001

O britânico Telegraph traz mais uma análise positiva para o 1989. Sua primeira afirmação é a de que Taylor não se distanciou de suas raízes no country e dá quatro estrelas para o álbum (de no máximo 5).

Cheio de efeverscência americana

Vá mais fundo do que a superficie brilhante e você descobrirá que Swift não se distanciou de suas raízes country

Esse é um conto de amantes azarados que são celebridades: a queridinha do country americano e o Romeo bad-boy do pop britânico. Taylor Swift tem uma reputação pro escrever músicas vigorosas sobre a sua vida amorosa (os ex-namorados John mayer e Joe Jonas já estiveram no lado do recpetor) e dessa vez o assunto é o bonitão do One Direction, harry Styles. No caso de os ouvintes terem alguma dúvida da identidade do avassalador com “um visual de James Dean dos sonhos” em seu olhar,  ela soletra em uma música irônicamente chamada Style, completa com um ritmo alegre e dançante, um som mais associado com a boyband fabricada do que o seu normal country-pop.

Sendo justo, Swift tem se afastado de Nashville há algum tempo, mas em 1989 ela é completamente pop. A cantora é capaz de escrever músicas mas essa mudança foi inventada pelos compositores e produtores que dominam as paradas, incluindo max Martin (Britney Spears, Katy perry), Ryan Tedder (Beyoncé, Adele) e Greg Kurstin (Lily Allen, Take That). Você pode pensar que isso só faria da música dela mais genérica, mas o country pop também segue uma fórmula, então tudo o que ela fez foi mudar os pontos de referência, trocando Charley pride por Charli XCX. Aparentemente, para um álbum batizado com o ano do nascimento de Swift, o som se alimenta de uma tendência para os sintetizadores e batidas mecânicas afiadas dos anos 80. Existe uma maior gama de contraste dinâmico do que você encontraria em vários hits EMD que foram produzidos em excesso, mas, mesmo assim, a impressão imediata é gostosa. De algodões-doce e líderes de torcida, cheio de efervescência americana.

Vá mais fundo do que a superficie brilhante, e descobrirá que Swift não se afastou tanto de suas raízes. Entre os padrões de batidas “boom-clap” e ganchos digitais estão músicas que poderiam, em sua concepção, serem tocadas em um violão, com versos bem definidos, pontes que crescen e refrões cativantes. No coração da música contry está o comprometimento com a dureza das batalhas da vida real, e isso permanece sendo o terreno liríco de Swift. Observação afiada e envolvimento emocional colocam o seu material acima das criticas a celebridades no Twitter. Não são músicas que estabelecem uma contagem como são avaliações emocionais, que se concentram no apelo e no perigo do imprudente amor jovem, com o repetido tema de lembranças e perdas. O álbum termina com a discreta e atmosférica, Clean, uma música sobre sobreviver, que evoca metáforas de uma tempestade torrencial que é destrutiva mas também limpa, mas também se livrando de um vicio. “Você ainda está em mim”, Swift lamenta, “como um vestido manchado por vinho que eu não posso mais usar”. Não é como sangue derramado, talvez, mas tem verdade e poder raros no pop comercial.

Fonte





Twitter do site

Facebook do site

Scroll Up