14 de fevereiro de 16 Autor: Aline
Sunday Times: Taylor Swift é a chefona

A repórter Eve Barlow, do Sunday Times, afirma ter presenciado a grandeza de Taylor Swift de perto. Por mais de um ano ela fez parte do mundo de Taylor por intermédio de um “contato” próximo à cantora que ela afirma ter tido,  e relatou o que viu para o periódico inglês nas vésperas da noite que pode ser uma das maiores de sua carreira.

A matéria é controversa e narra um episódio que aconteceu na vida da repórter, o qual ela mesma admite não ser nada diferente daquilo que acontece normalmente no mundo dos famosos.

Por mais de um ano eu fiz parte do mundo de Taylor Swift, e esse período é melhor resumido para mim por um contato em meu iPhone que diz “Amiga de Taylor Swift”. Até hoje, não sei o nome real dessa pessoa, mas é assim que eles escolhem se definir. Desde que o álbum de maior sucesso da cantora foi lançado (o 1989, seu quinto) no final de 2014, a maior barganha social entre qualquer um na indústria do entretenimento era poder dizer que Swift, a dona do universo pop, é sua amiga.

A “Amiga de Taylor Swift” e eu cruzamos nossos caminhos diversas vezes. Mas talvez nenhuma tenha sido mais significativa do que a vez que fui para Las Vegas como uma crítica de música aprovada por Swift — e saí de lá me sentindo deslocada. Antes daquele final de semana, o diagrama de Venn entre o mundo de dominação de Swift e os meus próprios círculos começaram a se encontrar. Ela já era uma grande estrela, que antes era uma cantora country adolescente que tinha abraçado da música pop, se tornando — aos 20 anos — a artista mais nova a ganhar um Grammy pelo álbum do ano — um dos sete Grammys de sua carreira.

Mas durante a construção do lançamento do seu mega-álbum, 1989, Swift se interessou por posicionar-se perto do lado mais arriscado da indústria da música. Antes, a maior parte dos esnobes da cultura estavam convencidos que ela apenas uma ídola teen influente. Vários sites tiravam sarro da sua expressão de “Meu Deus! Eu ganhei!” toda vez que, demonstrando surpresa, ela fazia a limpa em premiações. Sua reputação por dar piscadinhas e usar Keds a procediam antes de qualquer outra coisa. Antes, ela queria credibilidade. Para ganhar isso, ela passou a se relacionar com pessoas alternativas como a criadora de Girls, Lena Dunham, a queridinha do indie Lorde, que a deram “pontos por ser bacana”. Ela pedia pela atenção da imprensa de música, querendo não apenas a fama mas também validação.

Ela começou a me impressionar durante a primavera de 2014, enquanto eu era a vice-editora da revista de música NME. Eu tinha a visto em um das cinco noites lotadas de shows no O2 em Londres, e sua apresentação teve um efeito em mim parecido com uma descoberta religiosa. Mesmo nos assentos mais distantes do palco, pareceu que eu era a única a quem ela cantava. Eu twittei sobre isso fervorosamente.

Eu ainda não sei qual dos meus tweets Swift tinha uma cópia em seu email “pessoal”. Quando sua equipe entrou em contato comigo logo depois, eles não especificaram qual das minhas cartas de adoração fizeram os olhos dela brilhar com prazer. Só me disseram isso.

A primeira coisa que soube sobre ter entrado no radar da “Tay” foi quando recebi uma ligação no trabalho, me dizendo que um dos meus tweets tinha sido copiado por uma de suas assistentes e mandado para que ela guardasse. Foi surreal. Eu estava lá, sentada do lado de uma figura de papelão do Gene Simmons, da banda de rock Kiss, conversando com a equipe de Taylor. Tive visões de Swift, sentada com as pernas cruzadas de calças de moletom, destacando a lista de jornalistas que tinham comparecido ao show com uma caneta marcatexto. Eu tive que jurar segredo, mas entendi exatamente o que estavam pedindo de mim. Através de mim, Swift buscava o selo de aprovação da especializada em rock’n’roll, NME. Como eu iria descobrir mais tarde, a Equipe Swift tinha grande talento em virar a mídia em sua vantagem.

O álbum 1989 acabou vendendo mais de 8,5 milhões de cópias mundialmente, fazendo de Swift a única artista na história americana a ter três alguns que venderam mais de um milhão de cópias na primeira semana de forma consecutiva. De acordo com a Forbes, só em 2015 ela recebeu $80 milhões, fazendo dela a segunda mulher mais bem paga da música, atrás somente de Katy Perry. A revista Time colocou ela na capa aos 24 anos. Amanhã a noite, ela vai lutar pelo álbum do ano nos Grammy em LA.

Parte de sua nova imagem envolveu realinhar sua imagem como uma grande marca feminista. Ela criou uma gangue de meninas — batizada com uma hashtag que pode ser acompanhada na internet como “#squad” — que ela promoveu em várias selfies em grupo no Twitter e no Instagram. Lena, Lorde e as cantora Selena Gomez e Ellie Goulding eram antigas no círculo. Swift era a abelha rainha. Até então parecia como uma grande declaração de irmandade, usando a sua enorme influência para aumentar os perfis das suas amigas menos conhecidas (o que também destacava ela mesma).

Ela era uma grande compositora, uma artista completa e uma comunicadora astuta. Para uma geração de jovens fãs meninas, ela também era uma figura empoderadora: bondosa, engraçada e inofensiva. Seus shows se tornaram famosos pelas conversas entre músicas — quando ela dava grandes discursos sobre não ter medo de ser deslocada — tanto quanto eram pela música.

Um mês depois do lançamento do 1989, me mudei pra LA, onde a minha vida e a de Swift continuavam a convergir. Apesar da temática do 1989 ser principalmente a sua vida em Nova York, ela estava passando mais tempo em sua casa em Beverly Hills. Nos lugares mais famosos da cidade, ela era uma presença bem menos sofisticada do que ela parecia no palco. Ela usava jaquetas de couro pretas com vestidos pretos, meia arrastão e salto combinados com a sua altura de uma Amazona. Nos eventos fechados para convidados — um ambiente em que as celebridades são fortemente protegidas — ela era quieta e privada, diferente de muitas estrelas que perdem a linha com tanta pressão.

Quando conversamos, ela era uma ótima mistura entre reservada, insegura e engraçada. Ela conversava educadamente enquanto bebia whisky com gelo. Encontrei ela em lugares como um bar apenas para convidados frequentado pelo vocalista do Artic Monkeys, Alex Turner e seu amigo do Scouse, Miles Kane. Para a nova e mais legal Swift, lá era um bom lugar para ser vista entrando e saindo enquanto estava de folga, segura em saber que estava protegida por uma corda de veludo vermelho.

Uma noite, ela me apresentou seu novo galã, Calvin Harris, o famoso DJ, produtor e compositor de Dumfries (seu nome real é Adam Wiles). Estava nos bastidores de um show, concentrada no meu laptop, quando ela me viu e pegou minha mão. “Vem cá, quero que conheça meu namorado”, ela disse. “Adam! Essa é a Eve…” essa foi a primeira aparição deles como o mais novo casal brilhante do pop, ela não estava me dando um furo — eles já tinha sido fotografados entrando lá. Na hora que fomos apresentados, a foto dos dois já estava em todas as redes sociais e criando manchetes pelo mundo.

Eu percebi que as pessoas pareciam mais cuidadosas perto de Taylor. Estando em sua companhia nunca foi relaxado. Eventos que vieram depois sugeriram o porquê disso.

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Aconteceu em Vegas. Na primavera de 2015, todo mundo estava pronto para a The 1989 World Tour, que arrecadou $173 milhões em cinco meses. (A Turnê 360 do U2 — a que mais arrecadou na história — ganhou $736 milhões em dois anos) A estreia americana foi no Rock in Rio, em Las Vegas (confuso), lugar no qual eu estava todo o final de semana. Tudo estava sendo construído para o Billboard Music Awards no domingo, no qual Swift estava indicada em 14 categorias. Considerando que esse show deveria consolidar a reputação de Swift como a maior estrela do pop no planeta, eu reconheci que não foi um show tão bom quanto deveria ser. Ao invés de dar um tema para o show ou um arco de história, Swift passou vídeos gravados com testemunhos de suas amigas famosas entre as músicas, contando para o público o quanto ela adorava cozinhar — e gatos. Os figurinos não eram nada demais e tiveram problemas com o som.

Crucialmente, enquanto Taylor tentava tanto fazer coreografias difíceis e sexy, um tanto daquele toque pessoal que eu tinha me apaixonado antes se perdeu. “Ao tentar ser a Miss Popular com o cabelo loiro perfeito e lábios vermelhos, ela se mostra um pouco com uma dimensão só. Não é essa a Taylor que eu conheci”, escrevi. Foi um comentário justo e honesto. Mas isso incomodou alguém próximo a ela?

Horas depois que a resenha foi publicada, eu acordei descobrindo que meu nome tinha sido retirado da lista de convidados para uma festa após a premiação que seria dada por Swift e seu amiguinho, o inglês, Ed Sheeran. Com certeza não era a resenha? Quando perguntei por que tinha sido desconvidada, me disseram que tinha uma “restrição de jornalistas”. Talvez a restrição era uma medida preventiva, ou talvez eu era a única pessoa a quem isso era aplicado. Eu nunca descobri. Eu só sabia que as pessoas que tinham dito que me levariam junto tinham sido instruídas naquela manhã a não me levarem.

No começo fiquei chocada — fazer a resenha de sua apresentação era meu trabalho, e eu não ficava confortável sabendo que não era livre para escrever aquilo que eu queria. Se a ação tinha sido tomada por sua equipe como resultado da resenha, pareceu punitiva e controladora. Pareceu que eu estava em um drama no ensino médio.

Acabei na festa que tinha sido desconvidada. Acho que o termo oficial é “barrada”. Não teve nada notável, fora os dois membros do One Direction jogando sinuca — que não era nem Harry Styles ou Zayn Malik, mas outros dois dos três. O co-anfitrião, Sheeran, ainda aproveitava os frutos de sua música Don’t, que dizem que é inspirada pela outra pop star britânica amiga de Swift, Ellie Goulding, a qual ele pintou como uma traídora promíscua. Swift pareceu ignorar esse fato, mesmo que alguns meses depois ela insistiu que as mulheres de sua “irmandade” precisavam ser leais e proteger umas às outras. “Nesse clima, quando é tão difícil para que as mulheres sejam compreendidas e mostradas da forma correta… agora, mais do que nunca, precisamos ser boas e gentis umas com as outras”, ela disse à Vanity Fair. Amizade/feminismo: é complicado.

Na festa, me disseram que minha resenha de sua apresentação tinha realmente incomodado a equipe de Swift, mesmo que — em particular — a pessoa que eu conversei concordou com as críticas. Aparentemente eu tinha quebrado alguma cláusula subentendida em fazer a resenha da noite de estreia nos Estados Unidos. Não entendi como isso poderia ter acontecido. Afinal de contas, o show foi em um festival de música na frente de milhares de pessoas que pagaram. Não era nada privado.

As coisas ficaram mais bizarras depois que voltei para LA. Amigos e colegas pareciam realmente preocupados que a minha resenha tenha resultado em problemas, mesmo que todos concordassem que eu não tinha sido nada negativa. Não deveria me surpreender, de verdade. Em LA, o centro do mundo do entretenimento, existe uma longa história de proteção à imagem dos idolos. Logo percebi que as perguntas que estava fazendo a mim mesma sobre Swift poderiam ser feitas sobre muitas das estrelas do pop no topo das paradas. Por aqui, nada é como parece. Guarda costas são meramente a manifestação física da proteção a uma estrela. Nos bastidores, organizações maiores e mais organizadas existem para ter certeza que tudo acontece de acordo com o plano. É um mundo brilhante de um xadrez com grandes consequências.

Taylor Swift nasceu em 1989. Sua família vivia na Pensilvânia em uma fazenda de árvores de Natal. Entre as árvores e seu pai, Scott, banqueiro na Merril Lynch, os Swifts apoiavam os sonhos de tocar violão de Taylor. A família se mudou para Nashville quando ela fez 14 anos. Foi quando nasceu o grande negócio da mega-marca que conhecemos hoje começou.

Para encurtar a história, os sonhos se tornaram realidade. Outro homem chamado Scott — Scott Borchetta — descobriu Swift e a contratou para sua gravadora, a Big Machine. A mãe de Swift, Andrea, assumiu um cargo que um antigo funcionário da Viacom (Swift tem um forte relacionamento com o canal da Viacom, a MTV) me descreveu como “momager” — uma mãe que comanda todo o show. O pai de Swift também comprou parte das ações da Big Machine. Sobre a filha deles, o resto é uma história de recordes quebrados.

Depois de Vegas, meus convites para eventos especiais relacionados a Swift secaram. Ao invés, eu assisti do lado de fora a expansão de seu império. Primeiro foi a proliferação do #squad. Quando inicialmente erma mulheres que dividiam um interesse progressivo em questões femininas, os lugares foram sendo ocupados pelas belezas da Victoria’s Secret, jovens atrizes e modelos. Elas iam em massa a tapetes vermelhos, estrelaram no vídeoclipe inspirado em grandes filmes para Bad Blood, e se multiplicaram. Se #squad antes significava solidariedade feminina, agora parecia um grupo exclusivo ao estilo de Mean Girls, cheia de clones perfeitos, de pernas longas e cabelos brilhantes.

Consolidando ainda mais a sua base de poder estavam os VIPs que Swift convidada para seu palco todas as noites da The 1989 Tour. Esses #squad temporários incluíam: Mick Jagger, Julia Roberts, Justin Timberlake, Ellen DeGeneres, Heidi Klum, Steven Tyler, Joan Baez, dois atores de Friends (um dentro do personagem), Serena Williams e todo o time de futebol feminino dos Estados Unidos. Todos andaram pela sua passarela e receberam os gritos de uns 50 mil fans. O único denominador comum? Fama.

De acordo com a Businessweek da Bloomberg, ela não é a voz mais influente da indústria da música, ela é a indústria da música. Em 2014, Swift atacou o serviço de streaming Spotify em uma briga sobre o que ela via como uma prática de pagamento injusta. Quando o CEO, Daniel Ek, se recusou a renegociar o montante que um artista é pago cada vez que sua música é tocada na plataforma, Swift — uma das artistas mais populares — retirou todo seu catálogo. Ela só estava começando a mostrar seus músculos. Em 2015, ela atacou a Apple, falando mais uma vez em favor dos artistas maltratados. A firma estava prestes a lançar seu serviço de streaming, Apple Music, e decretou que, durante o período de três meses em que seria gratuito para testes, os artistas não teriam os royalties pagos. Swift escreveu uma carta aberta para a Apple no meio da noite, clamando que eles mudassem os contratos. A Apple repentinamente mudou sua política e se desculpou publicamente. Poder feminino com certeza.

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Enquanto a Corporação Swift estava ao rumo da dominação mundial, de volta à Los Angeles o que se sentia sobre ela era chocante. Pessoas no mundo da música vieram falar comigo, não oficialmente, é claro, para contar suas histórias de suas quedas perante a máquina Swift. Uma estrela me disse como perdeu um melhor amigo para o #squad. Uma atriz ficou tão paranóica no meio de uma reclamação que ela simplesmente parou de falar. Um empresário grande enviou minha crítica negativa no seu meio, aliviado por ver outra opinião online no meio das intermináveis matérias puxando o saco de Taylor Swift. Por que todos estavam com tanto medo de falar qualquer coisa negativa sobre Taylor publicamente? Era patético, era estranho.

Já no restante do mundo, a maioria da imprensa continuou a ceder aos encantos de Taylor. Sua imagem pública não era questionada. Por oferecer acessos exclusivos, Taylor tinha a mídia na palma de sua mão. Capas da Rolling Stone, GQ e Vanity Fair foram além dos 20 minutos padrões de um quarto de hotel. Em um momento em que a mídia precisa de artistas lucrativos mais do que nunca, por que alguém iria arriscar perder isso ao dizer algo além do impecável? E os artigos efusivos continuavam saindo, abastecidos por propostas de vendas encobertas como convites pessoais. Isso tem sido uma prática comum na equipe de Taylor por anos.

Em 2012, ela convidou um grupo de radialistas e executivos da indústria para seu apartamento em Nashville para mostrar seu novo álbum Red antes dele ser lançado. A cantora ficou na varanda e dublava as músicas, usando uma escova de cabelo como microfone imaginário.

Em julho de 2015 eu fui convidada para participar do Woman’s Hour da rádio BBC 4 em um episódio sobre o poder e influência de Taylor. Eu concordei porque considerei como uma oportunidade para reduzir os danos – eu queria tentar desfazer qualquer dano involuntário que tenha feito com a minha crítica. Eu recebi o resumo do programa, informando que o apresentador era um fã, com filhos que eram fãs, que outro convidado também tinha um filho que era fã e outro fã seria convidado para discutir o poder de Taylor na música. Considerando os convidados, eu perguntei se eles queriam algo mais balanceado da minha parte, principalmente depois do cinismo a respeito de seu encontro com a Apple. Eles nunca responderam então eu me mantive no script..

O ceticismo público sobre a Taylor tendo a ser limitado a sátiras. O site de comédias Funny Or Die postou uma sequência de emails “vazados” entre a Taylor e a Apple que reimaginava perfeitamente o que os cínicos já pensavam: uma farsa pública benéfica para os dois lados. “Você escreve uma carta pública que consiste em 99% de elogios sobre o Apple Music lembrando os fãs que a) será lançado na próxima semana e b) é de graça por três meses. Inclua uma crítica minúscula que nós vamos consertar imediatamente e, em retorno, te pagaremos um milhão zilhão de dólares”, escreveu a paródia da Apple. “Obrigada onvamente por inventar essa quantia de dinheiro para mim”, a paródia da Taylor respondeu. “Eu tenho outra pergunta – será que o mundo não vai pensar que é meio estranho que esse problema será resolvido imediatamente, sem nenhuma reunião em um domingo à noite?”. A Taylor Swift de verdade negou que tenha sido uma farsa pública.

Não é surpresa que o mundo dança no tom da máquina Swift: qualquer um que falar algo contra ela é atacado ferozmente pelos seus fãs. Até o momento de publicação dessa matéria, são cerca de 70 milhões no twitter e 64 milhões de seguidores no instagram. Você os enfrenta por conta e risco. No início de dezembro passado, um vídeo do ator e estrela do rock Jared Leto vazou. No vídeo ele estava falando mal de Taylor enquanto escutava seu álbum: “Dane-se ela, eu não me importo com ela”. Em poucas horas, o ataque online dos fãs de Taylor fez com que ele pedisse desculpas publicamente: “A verdade é que a Taylor é incrível e é um ótimo exemplo do que é possível. Se eu a machuquei ou machuquei algum de seus fãs, me desculpem”

Então, Taylor e sua equipe manipulam sua imagem – isso importa? A jornalista Dayna Evans argumentou que a manipulação súbita de ideias sobre amizade e feminismo é perigosa para seus fãs mais jovens. “Taylor não está aqui para ajudar as mulheres – ela está aqui para ganhar dinheiro. Vê-la no palco chamando ganhadoras da copa do mundo e supermodelos não é uma vitória para o feminismo, é uma vitória para Taylor Swift. Seu plano – ser o mais famosa e rica possível – está funcionando, e por usar outras mulheres como ferramentas para sua auto-promoção, ela está destilando o feminismo para seu próprio benefício.”

Quando eu perguntei para Evans por que ela se sentiu obrigada a falar, ela disse: “As pessoas estão apaixonadas por Taylor, mas eles não estão percebendo o que ela está fazendo. Não há sinceridade no que ela está dizendo. Com ela é assim ‘Como podemos atingir o maior número de pessoas na maneira mais semi-genuína e ao mesmo tempo vender mais do que antes?’ Tantas garotas levam o que ela diz para o lado pessoal e pensam que estão no mesmo nível dela. Ela usa a linguagem de uma jovem mulher machucada e sem privilégios, mas está longe de ser uma.”

Em Dezembro, a acadêmica feminista Camille Paglia foi mais longe ainda. Taylor “deveria parar essa rotina irritante de Barbie nazista de chamar amigas e celebridades como elementos das suas performances”, ela disse, acrescentando: “Sua personagem é uma lembrança assustadora das loiras fascistas que comandavam a cena social durante minha juventude.”

Patrik Sandberg, editor da revista V, acredita que a imagem tão controlada de Taylor pode ser sua ruína: “Com a Taylor não há nenhum improviso – é tudo tão imaculadamente apresentado que chega a ser chato.”

Ele deve estar certo. Em outubro, Adele ressurgiu. “Hello, how are you?” ela disse, acrescentando: “Eu ouvi falar sobre um grupo. Eu queria que meu grupo também fosse só de supermodelos. Nós somos, nas nossas cabeças.” Foi um revigorante choque de realidade. E pareceu que o público também concordou: em menos de 24 horas Adele destruiu o recorde de visualizações de vídeos, antes dominado por Taylor.

O que está por vir para Taylor? A sua aparição no Grammy Awards deve ser sua última por um tempo. Um contato próximo me disse que a campanha dos últimos dois anos para o 1989 foi focada no prêmio de Álbum do Ano. E faz sentido economicamente também. De acordo com a Forbes, no ano que Taylor ganhou seu primeiro Grammy, sua média de ganhos pulou de 135 para 600 mil dólares, um aumento de 380%. Eu não vou comparecer, mas meu colega vai. Ele algumas vezes me manda mensagens na calada da noite. “Cadê você?” ele diz. Eu acho que ser O Amigo da Taylor Swift não é tudo isso que parece ser.





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