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Desde que seus álbuns foram removidos do Spotify, o serviço de streaming vem fazendo campanhas para atrair a atenção de Taylor Swift, enquanto a cantora vinha permanecendo sem resposta, até então.

Em entrevista exclusiva ao Yahoo Music, Taylor se pronunciou a respeito da polêmica que movimentou a internet essa semana. Além de falar sobre como foi estabelecer recordes com o “1989”, seu novo single “Blank Space” e mais. Leia na íntegra:

Olhando para as vendas do 1989, percebe-se que os relatórios da morte da indústria musical têm sido muito exagerados. A SoundScan informou terça-feira que o quinto álbum de Taylor Swift vendeu 1.287 milhão de cópias em sua primeira semana, o maior lançamento de qualquer álbum desde The Eminem Show, que vendeu um pouco mais que isso há 12 anos atrás. Agora ela ficará na história como a primeira artista a ter três lançamentos que venderam mais de um milhão na primeira semana. Isso teria sido impressionante, mesmo em 1999, para os Backstreet Boys. Mas, em 2014? É como se tivéssemos acabado de ver um fantasma – o fantasma de uma música feliz e saudável que aparentemente só pode ser invocado por Swift.

Taylor Swift estava muito ocupada promovendo o 1989 no Japão esta semana pra brindar imediatamente as vendas ou os aplausos da crítica. Mas nós conversamos com ela em uma ligação de telefone transatlântica pra sua primeira entrevista desde que alcançou estes números bastante impressionantes. Os tópicos de discussão incluem suas idéias de marketing incomuns… do futuro que-será-realmente-controverso segundo single do álbum … e um novo medicamento que você pode ter ouvido falar chamado ‘Swiftamine’.

Há também o fato de ela ter tirado todo seu catálogo do Spotify, depois de anteriormente ter retido apenas seus novos lançamentos de serviços de streaming gratuitos. Alguns sites de negócios têm afirmado que sua gravadora tem em segredo algum esquema maquiavélico em mente, mas como Swift deixa claro aqui, ela está no controle de seus próprios negócios, bem como de seu coração.

Este álbum teve as maiores vendas na primeira semana desde 2002. Depois, há também o fato de que você ser a primeira artista a vender mais de 1 milhão de cópias na semana de lançamento três vezes seguidas. E depois há também apenas a ideia de este ser um recorde único, só pra você. Será que alguma dessas visões do sucesso inicial deste álbum significam mais pra você do que os outros?

“Bem, meu maior sonho nisso tudo, que já me disseram várias vezes ser irrealista… Me disseram muitas vezes pra manter minhas expectativas em cheque, então eu fiz. Mas o sonho final foi: ‘Podemos atingir uma marca? Podemos obter um milhão? Podemos fazer isso pela terceira vez?’. Porque estávamos todos muito bem cientes de que, se vender um milhão de discos neste momento, seria a única vez na história que alguém teria feito isso e três vezes. Essa foi a coisa mais louca, quando chegamos ao primeiro sinal de que poderia acabar realmente acontecendo, então minha segunda maior esperança começou a ser: ‘Ei, não seria louco se superasse o que fizemos com o Red?’. E então os fãs acabaram por fazer isso acontecer, por isso tem sido apenas como uma espécie de sonho. E eu me sinto tão sortuda que as pessoas parecem ter entendido o que fiz com esse álbum e adorei a nova direção que isso tomou.”

Você colocou algo no Instagram em que disse que alguns experts tinham projetado que você venderia apenas 650,000 na primeira semana. Quando você ouviu, você pensou ‘Qual é pessoal? Essa sou eu – vocês sabem que eu posso fazer melhor que isso’? Ou alguma vez você percebeu um pouco que as expectativas pra 2014 haviam diminuído?

“Bem, eu entendo que houve uma grande mudança neste cenário econômico, e a percepção da música mudou muito nos últimos dois anos. E assim, quando eu vi que aquele número era menor do que o que fizemos antes como uma previsão, eu realmente não sabia mais o que esperar. Porque eu esperava que tivesse criado algo que as pessoas gostariam de comprar, mas não sei o que está acontecendo na mente das pessoas … Eu só estava esperando e rezando pra que as pessoas ainda percebessem o valor que tem a criação musical de alguém.”

Isso nos leva à questão do streaming. Nós entramos no jogo de nos perguntar se você teria vendido centenas de milhares de cópias a menos na semana passada se o álbum estivesse disponível para as pessoas gratuitamente através desses serviços. Para um monte de gente, você é uma heroina pra reforçar que a música ainda tem um valor. E então, há algumas pessoas que pensam que você está parada no caminho do progresso ao não colocar seus álbuns para streaming. Quais são seus pensamentos sobre tudo isso?

“Se eu tivesse transmitido o novo álbum por streaming, seria impossível tentar especular o que teria acontecido. Mas tudo o que posso dizer é que a música está mudando tão rapidamente, e o cenário da indústria da música em si está mudando tão rápido, que tudo de novo, como Spotify, tudo me parece um pouco como um grande experimento. E eu não estou disposta a contribuir o trabalho da minha vida a uma experiência qual eu não sinto que compensa suficiente os compositores, produtores, artistas e criadores desta música. E eu só não concordo com perpetuar a percepção de que a música não tem valor e deve ser livre. Eu escrevi um artigo no Wall Street Journal neste verão que basicamente retrata meus pontos de vista sobre este assunto. Eu tento ter realmente uma mente aberta sobre as coisas, porque acho que é importante ser uma parte do progresso. Mas também acho que ainda é um debate válido parar pra pensar se esse é um progresso real, ou se isso está apenas tirando a palavra “música” fora da indústria da música. Além disso, um monte de pessoas sugeriram que eu tentei fazer isso pondo “Shake It Off” no Spotify, e eu estava mesmo de mente aberta sobre isso. Pensei: “Vou tentar isso, e vou ver como se sai’. Não me senti bem com isso. Eu senti como se estivesse dizendo para os meus fãs: ‘Se você criar uma música um dia, se você criar uma pintura algum dia, alguém pode simplesmente entrar em um museu, tirá-la da parede e levar embora, porque é deles agora e eles não têm que pagar por isso’. Eu não gostava da percepção que aquilo dava. E então eu decidi mudar a forma com que eu estava fazendo as coisas.”

Falei brevemente com seu pai nas Secret Sessions, e lembro dele dizendo algo no sentido de: ‘Se ela está escrevendo artigos de opinião para o Wall Street Journal afirmando que os álbuns ainda são comercialmente viáveis, ela realmente tem algo a provar’. Mas o que é isso do álbum, por si só, pra você? Há ‘artistas de álbum’ – que nós normalmente associamos com artistas de rock – e então ‘artistas de singles’, e você é uma pessoa rara que é os dois ao mesmo tempo. Mas é claro que você crê no álbum. Por que se preocupar com a venda de um milhão de cópias de um álbum quando você poderia apenas estar batendo recordes de venda de 5 milhões de cópias com este ou aquele single?

“Eu acho que é apenas uma decisão pessoal de artista pra artista. Mas eu realmente prefiro escrever um romance do que um monte de histórias curtas. Eu prefiro ser conhecida por uma coleção de canções que vão juntas e vivem juntas e estão juntos. Estas são essencialmente parcelas da minha vida, dois anos em um momento, e eu trabalho muito duro para ter certeza de que essas parcelas são boas o suficiente pra serem aplicadas também a vida de outras pessoas em períodos de tempo de dois anos. Álbuns definiram minha infância, e já definiram minha vida. Eu só espero que eles continuem a definir as vidas das pessoas das novas gerações.Estou tão orgulhosa dos meus fãs por irem lá, mais de um milhão, e provarem que os álbuns ainda são importantes pra eles e que a arte ainda é viável para eles.”

Eu senti que você estava meio que experimentando suas próprias ideias de marketing, em termos de fazer algumas coisas que nunca haviam sido testadas antes. Você teve as Secret Sessions, onde, paradoxalmente, parecia que você estava começando a coisa do boca-a-boca, mesmo que você tivesse pedindo segredo às pessoas. E em seguida, se nomear uma investigadora nas redes sociais e levar isso ao extremo ao re-postar coisas dos seus fãs on-line… Houve algum momento em que você pensou: “Ei, essa é uma maneira estranha de promover um álbum, mas vamos apenas continuar”? 

“Essas eram ideias que me atingiam no meio do dia ou no meio da noite, ou no meio de ouvir uma música nova que eu tinha gravado para o 1989. Eu acabava de ter a ideia e pensava: ‘Que tal se fizéssemos pra isso uma sociedade secreta na sala de estar? Podemos fazer isso? Sim, é claro que podemos fazer isso’. Não tínhamos ideia do que estava para acontecer. E essa a coisa de eu postar fotos dos meus fãs no Twitter, foi uma ideia que eu tive cinco minutos antes que fizesse isso pela primeira vez. No Tumblr, eles vem fazendo piada por meses sobre o fato de eu sempre estar à espreita na Internet, fuçando em seus blogs. Em sua maior parte, a maioria dessas idéias não foram pensadas em alguma reunião de marketing em uma sala conferência.

As pessoas sempre falam sobre casamentos e relacionamentos, dizem que ter uma relação dá trabalho, e você tem que continuar surpreendendo o outro. E eu acho que o mais profundo relacionamento que eu já tive foi com os meus fãs. Essa relação dá trabalho, e você tem que continuar a pensar em novas maneiras de encantar e surpreender eles. Você não pode simplesmente assumir que, porque eles gostavam de um dos seus álbuns, eles vão gostar do novo, assim você pode fazer exatamente o mesmo que você fez no último. Você não pode simplesmente assumir que, porque eles foram gentis o suficiente para torná-lo uma parte de sua vida no ano passado, eles vão querer fazer a mesma coisa este ano. Eu acho que o núcleo da relação precisa ser alimentada. Por isso houveram um monte de coisas que totalmente novas pra a minha carreira, pra minha vida, e o que eu acho que se poderia chamar como campanha deste álbum – coisas que nunca tinha experimentadas antes, mas me senti bem porque parecia nutrir essa relação.”

Deve ser difícil escolher os singles de um álbum em que todas poderiam ser single. No entanto, parece haver um grau extra de apoio dos fãs em fazer “Style” um eventual single.

“Sim, eu ouvi isso também. Estou ouvindo todas essas coisas que você está ouvindo.”

E o segundo single oficial? Ouvi dizer que é “Blank Space”.

“Sim, Blank Space. Os fãs tendem a decidir os singles de forma relativamente rápida pra nós. Nós nem sequer precisamos fazer muitas pesquisas, porque eles falam muito sobre suas favoritas. Na minha mente, eu tenho uma imagem muito clara sobre o primeiro, segundo e terceiro single. Estou em dúvida sobre quarto, mas acho que ele vai se destacar como todos os outros fizeram. É realmente emocionante ver as pessoas terem tantas favoritas e serem muito, muito claros sobre quais eles acham que deveriam ser singles.”

“Blank Space” é uma escolha particularmente provocante para single, porque você já estava se perguntando se as pessoas iriam entender aquela música quando era apenas uma faixa do álbum. É um tipo muito diferente de música pra você lançar. Você não se preocupa se algumas pessoas vão pensar: “Espere? Será que é realmente ela?”

“É interessante quando você lança uma música que tem um tom um pouco cômico. Pessoas com diferentes tipos de humor irão entende-la de formas diferentes. Você vai ter pessoas que entendem completamente a piada e dizem: ‘Oh, olha, ela tomou completamente conta da história, e está cantando a partir da perspectiva da pessoa que a mídia pinta que ela seja’. E, em seguida, outras pessoas vão estar ouvindo no rádio e pensando: ‘Eu sabia! Eu sabia que ela era louca!’. Vão ter todos os tipos de reações, mas eu não esperei que “Blank Space” fosse a favorita. E é a favorita absoluta. É No.1 no iTunes agora, o que é absolutamente insano, e “Shake It Off” é No.2.

É tão legal ver pessoas assim, porque ele era uma espécie de risco pra mim mesma levar pro estúdio e tocar essa ideia pro Max Martin e Shellback e dizer: ‘Ei, eu quero escrever esta canção completamente satírica sobre a ficcionalização da minha vida pessoal, em uma forma de fazer piada disso’. O fato de que isso acabou sendo uma espécie de destaque do álbum é realmente emocionante para mim. Porque eu acho que vai ser realmente interessante quando as pessoas verem as coisas que temos na manga, como o vídeo e outras coisas que eu estou realmente animada pras pessoas descobrirem. É provavelmente o vídeo mais louco que eu já fiz.”

Você provavelmente ainda não ouviu falar sobre os CMA Awards, mas Brad Paisley e Carrie Underwood falaram sobre você em seu monólogo de abertura. Eles descreveram você deixar o country como um transtorno pós-parto de uma Taylor Swift Disorder. Supostamente os democratas perderam as eleições porque Obama não resolveu esta questão. E Brad e Carrie adaptaram “Quem vai encher os sapatos deles” como “quem vai encher os sapatos dela”.

“Meu Deus. Mal posso esperar para ver isso.”

Mas você, como sabemos, viu o  Saturday Night Live neste fim de semana passado sobre as ansiedades que só pode ser curada com Swiftamine.

“Meu Deus. Swiftamine foi incrível. Minha mãe e meu pai e eu estávamos todos juntos assistindo, e nós estávamos morrendo de rir. Minha parte favorita foi ‘Oooh, Taylor Swift, ela está sempre usando, assim como uma roupa de banho dos anos 50’.”

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