o presidente da Victoria’s Secret, e ele quer que você toque no show e eu também quero”. E eu disse: “Sim, claro”.

CL: Você fez isso em novembro. Como foi?

TS: Foi a coisa mais divertida que já fiz na TV. Aquelas mulheres estão em uma forma incrível! Elas malham mais do que atletas.

CL: Lógico, teve todo aquele rebuliço online com a modelo Jessica Hart, que disse que você foi ótima, mas não “se encaixou” na Victoria’s Secret. [Hart depois disse que sua frase foi tirada do contexto] Isso te incomodou?

TS: Bem, não é o caso de deixar as coisas te incomodarem. Se eu vejo uma manchete falando que alguém mandou um “shade” sobre mim, eu só não clico nela. Fácil assim.

CL: Você não leu nada disso?

TS: Eu sei quando não ler um artigo. Isso vai ajudar meu dia? Isso é importante para minha vida? Se a resposta é não, então eu simplesmente não clico… Eu tomo cuidado para não ser sugada no buraco negro que é a Internet porque, como uma compositora, eu não tenho a opção de ser casca grossa. Como uma escritora você tem que estar aberta a tudo, e isso inclui a dor, rejeição, duvidar de si mesmo, medo. Eu lido suficientemente com isso sozinha. Se você procurar o suficiente, vai encontrar alguém na Internet criticando todas as coisas sobre você. Se você é eu.

CL: Se você é famosa.

TS: Existe uma enorme fiscalização da minha vida [na mídia]… mas meus fãs confiam que eu que vou contar para eles o que realmente aconteceu… Eu acho [que a composição] é muito mais romântica do que uma entrevista reveladora.

CL: Isso me lembra de outra coisa que você disse recentemente e eu achei inteligente – que é sexista criticar alguém por fazer o que todos deveríamos estar fazendo: encorajando meninas e mulheres a expressarem suas experiências através da escrita. Vamos falar um pouco sobre isso.

TS: A coisa que as pessoas mais escrevem sobre mim, que quase é um clichê, é: “Observem – ela vai escrever uma música sobre isso”. Como se escrever uma música não fosse especial. Como se eu estivesse vivendo a minha vida –

CL: Por material.

TS: Yeah, como se fosse um truque meu… Não é simples compor uma música. Os momentos mais difíceis da minha vida produziram músicas que se saíram melhor… Eu aprendi que estou vivendo picos muito altos e baixas intensas. Nem sempre escolho as pessoas certas para acreditar. Mas não vou parar de acreditar em pessoas.

CL: Esse é um bom conselho. Parece que muitas cantoras jovens hoje em dia tem uma real dificuldade entre querer se libertar e viver suas vidas enquanto ainda são exemplos. Como você equilibra isso?

TS: Eu acho relativamente fácil manter as minhas roupas porque eu realmente não sinto vontade de tirá-las. Não é uma necessidade que tenho. Para mim “arriscado” é revelar o que realmente aconteceu na minha vida pela música. Arriscado é escrever musicais confessionais e contar a verdadeira história sobre uma pessoa com detalhes o suficiente para que as pessoas saibam quem aquela pessoa é. Isso é me colocar em evidência, talvez até mais do que se eu tirasse a minha camiseta.

CL: Falando em roupas: Você tem um ótimo estilo, e tem sido uma grande influência para seus fãs. Existem várias coroas de flores por aí por vários anos, graças a você! Quem são as suas musas fashion atualmente?

TS: Agora eu estou me inspirando em mulheres como Audrey Hepburn, Françoise Hardy, Jane Birkin.

CL: Então é meio que o momento cool semi-Europeu dos anos 60 e 70.

TS: Também estou obcecada com a Cyd Charisse [a dançarina e atriz americana]. Ela era alta, como eu. E sexy sem tentar ser.

CL: Me fale algumas coisas que não são Glamour.

TS: Não uso peles. Não uso estampas de animais. Não fico bem em ombreiras. Sapatos com spikes demais parecem uma arma para mim.

CL: Quais são seus próprios momentos que não foram Glamour?

TS: Quando eu tinha 16 e 17 anos eu usava várias coisas de bailes. E não tinha ninguém pra me dizer: “Hey, talvez menos brilho e menos baile?” Essa é a coisa mais perto que tive que foi horrível.

CL: Bem, então você está se saindo bem! Ouvi que você estava dando conselhos amorosos no shoot da Glamour. Para a equipe de cabeleireiros e maquiagem?

TS: Meu Deus, eu falo disso o tempo todo.

CL: Aqui está algo que nossas leitoras perguntam o tempo todo: Quando você sente que um cara que você está namorando está no controle, como você muda o jogo?

TS: Dá um gelo.

CL: O que é dar um gelo?

TS: Você não responde nenhuma de suas mensagens ou ligações até que ele faça algo desesperado [como] aparecer. Ou ele liga e deixa uma mensagem de voz. Alguma coisa que deixa bem claro que ele está interessado.

CL: Você já deu um gelo em alguém?

TS: [Faz que sim com a cabeça. Pausa.] Eu penso que todo mundo deveria abordar os relacionamentos de uma perspectiva que você é bem direto e dá a alguém o beneficio da dúvida. Até que ele estabeleça que isso é um jogo. E se for um jogo, você precisa vencer. A melhor coisa a fazer é se retirar da mesa.

CL: Isso é vencer?

TS: É quando eles voltam. [Rindo] E se eles não voltam, então eles não se importam o suficiente para começo de conversa.

CL: Outra pergunta de leitor: É muito meloso e muito inseguro dizer: “Eu não gosto quando você não responde minhas mensagens logo em seguida”?

TS: Cuidar de seu coração e proteger sua dignidade são um pouco mais importantes do que esclarecer as emoções de alguém que só está te respondendo com três palavras na mensagem. Aprendi isso tentando desvendar pessoas que não merecem ser desvendadas. Quando alguém parece misterioso, gostamos de romantizar que ele é “profundo” ou “complicado”. Mas na maioria das vezes, as coisas são exatamente como parecem… Por muito tempo eu fui atraída por – e ainda sou atraída por – pessoas que eu acho muito interessantes. [Mas] alguém que senta e fala sobre si próprio por uma hora, você começa a pensar se talvez, ao invés de tentar tanto em ser interessante, eles poderiam ser um pouco mais interessados.

CL: Isso é uma observação sobre namoros?

TS: É uma observação sobre seres humanos.

CL: Nos dê mais alguns truques.

TS: Nunca grite.

CL: Nunca grite?

TS: O silêncio diz muito mais do que gritar coisas ruins. Nunca dê motivos para alguém dizer que você é maluca.

CL: Então você irá continuar a escrever sobre suas vida pessoal?

TS: Uma das minhas maiores metas como ser humano é continuar a escrever sobre o que está realmente acontecendo comigo, mesmo que seja um comprimido difícil de engolir para as pessoas ao meu redor… Eu tenho medo de que se alguma vez eu tivesse alguém em minha vida com quem me importasse, eu ia pensar duas vezes nas minhas letras.

CL: Mas por quê? Parece que se você encontrasse essa pessoa, sua honestidade seria algo que ele amaria e apoiaria.

TS: Porque algumas vezes o que eu escrevo não é um cartão de visitas. Algumas vezes é uma confissão de algo que realmente me machucou.

CL: Então você ainda não encontrou essa pessoa?

TS: Oh, não.

CL: Essa é uma edição de aniversário. O que você imagina para, digamos, daqui 20 anos, quando você tiver 44 anos?

TS: Oh Deus, eu gostaria de ter muitos amigos. Eu gostaria de saber fazer uma boa xícara de chá. Eu gostaria de ter lido muitos outros livros clássicos. Gostaria de ter uma casa com lareira. Gostaria de ser conhecida como alguém com quem meus amigos podem desabafar sobre seus problemas.

CL: E se você pudesse voltar no tempo em cinco anos e dar a sua pessoa mais nova um conselho, qual ele seria?

TS: Sabe, eu não daria nenhum conselho para mim mesma, porque eu não mudaria nada. Eu repetiria os mesmos arrependimentos, os mesmos erros, os mesmos maravilhosos, belos e acidentais triunfos.

Tradução e adaptação: Aline Candeo – Equipe TSBR

     





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