05 de outubro de 20 Autor: Maria Eloisa Barbosa
Taylor Swift, um eterno ícone

Eu tinha 7 anos quando “You Belong With Me” foi lançada, e ela ainda me deixa indescritivelmente feliz quando eu a ouço. É a música que eu ouço no carro com os vidros abaixados, deixando todos que estão na estrada compartilharem da minha alegria. É a música que eu danço de pijamas, me sentindo como se tivesse em um show. Toda vez que a ouço, eu tenho que parar o que estou fazendo para dar a devoção que essa música merece.

É assim que me sinto com cada uma das músicas da Taylor Swift. É assim que muitas pessoas se sentem com cada uma das músicas de Taylor Swift.

Barbara Walter uma vez disse que “Taylor Swift é a indústria da música”. Ela disse isso em 2014, depois de Taylor ter lançado o 1989, que bateu diversos recordes. Seis anos depois, Taylor Swift ainda é a indústria da música. Ela já lançou oito álbuns desde o começo da sua carreira, e todos são quebradores de recordes. Desde o seu primeiro álbum, que leva seu nome, até seu mais novo, que foi lançado de surpresa (folklore), ela nunca decepcionou o mundo.

É uma pena, entretanto, porque o mundo já a decepcionou mais de uma ocasião. Desde acusá-la de escrever apenas sobre ex namorados até a #TaylorSwiftIsOverParty, até perder seu direito sobre suas músicas, até julgamentos sobre seu corpo que a levaram para um distúrbio alimentar. O mundo a decepcionou porque o mundo quer odiar Taylor Swift.

O que a faz incrível, entetanto, o que a faz um verdadeiro ícone, é que ela ressucita apesar de todas esssas coisas. Ela perdoa, mas nunca esquece. Ela prova que o mundo estava errado. Quando o mundo disse que ela se aproveitava do talento de outros para escrever suas próprias músicas, ela lançou Speak Now todo escrito por ela (meu álbum favorito de todos os tempos). Quando o mundo disse que ela era “apenas” uma artista country, ela lançou o 1989, o qual a fez ser a primeira artista feminina a ganhar a categoria de Melhor Álbum do Ano no Grammy duas vezes. Quando o mundo se virou a ela, chamando a cantora de cobra, ela abraçou isso e lançou Reputation. Quando o mundo disse que ela apenas seria uma pop star, ela lançou o folklore, um album indie folk, que a levou a superar o recorde de Whitney Houston de maior tempo na primeira posição da lista Billbord 200. Taylor Swift está entre as artistas mais reverenciadas.

Ela se recusa a se deixar derrubar pelos haters ou pela mídia. Como ela mesma disse durante a turnê mundial do 1989 antes de sua apresentação de “Clean”, “você não é a opinião de alguém que não te conhece ou não se importa com você”. E ela não é. O número de haters da Taylor Swift é igual ao número de pessoas que se recusam a dar a ela uma chance. Eles veem uma talentosa, jovem artista feminina e se recusam a dar a ela o crédito que ela merece.

As pessoas que realmente a amam – seus fãs, os swifties – nunca apenas se sentaram e deixaram o mundo acabar com ela. E em retorno, ela ama eles. Taylor Swift convida seus fãs para sua casa e toca para eles músicas antes mesmo de lançar suas músicas. Ela mesma prepara cookies, envia presentes de natal, compartilha piadas internas no Tumblr. Quantos artistas fazem isso? Quantos artistas deixam seus fãs entrarem em sua casa, dentro de seu coração, do jeito que ela faz?

No centro do seu ser, Taylor Swift é uma artista. Suas músicas, suas composições, por falta de uma palavra melhor, são icônicas. Muitas pessoas pediram em casamento seus companheiros especiais enquanto “Love Story” estava tocando. Muitas pessoas em 2014 tinham em sua bio no Instagram a frase “darling I’m a nightmare dressed like a daydream”. Todo mundo sabe que quando você faz 22 anos, é o seu “aniversário Taylor Swift”. Muitas pessoas declararam que 2020 foi salvo quando folklore foi lançado.

Ela provou várias e várias vezes que ela não precisa de shows chamativos, videoclipes maravilhosos ou um vasto número de prêmios para ser bem sucedida. Ela precisa da sua voz, suas músicas e seus fãs. Taylor Swift apareceu (com distanciamento social) na premiação de música country (Academy of Country Music Awards) para apresentar sua música “betty”. Aquela premiação teve mais espectadores que o VMA de 2020, apesar do fato de que o country não é um gênero amplamente ouvido. Os outros artistas também tiveram sua contribuição com toda certeza, mas dificilmente é só uma coincidência que quando ela apareceu pela primeira vez em sete anos na ACM, foi quando a premiação teve milhões de pessoas assistindo. Ela se sentou no palco com seu violão, acompanhada por um harmonicista no fundo, e apenas cantou. Não havia plateia, nem pulseiras coloridas, nem grandes produções. Era apenas ela, feliz por retornar às raizes country. E mesmo assim, ela conseguiu capturar a atenção de todo mundo. Esse é o poder de Taylor Swift.

Matéria publicada pelo Michigan Daily e traduzida pela Equipe TSBR.





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