01 de dezembro de 12 Autor: Erika Barros
Taylor Swift desmembra “Red”

Em entrevista ao MusicConnect, Taylor falou sobre seu novo álbum Red, seus álbuns antigos, a turnê que planeja e mais. Confira abaixo:

Ela fez isso de novo – e não há oops sobre isso. Com Red, seu quarto álbum, Taylor Swift marcou sua terceira estreia consecutiva no No. 1 da Billboard 200, vendendo mais de 1,2 milhões de cópias – o melhor desde The Eminem Show, em 2002 – e definindo uma variedade de recordes: a única mulher artista a vender mais de um milhão de álbuns na primeira semana com dois lançamentos consecutivos, a primeira semana de vendas mais alta do iTunes (565.545 cópias); a maior venda em uma semana por um artista country, e melhor venda em uma única semana na Target.
Swift também acumulou vendas pela liberação de quatro faixas, uma por semana, via iTunes antes do lançamento de Red, com cada atingindo o número 1 rapidamente. Isso se adiciona à um cálculo que inclui mais de 22 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo e mais de 51 milhões de downloads digitais nos EUA, mas Swift, de 22 anos, ressalta que há algum enriquecimento artístico acontecendo aqui também. Ao contrário de Speak Now, de 2010, para o qual Swift escreveu tudo sozinha, o distintamente álbum focado no pop, Red, descobre sua colaboração com fazedores de hit como Jeff Bhasker, Walker Butch, Max Martin, Shellback e Dan Wilson, bem como anterior parceiro Dann Huff. Ela também faz um dueto com Ed Sheeran em “Everything Has Changed” e Gary Lightbody do Snow Patrol em “The Last Time”.
Red é um álbum cujas ambições são tão grandes quanto suas vendas, e Swift – que novamente encheu o set com canções baseadas em sua vida pessoal – está contando com os fãs para saber o material de trás pra frente quando retornar à estrada em 13 de Março para a primeira parte Norte-Americana da planejada turnê mundial.
Music Connection:Seu álbum teve uma grande estreia. Uma ótima contagem no iTunes com as canções. Não é estranho para você chegar tão intensamente, é claro. Você se acostuma com isso, ou você tem que lutar pra não se acostumar com isso?
Taylor Swift: Eu nunca me acostumo com isso. Eu não sinto naturalmente como se fosse destinada a vencer. Eu não sinto naturalmente que se eu lançar uma música ela será número um em hora. É tipo, eu me acostumei tanto a lutar para fazer as músicas subirem nos charts e ter que esperar e ter esperança de que as pessoas fossem ouví-la, que é meio que onde minha mente ficou. Então quando temos algo desse tipo neste álbum, onde todas as músicas que colocamos na contagem do iTunes atingiram o número um, é absolutamente incrível pra mim que os fãs são tão reativos e que eles são rápidos e que há mitos deles que são tão informados. É uma coisa com a qual nunca me acostumarei. Não consigo nem pensar em me acostumar.
MC: A contagem regressiva no iTunes para músicas novas foi um jeito interessante de fazer as coisas rolarem. Como foi assistir isso acontecer?
Swift: É muito empolgante revelar, faixa por faixa, canções que são tão diferentes umas das outras e meio que mantém as pessoas pensando no que possivelmente virá em seguida.
MC: Red é seu quarto álbum. Você passou por uma grande estreia, o seguinte para mostrar que não tinha sido um lance de sorte, e depois o terceiro. O que significa um quarto álbum?
Swift: Na verdade, o modo como eu os categorizo é tipo, o primeiro saiu e algumas pessoas notaram e fomos muito sortudos e vendeu milhões de cópias, mas eu não tinha tido nada que tivesse atravessado. Então o segundo álbum, foi como um estouro, e depois o terceiro era para provar que não foi uma coisa passageira.
MC: O que faz desse…?
Swift: Esse é para aventura. Eu acho que tento me afastar de qualquer zona de conforto que desenvolvi no meu último disco, e para meu último disco,  Speak Now, minha zona de conforto se tornou compor sozinha. Se tornou o meu apoio, o que eu sempre fazia, e meio que para onde eu naturalmente gravitava. Dessa vez, eu queria me desafiar como compositora. Queria me desafiar como artista. Então convidei algumas pessoas que eu admirava no mundo de compositores e produtores, e queria ver se eles iriam trabalhar comigo e colaborar. Foi uma experiência educacional, maravilhosa e aventurosa, estar no estúdio com pessoas que sempre admirei e que fazem músicas diferentemente do jeito que eu faço, então você tem uma mistura de dois mundos.
MC: Você tem uma lista? Qual foi o critério para o tipo de pessoa com quem você queria trabalhar?
Swift: Bem, eu ia ter uma ideia e pensar, “Como quero que a produção disso soe?” e um nome ia simplesmente surgir na minha cabeça. Eu ia ter uma ideia parcial para uma música e pensar em Dan Wilson. Ou, “Jeff Bhasker ia arrasar na bateria dissos.” Ou, “Max Martin iria detonar isso.” E eu traria essas ideias para eles, e foi meio que como funcionou. Tenho uma pequena lista de pessoas que venho admirando há anos, não apenas por ser uma fã do que eles fazem, mas ser fã de sua habilidade de se adaptar e mudar. Jack Bhasker produz diversão, mas ele também fez um trabalho incrível para Alicia Keys, e tudo soa diferente ––do mesmo jeito que Max realmente se reinventa o tempo todo.
MC: Vamos ouvir sobre a aventura sueca com Max e Shellback, já que ouvimos “We Are Never Ever Getting Back Together” pronta. Como foi trabalhar com esses caras?
Swift: Trabalhar com Max e Shellback foi uma experiência emocionante como compositora, porque eles são tão focados no momento e eles são tão presentes e eles estão tão animados, e isso é exatamente como eu sou. Então você coloca todos nós em uma sala e é como uma luz verde imediata. Nós simplesmente começamos a escrever e não paramos, escrevíamos várias canções por dia. Gosto de trabalhar rapidamente, e amo trabalhar com pessoas que amam fazer música. Quando há esse nível de excitação na sala, eu fico muito animada para acordar ir ao estúdio com eles no dia seguinte. É tipo, “O que vamos fazer amanhã?”
MC: Quando você terminou “We Are Never Ever Getting Back Together” com eles?
Swift: Nós escrevemos algumas músicas antes disso, e essa era a música que nós realmente meio que nos demos conta, “Estamos no caminho de algo aqui.” E a partir desse ponto, escrevemos duas outras canções que acabaram no disco.
MC: Conte-me sobre uma delas, “I Knew You Were Trouble.”
Swift:  A música é sobre uma experiência em que eu sabia que esse cara ia ser uma má notícia na primeira vez que o vi, e eu tinha todas estas bandeiras vermelhas aparecendo na minha cabeça e ignorei todos elas, e acreditei nele e mesmo assim, me apaixonei e acabei de coração partido, como eu sabia que eu ia ser. Mas, em vez de pensar: “Que vergonha, você quebrou meu coração,” Eu acabei me sentindo como “vergonha de mim, eu deixei você quebrar meu coração. Eu sabia que você ia fazer isso!” Sabe? É uma espécie de sensação interessante quando você percebe que você já aprendeu esta lição e você simplesmente ignorou todo o senso comum que você acumulou até esse ponto.
MC: Você nunca foi tímida ao cuidar dos caras te fizeram mal em canções, ou já?
Swift: Escrever sobre a minha vida… me ajuda a entender como me sinto sobre as coisas às vezes. As emoções podem estar tão confusas e espalhadas, e você pode sentir muitas emoções diferentes sobre uma coisa. Então, quando eu escrevo uma música sobre a forma como me sinto sobre essa coisa, torna-se simples e posso realmente processá-la e sentir que qualquer dor que a situação pode ter trazido para minha vida valeu à pena e se justificou porque era para ser uma música.
MC: Então o que você vai fazer quando encontrar “o cara”, aquele que dura um longo tempo? O que vai acontecer com a composição?
Swift:(risos) Eu não sei. Quer dizer, eu acho que não existe uma emoção simples, nem mesmo uma duradoura. Nem mesmo amor incondicional. Há tons para cada emoção. Eu aprendi isso. Eu acho que uma coisa que eu tendo a fazer é voltar a um sentimento – algo que eu costumava sentir ou algo que eu sentia por alguém que eu não conheço mais e o tipo de tristeza disso – e revisitá-la. Ao mesmo tempo, eu me inspiro nos relacionamentos dos meus amigos. Eu me inspiro assistindo filmes e pensando: “Que tipo de trilha sonora que este momento tem?” Então, eu não sei bem o que vai acontecer se eu acabar verdadeiramente atingindo um estado de felicidade geral, quando se trata de amor, mas espero que eu possa me inspirar em todos os tipos de lugares.
MC: Você, claro, escreve de forma pessoal. Você se encontra escrevendo pessoalmente de uma maneira diferente, em algum momento? O que você acha da evolução e do crescimento criativo de minar essas emoções e transformá-las em canções?
Swift: Para mim o que vem um pouco mais fácil agora é a primeira coisa que você tem quando tem uma ideia para uma música, o primeiro pequeno fragmento. É como uma peça de quebra-cabeça, certo? E você tem que escolher, então, onde ela vai estar no grande esquema da canção: “Ok, essa ideia que acabo de ter, é um pré-refrão? É um pós-gancho? É um primeiro verso?” E eu acho que o que o ofício da composição ensina você a fazer é levar esse surto de inspiração e descobrir onde essa peça vai entrar e como construir a partir disso e criar o resto do quebra-cabeças de modo que seja tão interessante quanto a ideia inicial.
MC: Como você acabou com Ed Sheeran em “Everything Has Changed”?
Swift: Ed e eu nos tornamos amigos rapidamente assim que escrevemos juntos. Nós temos processos muito semelhantes, ambos gostamos de pegar um violão de improviso, e o que quer que surja, um pouco disso acaba na canção e você volta e re-avalia cada frase e a edita. Eu realmente amo trabalhar com alguém que escreve de uma maneira similar. E ele também é realmente muito legal se sair com. Minhas amigas e eu o amamos, e ele é alguém que eu estou muito honrada de ter no disco. A canção é um dueto, por isso ouvir a voz dele no meu álbum é muito especial.
MC: Ele é um pouco excêntrico, embora, não?
Swift: Bem… não somos todos? Com ele, é um pouco como uma criança. Há uma energia infantil no Ed, porque ele tem uma imaginação incrível, e isso é ótimo para se ter perto.
MC: Qual você considera ser o tom geral do álbum? Parece levá-la mais em sentido pop mainstream do que você tenha ido antes.
Swift: O álbum tem 16 músicas, e dizer que ele é eclético seria muito correto, porque faixa a faixa, não há nada que soe como qualquer outra coisa no disco. Foi definitivamente uma oportunidade para eu ultrapassar os limites e pintar com cores diferentes. Eu tento operar em uma base emocional, o que para mim significou pegar a emoção geral que eu estava sentindo, escrevendo letras que eu senti que a representavam e escolhendo a produção que eu senti que formou ainda melhor a imagem.
Então, se você está lidando com uma emoção muito caótica, como “I Knew You Were Trouble,” eu queria que fosse um som caótico, intenso, emocional. Eu queria que correspondesse à letra.
MC: Há algo que pareceu completamente não-convencional para você no Red?
Swift: Eu acho que existem muitas influências. Sou uma grande fã de música, e é por isso que você me vê fazendo colaborações com B.o.B. e aí no mês seguinte, com the Civil Wars e T-Bone Burnett para a trilha de The Hunger Games. Amo poder ser uma parte desse mundo musical onde é possível aprender de pessoas como essas ou, digamos, Max Martin ou Dann Huff. Eu sinto que, aos 22 anos, ainda sou uma estudante de música no caminho de onde irei acabar algum dia. Mas pelo caminho é muito divertido correr riscos, porque você olha para algumas carreiras e você vê pessoas que fazem o mesmo disco duas vezes, e eu nunca quero fazer isso.
MC: Você tem uma turnê para 2013. Como está se aproximando disso?
Swift. Estou muito animada para ver de quais músicas os fãs gostam mais, porque esse é o primeiro passo. Nós sempre vemos que as canções são realmente apaixonadas e nas quais fãs estão pirando mais, e essas são as que estão definitivamente na set list. E, claro, você sabe que a turnê vai ser uma grande representação deste disco. Mas sabe que vai ser realmente surpreendente ver quais saltam pra frente.
MC: Você está misturando arenas e estádios novamente. Você tem uma preferência?
Swift: Bem, eu gosto que seja grande –– tanto quanto possível. Eu só quero ser capaz, nessa economia, de fazer um show que será entretedor o suficiente para valer os fãs saírem de casa, passarem a noite comigo, estacionar o carro, esperar na fila, talvez comprar uma camiseta. Quero que eles fiquem felizes por terem decidido passar o tempo comigo – acho que é meu maior objetivo. E o elemento de surpresa é ainda muito importante em um concerto, e mostrar cenas e imagens e visuais que são mágicos. Eu realmente gosto de levar as pessoas a um mundo diferente e mudar as coisas constantemente, nunca mostrando muito do mesmo várias vezes.

Fonte: MusicConnection.com
Tradução e Adaptação: Ana Luiza – Equipe TSBR





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