18 de dezembro de 14 Autor: Aline
1989 é eleito o álbum do ano pelo USA Today

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O reinado do 1989 não acabará tão cedo. Depois de ter sido eleito o álbum do ano pelo iTunes e pela Billboard, o USA Today revelou hoje que o 1989 é a sua escolha para álbum do ano. Essas publicações não são as únicas a colocar o 1989 em suas listas de final de ano, com o destaque indo para até alguns portais especializados no lado alternativo e indie da música se rendendo ao quinto álbum de Taylor.

Álbuns ainda importam — se você é Taylor Swift e seus fãs.

O quinto álbum de Swift, 1989, dominou 2014 de uma maneira como poucos outros monopolizaram os anos anteriores. Quando ela lançou o 1989 dia 27 de outubro ela já tinha deixado os seus fãs loucos por ele, dando algumas dicas misteriosas e pequenos trechos de suas músicas, e até mesmo convidado algumas centenas dos seus seguidores mais apaixonados para reuniões privadas em que ela tocava o álbum inteiro, uma campanha de marketing de raíz sem paralelos entre as estrelas do pop de sua magnitude.

O resultado? Swift conseguiu fazer em uma semana o que nenhum álbum de 2014 conseguiu fazer nas outras 42: vender um milhão de cópias. Em três semanas, ela tinha chegado aos 2 milhões. Nesse ponto, 1989 já vendeu mais do que o total combinado dos outros três maiores lançamentos de 2014: In The Lonely Hour do Sam Smith, The Outsiders de Eric Church e Ghost Stories do Coldplay.

Swift também usou o 1989 para reformular o debate sobre streaming e o valor da música: “Na minha opinião, o valor de um álbum é, e continuará a ser, baseado na quantidade de amor e alma que um artista coloca no corpo de seu trabalho, e o valor financeiro que os artistas (e as gravadoras) colocam na sua música quando é colocado no mercado”, ela escreveu em julho em um artigo para o Wall Street Journal.

Quando ela apoiou esta opinião tirando todo o seu cátalogo do Spotify, ela se tornou instantaneamente uma heroína do povo para compositores que diziam que este tipo de serviço de streaming os pagava muito mal. A curto prazo, ela ainda não viu nenhum impacto financeiro de sua decisão. Quando a Billboard mudou o seu principal ranking de álbuns em dezembro para incluir os streamings, ela voltou para a primeira posição dele somente com as suas vendas.

No final das contas, o 1989 é simplesmente um álbum excelente. É intensamente pessoal e comicamente autoconsciente, com singles como Shake It Off e Blank Space fazendo piada da personagem que os seus detratores tentaram criar dela enquanto músicas como This Love e Wildest Dreams convidam as pessoas para lugares mais intimos. Ele distancia ela das viganças passivas-agressivas contra seus ex-namorados, mesmo que ela ainda escreva sobre relacionamentos, e revela a sua obsessão de longa data com as qualidades sonoras de suas gravações. Swift tem sido uma onívora musical desde sua adolescencia, e o 1989 encontra ela, assim como ela canta em Welcome To New York, “procurando por um som que ainda não escutamos”.

A cantora de 25 anos encontrou este som redefinidor ao procurar em um lugar que poucos estavam olhando, tomando como inspiração as grandes batidas e os sintetizadores do final dos anos 80. Se utilizando das fórmulas de construção do pop antigo, ela escalou para um novo ápice em sua carreira, indo em uma nova direção, enquanto todo o resto estava andando em círculos.

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