05 de fevereiro de 15 Autor: Aline
Scott Borchetta fala sobre o futuro de Taylor

O contrato de Taylor com a Big Machine está acabando. Com apenas mais um álbum a cumprir, o futuro é incerto. Scott Borchetta, em entrevista ao The Hollywood Report nega que esteja vendendo a gravadora por $200 milhões e fala sobre o futuro de Taylor e o Spotify.

Ele pode ter desistido de competir em corridas de carros em 2005, mas Scott Borchetta tem estado na faixa rápida da música por mais de uma década. Como presidente e CEO da Big Machine Label Group, Borchetta, 52 anos, é o executivo por trás de Taylor Swift, quem ele contratou como a primeira artista do selo quando ela tinha 14 anos, depois de seus empregos na MCA da Universal, DreamWorks e Universal Music Nashville. O último álbum de Swift, 1989, ultrapassou as 4 milhões de cópias nos Estados Unidos, de acordo com a Nielsen SoundScan.

Mas Swift está longe de ser o único sucesso da companhia de Nashville. Ela também é a casa de outros artistas como Tim McGraw, Rascall Flatts, The Band Perry, Florida Georgia Line, Reba McEntire e as novatas de sucesso Maddie and Tae (dentro da Big Machine e de suas parceiras, Valory, Nash Icon, Dot e Republic Nashville, as duas últimas em um acordo com a Republic Records), a Big Machine ficou em quinto lugar geral entre as melhores gravadoras de 2014.

O nativo de Los Angeles está constantemente fazendo jogadas inovadoras. Em 2012, ele firmou um acordo único com a Clear Channel (agora iHeart Media)que permite que os artistas da Big Machine tenham participações nos lucros dos streams de rádios terrestres e digitais. Então ele se juntou com a Cumulus Media para criar uma gravadora. O braço das publicações da Big Machine criou um empreendimento com o apoio da Prescription Songs de Dr. Luke, e no começo de 2014, a Big Machine, Republic e o estilista John Varvatos se juntaram para contrataram a banda de sucesso, The Zac Brown Band, como os primeiros artistas do novo selo de Varvatos. E ele e Swift talvez tenham sido os criticos mais vocais de como o Spotify paga seus artistas pelo uso de suas músicas.

Borchetta, filho de um promotor de álbuns, tocava em bandas de rock quando era adolescente, trocando os palcos pelas mesas (ele prefere uma em que possa ficar de pé) quando se mudou para Nashville com seu pai. Foi na Cidade da Música que ele conheceu sua esposa, Sandi Spika Borchetta, a vice-presidente criativa da Big Machine, depois de serem apresentador por McEntire e seu marido e empresário Narvel Blackstock.

Borchetta, que é dono de 60% da Big Machine (que tem como outros investidores Toby Keith e o pai de Swift), nega os rumores de que a companhia esteja a venda por $200 milhões. Mas com o contrato de Swift vencendo após o próximo álbum (ele não lida com os seus projetos paralelos) e o contrato de distribuição da Big Machine com a Universal sendo negociado, ele tem problemas piores para resolver.

A distribuição com a UMG está vencendo. Qual é o status das negociações?

Sem comentários. Se chama contrato de privacidade.

O que você procura em um parceiro de distribuição?

(Canta “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” do U2) Procuro por um acordo que faça sentido para o futuro. Existem vários acordos que fazem sentido para o presente e vários acordos que fazem ainda mais sentido para o passado e não fazem muito sentido para o futuro.

O que isso significa?

Tem dias em que eu sinto que estou em uma ilha e que não estamos alinhados com várias linhas de pensamento de alguns dos maiores selos, então eu quero ter certeza que a nossa próxima jogada seja uma que eu me sinta bem no futuro.

Swift tem apenas um álbum pendente em seu contrato com a Big Machine. Qual é o status das negociações?

Nós temos um álbum pendente com Taylor Swift, e isso é tudo que posso dizer.

Depois que Swift retirou seu catálogo do Spotify, os artistas da Big Machine Brantley Gilbert e Justin Moore também retiraram seus lançamentos. Se dependesse de você, todos os artistas da Big Machine retirariam as músicas deles?

Yeah. Não existe nenhum artista que pode chegar lá e se retirar sozinhos. Não temos controle da Republic Nashville. Então não posso fazer nada agora com o Florida Georgia Line ou The Band Perry. Depende de cada artista individual, e a real missão aqui é… trazer a atenção para isso.

Por que começar com a Taylor?

[O catálogo de Swift] é argumentavelmente o catálogo mais importante que existe. Quando fui até ela e disse que queria tirar tudo, ela estava completamente de acordo. Eu teria feito isso se ela não quisesse? Não. Queremos ter certeza que os compositores e que os editores tenham uma voz nisso tudo, que todo mundo tenha ciência de quem está sendo afetado por este sistema, e ela tem o megafone mais barulhento.

O que a fará colocar seu catálogo de volta no Spotify?

Precisará de uma companhia que entenda as diferentes necessidades que temos. Penso que devemos ter a escolha de estar na modalidade gratuita ou paga, ou não.

Em 2009 o Saving Country Music te colocou como o Anticristo da música country por lançar artistas que tinham tendência ao pop, como Swift, em Nashville. Esse tipo de criticismo machuca?

Você pode vir atrás de mim o dia todo que não irei me importar. Mas se você quiser atacar a Kimberly Perry ou a Taylor, ou, especialmente, qualquer uma das meninas — cara, não é um bom dia para você se você tiver alguma coisa a dizer sobre isso. Acho que provavelmente um dos mais conhecidos foi nos Grammys com a Taylor quando ela foi criticada pela sua apresentação com Stevie Nicks. Eu disse “você está errado” e segurei a bomba.

Em 2012 você fechou um acordo com a Clear Channel para que os artistas da gravadora fossem pagos em reproduções digitais e terrestres. O quão significativo é o lucro de um stream como esse?

Quando você olha para todas as companhias de transmissão que vieram para essa plataforma, começa a fazer diferença, então tem sido bem significativo. Depois de três anos, fico desapontado que mais gente não tenha aderido. Tanto tempo e atenção tem sido dados para o streaming que nós poderiamos realmente ter evitado algumas coisas que poderíamos, falando de energia, colocado em trabalhar junto e mais perto das rádios para o terrestre. Com as taxas do digital sendo renegociadas, essa conversa vai ficar mais barulhenta neste ano.

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