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Perto do Golden Globe, que acontecem neste final de semana, a Variety aproveitou a oportunidade para conversar com Taylor Swift sobre as suas recentes empreitadas em Hollywood – músicas na trilha sonora dos filmes “Jogos Vorazes” e “One Chance” e seu papel no filme “O Doador” – e sobre o processo para a composição do próximo álbum. Confira a matéria traduzida:

Taylor Swift tem uma chance de “ouro”

Com um novo álbum no horizonte, a estrela do country-pop faz um desvio em Hollywood

Em um sentido óbvio e comercial, faz perfeito sentido que Taylor Swift grave músicas para os créditos de filmes voltados para adolescentes. Em 2012 ela se juntou a T Bone Burnett e ao The Civil Wars para a música simbolo de “Jogos Vorazes”, “Safe and Sound”. Ela ajudou a levar a trilha sonora a décima posição na lista da Billboard, roubando uma indicação ao Golden Globe e um Grammy no processo.

No final do ano passado, em uma parceria com o guitarrista da banda fun. Jack Antonoff ela compôs e gravou “Sweeter Than Fiction” para o filme da Weinstein Co. “One Chance”, pelo qual ela estará mais uma vez disputando o prêmio de melhor música original nos Golden Globes.

Ainda, em um sentido menos óbvio e artístico, isso não faz o menor sentido. Escrever para personagens e encaixar seu estilo com o do tenor em um filme já existente, não é consistente com o modus operandi de Swift, que favorece um processo de composição que explora o lado pessoal e costuma atrair adjetivos como confessional, íntimo, purificador…

“‘Diarístico’ também”, Swift interrompe. “Esse é um popular”.

Por mais que ela seja diarística, Swift não compõe exatamente a partir de uma diário.

O mais perto que ela chega é de uma variedade de notas em seu celular, cheias de “frases que eu pensei que seria melhor se você desse uma mudada de alguma maneira, frases que rimam muito bem com essa outra frase que você poderia dar uma mudada para fazer um tipo de rima deslocada… Estou sempre criando notas.” Então casando essas observações dispersas com uma perspectiva mais distanciada é dificilmente incompatível com seu método.

“É quase um alivio poder virar o microscópio e não ter que ser tão introspectiva e se inspirar em sua própria vida”, ela diz. “Quando vejo uma estória se desenrolar e vejo os diferentes temas, um deles sempre vai se destacar para mim. Como, com “Jogos Vorazes”, tinham tantos temas diferentes para se inspirar, e o que nós escolhemos foi ’empatia'”.

Para “One Chance”, inspirado na estória de Paul Potts, um gerente de armazém e cantor de ópera amador, que ganhou a primeira temporada de “Britain’s Got Talent”, Swift se inspirou na perspectiva de um observador que, com toda sua popularidade, tem sido há um tempo um tema constante das suas músicas.

“Ele é um cantor de ópera com dificuldades e ninguém se importa com isso”, ela diz. “Do qual eu me identifiquei um pouco com ter crescido (na Pensilvânia) sendo obcecada por música country — na minha escola, todos ficavam um pouco perplexos”.

Mesmo que muitas vezes se perca no turbilhão de celebridades e cenários que a cercam, Swift sempre foi primeiramente e originalmente uma compositora — ela foi, no final das contas, a compositora mais nova a ser contratada pela gravadora Sony/ATV na história. Mas adaptar a perspectiva inocente e um pouco cínica de uma composição adolescente, da qual ela baseou o começo de sua fama em uma perspectiva mais madura e adulta é ainda um trabalho que está sendo feito. E um que Swift parece abordar de uma forma analítica.

“Jody Rosen fez um perfil meu recentemente no qual ela chamou (a minha composição) de púrpura e precisa. Uma mistura de algumas frases bem púrpuras e alguns detalhes super precisos. Eu achei que foi bem astuto”, ela diz. “Eu sei que sou obcecada por diferentes facetas que as pessoas tem em suas personalidades se eu as observo separadamente. Sou obcecada pela ideia que na vida real não existe o cara malvado e o cara bonzinho. Então, pensar em personagens ou escrever na perspectiva de um personagem, é realmente como pegar uma versão de quem eu sou.”

“Quando escrevo as minhas coisas, é sobre escolher um ângulo especifico que eu quero observar o mundo. Mas para um personagem, você tem sorte quando tem uma atuação realmente boa. (Ao assistir “One Chance”) Eu podia ver uma música se desenrolando enquanto eu via as expressões faciais, foi fácil.”

Nesse ano também veremos Swift tomar um papel nas telas em outra produção de Weinstein, a adaptação de Phillip Noyce para o romance distópico adolescente “O Doador”, no qual ela interpreta a “recebedora” condenada, Rosemary. Mesmo que essas incursões em filmes sejam notas de rodapé para o seu quinto álbum, ainda sem nome e sem data de lançamento, ela está começando a ter um esboço.

Enquanto Swift compôs todo o seu terceiro álbum, “Speak Now”, sozinha, o seu mais recente, “Red”, viu seus maiores sucessos saírem de parcerias em composições com pessoas como Ed Sheeran, Gary Lightbody, Dan Wilson e, o mais lucrativo, Max Martin e Shellback. Seu quinto álbum possuirá mais uma vez o trabalho dos dois últimos e o valor da colaboração aparece diversas vezes na conversa com a cantora.

“Minha pessoas favoritas para trabalhar com são as sinceras”, diz Swift, “aqueles que dirão não. É importante que alguém diga: ‘Isso não está bom o suficiente, vá escrever um pré-refrão melhor’, para que eu possa voltar a colocar a trabalhar. Não quero que as pessoas pensem que se forem muito duras eles não irão compor comigo outra vez, quando de fato, é ao contrário”.

Martin é possivelmente o hitmaker mais consistente comercialmente das últimas décadas, e com a parceria renovada de Swift com ele, é possível deduzir as formas de pressão que a cantora de 24 anos pode estar sofrendo para criar outro álbum que seja tão grande quanto os últimos quatro. Atualmente, até o álbum de Swift que menos vendeu já foi certificado quatro vezes como Platina e sua atual turnê já rendeu $115 milhões de dólares.

“Tenho vários objetivos e um deles é saber quando parar”, ela diz. “Eu amo o som dos aplausos mas eu não quero ficar viciada neles para que me sinta completa. É a parte criativa da fazer música que eu não poderia viver sem.”

“Com sorte, na sua vida você faz várias decisões elegantes, escolhas de carreiras dignas. Existem várias diferentes direções a seguir e eu não estou nem perto de estar sem ideias aqui. Mas, na medida que eu cresço, espero que eu possa continuar confiando no meu sexto sentido e continuar sendo auto-consciente. A auto-consciência é a primeira coisa a sumir quando as pessoas perdem controle. Então, idealmente, eu vou manter o meu próprio juízo.”





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