TSBR Indica: “O Sol é Para Todos”, Harper Lee (1960)
02/11/2016
TSBR Indica: “O Sol é Para Todos”, Harper Lee (1960)
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Galera, há uns meses a gente criou o TSBR Indica e fizemos dele um novo espaço para postarmos referências que foram importantes no repertório e na vida pessoal da Taylor. Por trás de uma grande compositora existem grandes inspirações — nada mais justo do que honrar estas obras que a Taylor adora, não é mesmo?!

A obra de hoje foi lançada no início dos anos 60 e Taylor já deixou claro várias vezes que este é o seu livro favorito. Você pode não conhecer pelo nome  “O Sol é Para Todos“, tradução brasileira do título, mas certamente já ouviu Taylor falando em entrevistas sobre “To Kill a Mockingbird“, título original do livro. O nome remete às aves da família mimidae; em tradução literal, portanto, ficaria algo como “Matar um passarinho“, visto que “mockingbird” não tem uma tradução concreta para PT-BR.


Sol e para todos.inddTo Kill a Mockingbird
(br: O Sol é Para Todos)
Livro de Harper Lee

Lançamento: 11 de julho de 1960
Gênero(s): Romance
Editora: J. B. Lippincott & Co. (br: José Olympio)
Disponibilidade: principais livrarias do Brasil [x/x/x]

Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma jovem branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil e cômico (The New Yorker), se tornou um clássico para todas as idades e gerações.

Assim como o título original, a obra também é bastante peculiar e particular no universo criado pela autora. Antes de mais nada, vale lembrar que o livro é um clássico da literatura americana moderna, ganhador do Prêmio Pulitzer de 1961 (um dos mais importantes prêmios da escrita mundial), e que foi listado por bibliotecários ingleses no ano de 2006 como o livro mais relevante a ser lido durante a vida. Já dá para perceber a responsabilidade que a obra carrega, não é? E óbvio que, sendo indicado pela própria Taylor Swift, o livro jamais poderia decepcionar.

O romance é narrado pela pequena Jean Louise (apelidada de Scout). Jean Louise/Scout perdeu a mãe logo cedo e vive com seu pai, Atticus, seu irmão, Jem, e a governanta da casa, Calpúrnia. O primeiro aspecto que se repara no livro é a época em que a história é situada: a década de 30, momento em que a Grande Depressão explodiu e a economia norte-americana sofreu bastante com a escassez. Outra característica bastante importante é o local onde a obra é narrada: a cidade fictícia de Maycomb, no Alabama. Assim como o Tennessee, o Mississipi, o Texas, a Geórgia e todos os demais sulistas, o Alabama é um dos estados mais conservadores dos Estados Unidos. Tempo e espaço são dois fatos importantíssimos que dão caldo para o desenrolar da história: de um lado temos a Grande Depressão que, como todo momento de crise, desperta o pior nas pessoas; de outro, temos um lugar onde o modo de vida é extremamente reacionário por si só.

Contudo, a história de vida de Jean Louise muda quando seu pai, Atticus, um advogado de prestígio, é escalado para a defesa um negro acusado de estuprar uma garota branca. O desenrolar do livro mostra não só as consequências para o réu, mas também para Atticus e toda sua família, incluindo a pequena Jean Louise. É uma obra extremamente rica por tratar de maneira totalmente diferente temas adversos e antônimos como compaixão e discriminação racial, preconceitos históricos e perda da inocência infantil, além de ser um prato cheio sobre como se fazer valer os direitos humanos. A narrativa da história é feita por uma criança de seis anos e mesmo assim, o livro é capaz de gerar um misto de revolta e piedade nos leitores. Dá pra entender por que esse livro significa tanto para a Taylor, né?

Tamanho sucesso da obra literária que, somente dois anos após seu lançamento, o livro ganhou uma adaptação para as telonas que foi dirigida por Robert Mulligan. Consagrado também pela crítica, o filme ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e Oscar de Melhor Ator para o intérprete do Atticus, Gregory Peck. Vale a pena conferir o longa também, ein?! “O Sol é Para Todos” foi o primeiro de dois livros de Harper Lee. Espantada com o sucesso e prezando uma vida tranquila, a autora resolveu viver exilada durante toda a vida após o sucesso da obra. “Vá, Coloque um Vigia“, continuação que retrata a vida de Jean Louise dez anos depois dos acontecimentos finais do primeiro livro, só foi lançada em julho de 2015. Lee morreu dormindo em fevereiro deste ano.

Por hoje, é isto! Esperamos que vocês leiam esta maravilhosa obra ou ao menos assistam ao filme, pois não se arrependerão. Bom feriado e aproveitem bastante o descanso. ;)

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