The Sun – Crítica do Lover: Taylor Swift abre sua alma com uma honestidade brutal em seu novo álbum
23/08/2019
The Sun – Crítica do Lover: Taylor Swift abre sua alma com uma honestidade brutal em seu novo álbum

As últimas palavras do novo álbum triunfante de Taylor Swift, Lover, são as mais significativas.

Após dois tumultuosos anos de controvérsias, mágoas e tratamento de silêncio – ela declara, em um ditafone de baixa qualidade, no final do hino Daylight: “Eu quero ser lembrada pelas coisas que amo”.

“Não pelas coisas que eu odeio, não pelas coisas que eu tenho medo, coisas que me assombram no meio da noite. Eu acredito que você é o que você ama.”

Sim, Tay-Tay está apaixonada. Com um homem britânico. Com a vida. Com seus amigos. Com quem ela era na adolescência. Até com seus inimigos e seus exs odiados. E como resultado, eu me apaixonei por ela novamente também.

Eu admito que não foram anos fáceis em meu caso de amor com a Taylor.

Reputation parecia algo vingativo. Aquela garota com uma inteligência e talento inocente parecia ter sumido, escondendo suas humilhações em códigos musicais.

Mas Lover deixa pouco para imaginação. As 18 faixas vão direto ao ponto e são bastante literais.

Para ilustrar a forma como ela está compartilhando seus pensamentos mais profundos, ela incluiu uma série de páginas de seus diários da vida real em quatro versões deluxe do álbum.

JOE É O ESCOLHIDO – CASARIA COM ELE EM ANÉIS DE PAPEL

Nenhum tema em Lover é mais proeminente do que seu relacionamento com o ator britânico Joe Alwyn, com quem ela não sutilmente insinua que quer ficar junto para sempre.

Lembrando também do wop eletrônico Paper Rings, colaboração com o brilhante Jack Antonoff.

Voltando ao seu primeiro encontro com Joe, ela admite que correu para casa e “tentei te stalkear na internet”.

Depois de jogar “gato e rato por um mês ou dois ou três”, eles ficaram sérios. E agora? “Eu gosto de coisas brilhantes, mas eu me casaria com você em anéis de papel.”

Ah, e ele também aparece em seus “sonhos sujos”. Você não vai ouvir uma Taylor mais explicit do que isso.

Não é tudo fácil, no entanto. Na balada Cornelia Street – a rua da casa de Nova York que ela alugou no início de seu romance com Joe – ela canta com medo de dar algo errado dizendo que seria “um coração quebrado que o tempo não poderia curar”.

MEUS INIMIGOS NÃO SIGNIFICAM NADA PARA MIM AGORA

Analisando a cativante música de abertura, I Forgot You Existed, Taylor finalmente cita seus inimigos famosos – de seus valentões no pátio da escola para Kim e Kanye – com, bem, “indiferença”.

“Pegou um pouco de pipoca assim que minha reputação começar a cair. Riu no pátio da escola assim que tropecei e caí no chão ”, ela canta sem qualquer sentimento de vingança.

Parece que ela se inspirou em uma publicação de um diário de março de 2013, quando prometeu: “Não me importo com o que as pessoas pensam de mim agora, porque não vou deixar que elas me decepcionem.”

Estou aliviado por ela estar finalmente seguindo seu próprio conselho.

EU REALMENTE AMO LONDRES

Nenhum amor é mais literal do que a paixão de Taylor Swift pela capital do Reino Unido.

Em London Boy ela revela o que eu suspeito há muito tempo – Taylor tem sido capaz de viver uma vida muito normal aqui. Sem câmeras ou atenção constante.

Idris Elba apresenta a música, com uma linha tirada de uma entrevista com James Corden, onde ele fala de dirigir por Londres em uma scooter.

Então ela passa a nomear nove – sim, de verdade – de seus subúrbios favoritos de Londres:

1: Eu gosto de andar em Camden Market à tarde

2: Me levou de volta para Highgate, conheci todos os seus melhores amigos

3: Histórias da uni e do West End

4: Eu gosto de noites em Brixton

5: Shoreditch à tarde

6: Por favor, me mostre Hackney

7: Na Bond Street

8: No Charneca

9: Andando em Soho à tarde

“EU LIDEI COM MUITO MACHISMO QUANDO O ASSUNTO SÃO AS MINHAS CONQUISTAS”

The Man é uma faixa feminista forte que Taylor trabalhou com a produtora neozelandesa Joel Little, que encontrou fama trabalhando com Lorde.

É o ponto alto da composição do álbum.

Enfrentando o desequilíbrio percebido na cobertura de seus relacionamentos românticos em comparação com uma superstar masculina como, digamos, Leonardo DiCaprio, ela canta: “Eles brindariam a mim, oh Deixe os jogadores jogarem. Eu seria como Leo em St Tropez.”

“Toda conquista que eu fiz me tornaria mais um chefe para você. Eu seria um líder destemido.”

“Eu seria um tipo alfa. Quando todo mundo acredita em você. Como é isso?”

E referenciando seu caso traumático no tribunal com um DJ americano, ela acrescenta poderosamente: “Eles não abanam a cabeça e questionam quanto eu mereço. O que eu estava vestindo. Se eu fui rude.”

“ALGUNS TÉRMINOS FORAM MINHA CULPA”

Então a bomba. A faixa que eu nunca esperei ouvir Taylor cantar.

Em Afterglow, ela parece admitir que alguns de SEUS comportamentos contribuíram para o colapso de relacionamentos anteriores.

Ela admite fazer essas coisas:

– Te culpei por algo que você não fez

– Vivi como uma ilha

– Te castiguei com o silêncio

– Fui com as sirenes, apenas chorando

A outra música, Death By A Thousand Cuts, é igualmente introspectiva.

Mas há uma parte afiada quando ela acusa um ex de “desistir de mim como se eu fosse uma droga ruim”. Talvez Calvin Harris ainda não tenha sido perdoado.

“A AMERICA PODERIA SE DESTRUIR POR CONTA DO TRUMP”

AGORA vamos para a única controvérsia real.

Taylor parece endereçar sua oposição ao incendiário estado atual da política dos EUA em uma música chamada Miss Americana e o Heartbreak Prince, onde ela se dirige ao seu patriotismo usando a analogia de um ensino médio.

Propositalmente vaga, ela diz: “Meu time está perdendo. Ferido e contundido. Eu vejo os altos e baixos entre os bandidos. Saia com a cabeça pendurada. Você é o único que parece se importar. Histórias americanas queimando antes de mim.”

Não é bem um hino político – mas é uma faixa poderosa com uma batida forte.

“MEDO DE PERDER MINHA MÃE. LOGO VOCÊ FICARÁ BEM”

Coração partido vem esculpido na música mais pessoal de Taylor, que alguns especularam que ela nunca terá força para cantar ao vivo.

Os Dixie Chicks fazem seu tão esperado retorno a uma mãe que vem lutando contra o câncer em Soon You’ll Get Better.

Ela canta: “E eu odeio fazer isso tudo se tornar sobre mim. Mas com quem devo falar? O que eu deveria fazer? Se não houver você.”

“Tem sido anos de esperança e eu continuo dizendo porque eu preciso – você vai ficar melhor.”

São 18 faixas, portanto, há alguns tipos de preenchimentos – The Archer, False God e It´s Nice To Have a Friend deveriam ser faixas bônus.

Mas isso é compensado com os hits Cruel Summer, I Think He Knows (os últimos 30 segundos são épicos) e o hino LGBTQ+ You Need To Calm Down, melhor do que qualquer outro da Reputation.

E, mais importante, a alegre Taylor com admiração em seus olhos, que nos contagia pela alegria de todos os dias desde que ressurgiu.

Matéria publicada pelo The Sun e traduzida pela equipe TSBR.

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