17 de fevereiro de 14 Autor: Erika Barros
The Telegraph: Cara a cara com Taylor Swift

redtourquatro

Uma das colunistas do jornal britânico The Telegraph, Hannah Betts, conheceu Taylor Swift em um de seus shows da Red Tour na 02 Arena em Londres e escreveu uma reportagem relatando o acontecido, confira traduzida na íntegra:

Leitores podem lembrar de mim por ter recentemente opinado na reluzente gênia que é a cantora, compositora e deusa em todos os sentidos Taylor Swift, depois de ter presenciado seu show lotado da Red Tour na O2 Arena. No dia seguinte, a senhorita Swift subiu ainda mais na minha escala de adoração por se tornar A Única Celebridade Desde Sempre A Expressar Gratidão. O Team Taylor modestamente adicionou que eu posso nunca mais querer ver o show, mas, se eu quisesse, ela ia adorar dizer obrigada.

Isso apresentou o problema político imediato de quem eu deveria levar pro show, já que a fanbase de Swift é tão grande. Eu fui imediatamente atacada por legiões de jovens de vinte e trinta e poucos anos, homens e mulheres da minha própria vivência, e pensionistas variados todos alegando que suas vidas não seriam completas sem o encontro com Taylor.

Apesar de chantagens emocionais copiosas e ofertas de primogênitos, eu me senti obrigada de convidar minha sobrinha Isabella. Na outra semana eu havia oferecido a Issy, de oito anos, uma situação hipotética onde nossa van que nos levaria para o show da Taylor Swift no O2 cairia na água e eu me afogaria, mas que ela conheceria sua ídola. Ela disse que preferia que eu ficasse viva, mas havia uma inconstância perceptível em seus olhos.

Issy e eu estávamos super relaxadas sobre o show, de um jeito que não respirávamos fazia dias e executávamos danças elaboradas. No dia tão esperado, eu cheguei na 02 em uma camiseta vermelha da Red Tour da Taylor. Entre nós, Issy e eu agora temos dois agasalhos da Taylor, seis camisetas, um cobertor e uma mochila. Eu queria uma daquelas de time de colégio -todas vermelhas e brancas e descoladas, com um “TS”. Talvez se eu for boazinha o suficiente eu receberei uma no meu aniversário de 43 anos.

Aí, o desastre se alastrou. Issy e sua mãe ficaram presas no trânsito, nosso encontro na bilheteria nunca esteve tão próximo. Finalmente, era agora ou nunca, devido ao pequeno fato da Taylor ter que se apresentar para 15.000 fãs gritantes em instantes, então eu entrei na “Red Tent” sozinha.

A primeira pessoa que conhecia foi a mãe de Swift, Andrea, que tem o mesmo olho felino e cabelo loiro. Ficou imediatamente claro de onde a cantora de 24 anos adquiriu seu charme. A senhora Swift disse que ela nem sempre vai para a turnê: “Nós estamos falando de uma adulta aqui. Quando ela tinha 21 anos, eu ia para mais ou menos metade da turnê. Mas essa vez ela me convidou.” O único conflito das duas tem sido a temperatura do ar-condicionado do ônibus.

Eu falei do trabalho estelar que Andrea tinha feito como mãe. “Ela odeia pessoas que não se importa com seus fãs, mas ela seria assim de qualquer jeito. Nós nunca tivemos que puni-la quando jovem, ela já era muito dura consigo mesma. Tão focada.” Mas ela não fica assustada pela filha, confrontada por multidões de 50.000 pessoas? “Essa é a menina que descreveu o Madison Square Garden como um ‘espaço íntimo’!”

E, assim, aparece nossa heroína: com olhos de gato, pele orvalhada, e cabelos da Rapunzel. Eu digo quem eu sou enquanto ela me envolve em um abraço. “Eu sei! MUITO obrigada. Nossa, você cheira muito bem.” O efeito me lembra a princesa de Audrey Hepburn em Roman Holiday, só que infinitamente mais calorosa, cumprimentando a todos com modos impecáveis.

Eu pergunto o que ela acha da capital. “Eu AMO Londres. Eu acabei de descobrir o bairro Liberty. Como eu não o conhecia antes?” O embaixador americano a convidou para comer cupcakes de veludo vermelho. “As crianças dele foram para os shows e ele disse que eu deveria ir visita-los e eu fiquei tipo: ‘Não diga isso, olha que eu vou.”

Durante o show, ela até usou uma camiseta com um ônibus de Londres brilhante. “Talvez você deveria fazer uma participação na edição do The Telegraph,” um dos aliados dela falou. “Sim!” Swift exclama, e eu só posso imaginar que edição artística, humana e genuinamente girl power seria essa.

É uma pressão ser um modelo a ser seguido em uma idade tão jovem? “Não, fico lisonjeada com isso. As pessoas falam um monte de coisas, boas e ruins. Minha regra é aceitar um elogio onde eu encontro-os.” Realmente, uma das suas músicas mais celebradas, Mean, é um hino animado inspirado em um blogueiro que a criticava demais. É uma criação que todas as crianças sofrendo bullying deviam ter para si mesmas como um grito de guerra.

E aí tem as músicas sobre amor. Aqui, eu quero ficar nos meus joelhos de mais de quarenta anos e chorar: “Não fica mais fácil, Tayloooooor.” Ela entenderia também. O New Yorker uma vez anunciou: “Taylor Swift Faz  A Pureza Virar Lucrativa.” Mas ela não é pura, ela só não é pornô -e nós nos esquecemos como é isso nas estrelas de hoje em dia. Swift faz as pessoas pensaram que Cyrus e as outras deviam estar na reabilitação não por problemas de dependência, mas pela suas “personalidades”.

Mais tarde, Issy e eu vibramos com Taylor me mencionando na introdução de um de seus hits, reassegurando que ela nunca fica nervosa de tão amáveis são os fãs dela. E eles são. Enquanto One Direction luta contra ameaças de morte, os fãs da Taylor são só abraços. Andrea faz tanto para que isso aconteça, passando pela plateia, abraçando Swifties, e convidando os mais entusiasmados para dançar na frente do palco, com o resto de nós.

Durante o número final, um anjo em forma de Andrea envia um funcionário a plateia com o intuito de nos chamar para que Issy possa ter seu momento. Apesar de acabar de sair do palco, Swift se apoia em seu joelho que ela acabou de machucar no show, agradece Issy por ter vindo novamente, e começa a falar sobre os trabalhos artísticos relacionados a Taylor que Issy fez, entregando uma palheta para minha sobrinha caso ela decida aprender a tocar violão, e pedindo mais um abraço. Eu tuíto a imagem e ela é enviada para o mundo por uma dos 39 milhões de fãs do Twitter de Swift.

Enquanto eu escrevo isso, eu me mantenho emocionalmente exausta. Issy, enquanto isso, já organizou grupinhos de adoração Swiftiana em parquinhos, apresentou uma pequena assembleia sobre o assunto e começou aulas de violão. Esse é o poder de Swift.

Fonte: The Telegraph





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