A revista Vanity Fair divulgou uma matéria na qual lista as razões pelas quais Taylor Swift pode ser considerada “o novo Mick Jagger”, o famoso vocalista da banda Rolling Stones. Confira a reportagem adaptada abaixo:

Uma coisa estranha: o tempo todo em que eu assistia Crossfire Hurricane, o documentário produzido pelos Stones na HBO, com a história do grupo numa celebração seu 50 º aniversário, eu não conseguia parar de pensar em Taylor Swift. Eu adoro seu single e vídeo “We Are Never Ever Getting Back Together,” que tem que ser a melhor canção pop do ano, mas toda vez que ouvia Swift mandando seu ex ir pastar, eu tinha a sensação de que ela me lembrava alguém, de quem eu não consegui lembrar. Me enchi de alegria quando finalmente me toquei, no começo de Crossfire Hurricane, que Taylor Swift é o novo Mick Jagger.

Não é apenas a fetichização dos lábios dela na capa de seu novo álbum, Red, ou sua recente escalada social em Hyannis Port, apesar de isso ser bem típico dos Stones.

Jagger e os Stones fizeram seu nome em parte com canções depressivas zoadas, hinos rosnados que ocasionalmente, ou frequentemente,  revelavam misoginia —ver: “Under My Thumb” e “Some Girls.” E se tem algo pelo qual Swift é famosa, são as músicas de vingança. Suas cuspidas para ex-namorados e outros caras que a marcam não tem muito a arrogância das composições de Jagger-Richards, e ela nunca foi acusada de misandria, mas ao contrário de outros cantores-compositores “confessionais” de quem ela supostamente descende, como Alanis Morrissette ou Lucinda Williams, ou mesmo a ótima Joni Mitchell, Swift parece cada vez mais relutante em ter pena de si mesma. Ela quer dar tão bem quanto recebe.

Falando nisso, “Mean”, do álbum anterior de Swift, Speak Now, pode servir como uma canção-resposta décadas atrasada para as de Mick e Keith “Stupid Girl” ou “Play with Fire”. “Você me colocou no chão de novo, me fez sentir como se eu não fosse nada,” ela canta no primeiro verso, soando como um milhão de poetas de dormitório, mas alguns refrões mais tarde ela está atacando de volta:

E eu posso ver seus anos futuros num bar, discutindo sobre um jogo de futebol 
Com a mesma opinião alta, mas ninguém está ouvindo 
Fracassado e reclamando das mesmas coisas amargas
Bêbado e resmungando sobre eu não poder cantar

Não é a melhor letra do universo, mas essas também não… . .

A maneira como ela passa pó no nariz 
Sua vaidade aparece e mostra 
Ela é a pior coisa neste mundo
Bem, olhe para essa garota burra 

Você tem que ter um pouco de senso de humor para cantar uma canção sobre um crítico velho e bêbado que acha que você não sabe cantar. Swift faz algo similar em “We Are Never Ever Getting Back Together,” com uma fala confidencial sobre como o objeto de escárnio da canção “ia se esconder e achar sua paz de espírito com um disco indie que é muito mais legal que o meu”  Jujitsu lírico: agora Taylor é a mais legal!

Swift provavelmente nunca irá chegar ao ponto estúpido, mas ela e seus produtores e coescritores, Max Martin e Shellback, terminam “We Are Never Ever Getting Back Together” com uma leve exalada sarcástica, um tipo de “dane-se” não-vocalizado. É a aura equivalente a um lábio curvado de Jagger, e cada pedaço é sagaz e consciente.

Fonte: Vanityfair.com
Tradução e Adaptação: Ana Luiza – Equipe TSBR





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