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2014 foi um ano de várias mudanças para Taylor. A principal, talvez, tenha começado em março, quando ela se mudou para Nova York. Ali, ela foi vista frequentemente com Karlie Kloss, uma das principais modelos do mundo, que logo se tornaria uma de suas melhores amigas. E pouco se sabe se Karlie, ou Lily Aldridge, tiveram alguma influência na repaginada no visual que Taylor passou desde que adotou Manhattan como seu código postal. Saíram os visuais mais retrôs, inspirados principalmente em marcas como ModCloth e Anthropologie, e entraram os cortes mais finos e atuais. Tal mudança não passou em branco. Nas constantes vezes que foi fotografada saindo de seu apartamento, ou pelas ruas de Nova York, o modelito de Taylor era muitas vezes o centro dos comentários. A People a elegeu como a celebridade mais bem vestida e agora o prestigiado The New York Times elegeu 2014 como o ano de Taylor Swift na moda.

O Ano de Taylor Swift

A trajetória de Taylor Swift se desenvolveu com a inevitável alegria e rigidez de uma música de Taylor Swift. Como eu e você, Taylor Swift já teve 15 anos, uma idade em que (como foi documentado em sua música “Fifteen”), ela era excluída e “ria de todas as garotas que se acham tão legais” prometendo que “nos saíremos daqui assim que pudermos”.

E como.

Swift, da qual a pessoa pública saiu de desajeitada para desiludida com o amor, é agora, aos 25 anos, a garota popular (embora seja uma das únicas que estejam dispostas a fazer piada com seus passos de dança). A sua ascensão tem sido regular durante uma década inteira, mas em 2014, ela se elevou a um novo nível.

Ela abandonou seu sotaque, fugiu dos laços da música country e trocou a sua casa de Nashville (na qual a cantora da América algumas vezes recebia suas visitas em uma gaiola de passarinhos de tamanho humano, um toque de decoração que pode ser analisado) por um apartamento no TriBeCa. Ela lançou um álbum que vendeu muito bem, brigou com o Spotify, se apresentou no Victoria”s Secret Fashion Show e trocou uma reputação nas revistas de fofoca como uma desesperada por homens para se tornar uma solteira-que-está-amando-isso e líder de torcida do poder feminino.

A jovem mulher que escreveu, não muito tempo atrás, sobre ser deixada para escanteio, esquecida por um potencial namorado em favor de uma notável líder de torcida, se tornou a garota mais popular atualmente, com um grupo de melhores amigas — que inclui Karlie Kloss, Lena Dunham e Lorde — ao seu lado.

O mais novo álbum de Swift, “1989”, o seu primeiro no cunho do pop, foi lançado em outubro e vendeu 1.287 milhões de cópias em sua primeira semana, maior do que as primeiras semanas de seus competidores, e maior do que a de qualquer álbum nesse período de tempo desde 2002.

Swift agora senta na mesa dos populares — acompanhada de um novo corte de cabelo e um senso de estilo sutivelmente mas distintivamente modernizado, uma versão mais aguçada do seu visual retro inspirado no country — do qual todos os acontecimentos estão disponíveis em seu Instagram. Ali, os 15.8 milhões de seguidores de Swift podem ver ela e Kloss tendo uma festa ao se maquiarem ao som de Motown enquanto se arrumavam para o MET Gala, ela e Hailee Steinfeld assando cookies.

Ao redor da meia noite de 27 de outubro o 1989 foi lançado acompanhado de elogios de seus amigos famosos que se ecoaram pelas redes sociais.

“OMG 1989 FOI LANÇADO QUE DIA MARAVILHOSO. Muito orgulhosa da minha irmã”, twittou Lorde.

“Está acontecendo gente — o álbum de @Taylorswift está disponível. Ela é uma amiga verdadeira/artista de verdade e a única pessoa que me faz querer triunfar naturalmente. Muito orgulhosa. Esse álbum vai te enlouquecer”, Dunham postou no Instagram, junto com uma foto dela e de Swift juntas na praia.

“Eu acho que ela fez da amizade algo legal”, disse Cindi Leive, a editora da Glamour, a primeira grande revista de moda que colocou Swift em sua capa, em 2009. (Swift já retornou para lá mais três vezes, inclusive na edião de 75 anos da Glamour nesta primavera. Aquela edição se tornou a mais vendida da revista neste ano, de acordo com os dados da Alliance for Audited Media). “Isso é meio que a maneira com que as mulheres vivem agora”, disse Leive. “Todo mundo está se casando mais tarde, mas elas não necessariamente moram perto de suas familias. O seu grupo de mulheres, o seu pelotão, é muito mais importante do que era há 5 ou 10 anos. Eu acho que ela tem se aproveitado disso de uma maneira realmente poderosa”.

Swift não foi, de jeito nenhum, menos famosa ou menos amada antes — ganhando vários Grammys e prêmios da Country Music Association e ficando no topo das paradas — mas o mundo está se juntando à sua festa agora. Rolling Stone cravou “A Reinvenção de Taylor Swift”. A revista Time fez um tributo ao “Poder de Taylor Swift”. Para a BloomberBusinessWeek ela não é nada menos do que a própria indústria da música.

A moda, apesar da habitual pressa em se juntar à uma estrela do pop, pode ser que esteja chegando atrasada para a festa de Swift. Beyoncé, Rihanna, Katy Perry e Lady Gaga foram todas cortejadas por grandes marcas, sentaram na primeira fileira e vestiram criações exclusivas em suas turnês. O Conselho dos Designers de Moda da América coroaram Rihanna e Lady Gaga como ícones fashion. A Puma anunciou terça-feira que a Rihanna também seria a diretora criativa de sua linha feminina.

Como contraste, Swift geralmente manteve o seu próprio conselho (e os conselhos de seu stylist de longa data, Joseph Cassell).

O seu patrocínio tem sido uma benção para marcas pequenas.

“Ela é atraente para um maior número de pessoas agora”, disse Jornada Warmflash, a designer da Novis, uma marca nova de Nova York, da qual o casaco xadrez Kandisnsky começou a gerar notícias e vender no site imediatamente quando Swift o usou. “Eu não acho que a população adolescente esteja comprando casacos de 2.000 dólares”.

Nos tapetes vermelhos, Swift já recorreu mais de uma vez para J.Mendel, da qual a imagem luxuosa está, de certa forma, em disparidade com a sua antiga imagem country. Gilles Mendel, o seu diretor criativo, vestiu Swift e a levou como seu par para o MET Gala em 2011 e 2013. (No Gala deste ano, Swift compareceu com Oscar de la Renta, que fez um vestido sob medida para ela).

Warmflash e Mendel dizem que o estilo dela se desenvolveu nos últimos anos. Swift e Cassell de esforçaram para fazer com que ele fosse “um pouco mais atual do que era antes”, disse Warmflash. (“Não tenho certeza se devo dizer isso”, Warmflash completou, “mas eu não tinha percebido o quão importante ela era”).

“O seu direcionamento tem sido muito, muito inspirador de diversas maneiras”, disse Mendel na semana passada, na apresentação da sua coleção de outono, na qual a modelo das fotos possuía uma forte semelhança com Swift. “No entanto, vivemos em mundos diferentes e as pessoas de fora dizem ‘Taylor Swift?'”

O resto do mundo da moda deveria começar a correr atrás?

“Absolutamente”, Mendel disse.

Pode ser que o ponteiro já esteja correndo.

Em dezembro, no almoço do Billboard Women in Music Awards, no qual ela foi premiada como a Mulher do Ano da revista, uma repórter da Vogue foi vista seguindo Swift, na aparente preparação para um perfil. (Quando Swift fez a sua única aparição na capa da Vogue em 2012, a revista prometeu um “Novo visual bacana”, sugerindo um pouco de uma necessária reabilitação em seu estilo).

E Michael Kors, que vestiu Swift no American Music Awards em novembro com um vestido que honrou o seu estilo preferido — de mostrar o seu torso mas não a sua cintura — recentemente a citou como uma de suas musas na sua coleção de outono. Nela está incluído um biquini de bolinhas bem ao estilo de Swift, revelando o mesmo pedaço elegante da parte inferior das costelas.

“Penso que em geral, é provavelmente um pouco mais dificil para uma estrela do pop Americano que originalmente vem do country de ser levada à sério no mundo da moda”, disse Leive. “Mas nessa altura do campeonato, ela não tem mais nada a provar”.

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