23 de outubro de 14 Autor: Aline
USA Today publica crítica sobre o 1989

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Seguindo com a leva de críticas que estão sendo divulgadas sobre o 1989, o periódico USA Today lançou a sua. Aqui, o álbum recebeu a nota de três estrelas e meia (sendo que o máximo são quatro).

Taylor Swift festeja, e suspira, como se fosse 1989

Se você não estiver sabendo que a Taylor Swift lançará um novo álbum na segunda-feira, certamente não é culpa dela, ou nossa. A divulgação do 1989 (***½ de quatro estrelas), nomeado pelo ano de nascimento da superestrela, tem sido meticulosa e tão avidamente pulverizada quanto uma campanha presidencial, e a sua subida nas paradas pop é tão certa quanto a morte e os impostos — e também esperado com muito pavor para alguns.

Não ligue para quem odeia, no entanto. A genialidade de Swift — ou parte disso — tem sido de mudar a mesma mistura de ousadia, carência e astúcia que pode a fazer difícil de se defender como celebridade em lucros musicais sólidos como rocha. No 1989, ela combina melodias que são enganosamente simples e irresistivelmente cativantes com letras que algumas vezes parecem confissionais e indescritiveís, divertidas e dolorosas.

“Eu sou um pesadelo fantasiada de sonho”, canta Swift em Blank Space, uma provocação brilhante que também faz menção à “longa lista de ex-amantes que irão te dizer que sou louca”. Para a mais sóbria, a ampla Bad Blood, ela muda para uma versão toalmente rainha do drama, contando a um dos seus ex, possivelmente, que ela ainda tem “cicatrizes nas minhas costas da sua faca. Band-aids não curam buracos de tiros”.

Produzido executivamente por Swift e Max Martin, 1989 é a declaração de indepencência de Swift da indústria da música country que a inspirou e criou, mas nunca foi um lar de verdade. Sempre uma cantora e compositora pop em seu coração, ela se junta a criadores com experiência no gênero — além de Martin, Shellback, Ryan Tedder e Jack Antonoff — para criar músicas que, como o título sugere, fazem homenagem a uma época passada, quando o termo electro-pop não estava relacionado ao R&B — e ritmos de boate do EDM.

Isso sem dizer que o 1989 ainda tem mais toques orgânicos ou intuição rítmica. Guitarras aparecem com frequência, trompetes são um aspecto divertido a Shake It Off, enquanto I Know Places oferece uma batida que é diversa e artisticamente sincopada.

Notas sintéticas alegres, percussão pura dominam os grandes e leves arranjos em músicas como Style, que poderia ser uma música perdida do Berlin, e Welcome To New York, uma carta de amor para a cidade que “te deixa adivinhando” e “te deixa louco” — assim como qualquer grande relacionamento, certo?

Swift pode não ser mais inocente, como parece. Na quente e sonhadora This Love, ela canta, “When you’re young/ You just run/ But you come back to what you need” (“Quando você é jovem/Você só corre/Mas você volta para aquilo que precisa”).

Aos 24 anos, claro, Swift ainda é jovem, e possívelmente, ainda tem muita procura a fazer na vida — e muita gente que vai assistir e escutar enquanto ela continua em frente.

Compre: This Love, How You Get The Girl, All You had to Do Was Stay.

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