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Taylor Swift é capa e recheio da edição de Novembro da Glamour britânica. Além de posar para fotos lindas, a cantora concedeu uma entrevista longa e sincera, na qual falou, dentre outras coisas, de namoros, carreira e polêmicas.

Abaixo você confere a entrevista completa e traduzida por nossa equipe, e os scans da publicação logo em seguida:

Sempre que eu saio para jantar, isso acontece…” Sussurra Taylor Swift, sentada em um canto discreto do bistrô The Farm em Beverly Hills, LA, demonstrando em seu IPhone o que ela acaba de presenciar: alguém tirando uma foto disfarçada dela sob seu próprio ombro. É um exemplo microscópico do dia-a-dia como uma das celebridades mais investigadas da Terra. “Não que não seja algo que eu não tenha pedido!” ela adiciona rapidamente, mesmo que isso leve a “sonhos estressantes com paparazzi, de pessoas tirando fotos minhas enquanto eu durmo”.

Desde os 14 anos, quando ela convenceu os pais executivos financeiros a mudarem-se dos subúrbios da Pensilvânia para Nashville, para obstinadamente seguir seus sonhos de cantora country, ela vem sendo musicalmente reverenciada como a ocasional Poeta Laureada da Puberdade pela América “autêntica”, de Bruce Springsteen a Stevie Nicks. Seu segundo álbum, Fearless, de 2008, ganhou o prêmio de Best Country Album nos 52º Grammys em Janeiro de 2010, que também rendeu-lhe o título de pessoa mais nova a ganhar o Álbum do Ano, aos 20 anos. Isso foi apenas quatro meses depois de ter recebido o Melhor Vídeo Feminino nos VMAs, quando um intrometido Kanye West entrou no palco, pegou o microfone de sua mão e declarou Beyoncé a vencedora que mais merecia. Em poucos meses, a fama de Taylor ultrapassou as fronteiras do mundo Country, entrando na galáxia mainstream.

Muito injustamente, ela também é conhecida nos tabloides como uma namoradora em série (mesmo que seja dos homens mais cobiçados do planeta – Jake Gyllenhaal, Taylor Lautner, Conor Kennedy e Harry Styles para citar alguns). Nos Golden Globes desse ano, Tina Fey fez piada sobre ela: “Taylor Swift, fique longe do filho do Michael J Fox!” (Ela, na realidade, disse mais recentemente esse ano, que namorou “precisamente duas pessoas desde 2010”, Conor e Harry.) A reputação a incomoda?

“Bom, do jeito que funciona, como eu aprendi recentemente, é que se você chega em um ponto na carreira onde as coisas estão indo muito bem, o público precisa de um “‘É, mas,'” ela decide, uma estridente, esperta e muito articulada personalidade, com muita maturidade para seus 23 anos. “Tipo, ‘É, mas ela vai em muitos encontros aparentemente.’ ‘É, mas eu ouvi que ela é maluca.’ Eu acho que isso tem muito a ver com o fato de ser mulher. E eu ressinto isso. Que deva existir algum tipo de ponto baixo na sua personalidade ou estilo de vida se você é mulher e faz sucesso. Mas eu não vou dizer para meus amigos homens ‘Não, eu não posso ir almoçar com você porque as pessoas vão dizer que estamos namorando.’ Eu simplesmente rejeito a ideia de que eu tenha que mudar o modo como eu vivo minha vida.”

Por que, na verdade, ela deveria? Em 2013, Taylor Swift é a celebridade jovem do pop com mais sucesso do mundo – 12 novas entradas no recém-lançado Guinness World Records 2014, incluindo o recorde de single vendido mais rapidamente na história da era digital por We Are Never Ever Getting Back Together – ela é a face da CoverGirl, uma embaixadora da marca Coca Diet e a Forbes estimou que ela ganhou 57 milhões de dólares entre junho de 2012 e junho de 2013 sozinha.

Assistindo o show da noite passada no Staples Center em LA, que faz parte da Red Tour que cobre 66 cidades em arenas/estádios, é fácil ver porquê. Essa é uma comunicadora de nível mundial, massiva – a trilha sonora diária de americanos de shopping e seus parceiros globais, narrativas sobre romances despedaçados para cantar junto de tamanho de estádios, meninas malvadas e as dores do amadurecimento para a audiência quase toda adolescente e jovem adulta. Uma produção generosa, conta com cenários estilo Lady Gaga/Florence Welch (catedrais, caixas de música, carrosseis), uma gloriosa, tocadora de piano cantoria no estilo Take That/Coldplay, plataformas voadoras e inúmeros monólogos personalizados sobre seus sonhos de infância, as meninas que costumavam provoca-la por causa desses sonhos, e os riscos e alegrias do amor. Metade irmã mais velha, metade líder de torcida positiva.

Cada noite, ela revela uma surpresa e em LA é a britânica Ellie Goulding, agora sua amiga, “muito legal e talentosa”. A estrondosa rendição das duas de Anything Could Happen da Ellie, em shorts de cintura alta combinando, foi um triunfo jocoso de meninas-nerds-contra-o-mundo. Never Ever, pelo outro lado, foi cantada em uma roupa inspirada no Stars ‘n’ Stripes, para uma detonação de gritos. A música é nada menos do que o novo hino nacional para a jovem América.

Pegando um prato de pretzels recém-assados, ela é irreconhecível hoje da antiga cacheada, de vestido de algodão fino e sotaque country para um vestido Contrarian sem mangas, estampa de morango e lindamente retrô (sua maior ícone fashion hoje é Grace Kelly). Com um metro e oitenta, ela fica com formidáveis um metro e noventa nas plataformas creme da Kate Spade e também é pensativamente pé-no-chão: ontem, no dia de folga de sua turnê, ela fez pão de abóbora e agora me presenteou com um pedaço, embrulhado em uma fronha feita a mão (é de nível mundial de delicioso), “porque eu pensei que não teria nada caseiro para você aqui, sozinho em outro país”.

Taylor acredita em contatos pessoais – Ela dedica horas em todos os dias da turnê para cinco meet ‘n’ greets com os fãs. “Eu tento ajuda um por um, ter conversas verdadeiras sobre suas vidas pessoais e seus problemas,” ela explica. “Minha prioridade não é parecer a pessoa mais legal na indústria da música.” Uma prioridade é a bondade, uma característica que os fãs do One Direction não aparentam direcionar em seu caminho.

Se ela está séria hoje, talvez seja porque terá que passar por coisas intensas: voltar para a Grã-Betanha na semana em que nos conhecemos. Fãs de 1D anunciaram em um documentário que queriam vê-la morta, desejaram “despejar alvejante em sua garganta,” “Por causa do que ela fez com o Harry” (Seja lá o que isso significa). Ela está consciente do mau humor das directioners desde que o romance acabou?

“Você sabe, eu nunca leio um comentário maldoso sobre mim feito por uma criança de 12 anos,” ela disse. “Então eu vivo uma vida normal. E eu mantenho isso em mente. Só porque tem um furacão acontecendo, não significa que você deve abrir a janela e olhar para ele.”

Ela não lê notícias na internet, blogs, e ela se proibiu de pesquisas no google – sua única fonte de pesquisa é a revista Rolling Stone.

“Você pode ficar obcecado sobre as coisas ruins e as coisas boas, de um jeito ou de outro, você fica obcecado e eu não sou assim – Você pode ficar transtornado muito facilmente,” ela diz. “A vaidade pode contribuir para a insegurança e o egoísmo. Então, eu me mantenho distante, porque eu sinto tudo. O pouco que eu fico exposta, machuca meus sentimentos. A única coisa que eu posso controlar é a minha música e o meu comportamento. O resto? Se eu focasse nisso, seria algo insano.”

Uma forma que Taylor evita a insanidade é a sua regra de nunca discutir seus relacionamentos em entrevistas, ou sobre quem suas canções são. É um jogo que ela, cuidadosamente, executa: No vazio de informações, derrama algo, que apenas adiciona mais interesse. As directioners acreditam que I Knew You Were Trouble é sobre Harry, mas os momentos nunca foram somados: Eles terminaram em Janeiro de 2013 (depois que fotos do Harry apareceram com as mãos no cabelo de outra mulher), 4 meses depois de Trouble aparecer no quarto álbum, Red, em outubro de 2012. “Eu não posso falar de coisas pessoais, não posso. Honestamente, minha música é o único lugar que eu discuto sobre como as coisas fizeram eu me sentir. E eu não posso deixar de ser honesta sobre isso. A música deveria ser sobre investigar seu coração e sua história.” Ela pensa: “É isso, chega de famosos pra mim, é muita aflição”?

“Não, eu não tenho estratégias!”, ela finalmente diz rindo. “Você não pode afirmar: ‘Nunca vou namorar algum artista!’, mas independentemente de quem eu namore, famoso ou não – se eu namorar de novo – todo o caos vai cair. Com a obsessão frenética e ‘quem gosta mais de quem’ e como isso terminou. Mas agora é fácil pois estou solteira e feliz, e é bem relaxante.”

Você com certeza mostrou que tem um gosto fenomenal.
“Oh, você acha?”

Alguns são os homens mais desejados do planeta! “Mas você não sabe quais deles eu realmente namorei! E quais deles eu apenas almocei junto apenas uma vez.”
Então você pode ter um gosto terrível, pois os homens mais desejados do planeta podem ser obcecados por mulheres…

“Honestamente? Eu amo conversar com você, então eu adoraria lhe contar tudo sobre namoros, mas se eu fizer isso vai parar em todo o lugar, irão retorcer tudo e aí virão seis meses de especulações sobre o que eu falei”, ela diz. “Mas não importa o que a imprensa diz, eles sabem que terão uma consequência disso. Talvez demore um ano e meio, mas eles sabem que ouvirão sobre isso.”

Então Harry Styles: o álbum está tomando esse caminho?

“Bem, um álbum tem como objetivo ser um capítulo na vida de um músico”, ela afirma. “E as vezes você tem que esperar para o livro ser escrito”.

Taylor praticamente vive em Nashville, com sua gata Meredith, em uma encantadora casa inspirada por Tim Burton e Alice No País Das Maravilhas. Há fotos com suas melhores amigas, incluindo Selena Gomez. Pergunte sobre os rumores de que ela odeia Justin Bieber e que ela acha que Selena é muito boa para ele e ela dirá: “Oh, Selena e eu rimos histericamente disso no telefone!”. Então é verdade? “Isso importa?”.

Nesse verão ela comprou uma segunda casa em Rhode Island, New England, onde ela passou noites dando festas com suas amigas solteiras e descreveu essa vida de solteira como “essa terrível, libertadora e mágica aventura: a melhor coisa é que você não precisa responder à ninguém e nem adicionar novas zonas de horário”.

Por anos, Taylor disse tradicionalmente que amaria ser casada e ter quatro filhos. “Amo crianças – mas não sei se as terei”, ela decide. “Especialmente por enquanto”. Ela não visualiza uma família antes de visualizar com quem ela construirá.

Ela sabe quais são os problemas de seus relacionamentos? “Aqui está o que aprendi sobre problemas em relacionamentos: se você tem muita química com alguém, você acaba relevando tudo que você considera que poderia acabar com um relacionamento.” Mas não se eles traírem, certo? “Isso acontece sim”, ela nota. “Vi meus amigos perdoarem pessoas depois de elas terem os traído porque eles realmente combinavam. Mas não sei se eu já combinei tanto com alguém assim.”

Por enquanto, ela aceita sua posição como uma modelo a ser seguida – “Eu não tenho opção” – e espera inspirar seus milhões de fãs (33 milhões de seguidores no Twitter) a saírem de situações ruins. “Há várias pessoas inspiradoras que cometem erros”, ela diz. “Há várias pessoas assim que já foram zoadas em premiações, não que eu curta ser zoada em premiações! Mas vai acontecer com elas também. Seja em uma reunião, ou na escola, ou no Facebook, elas serão humilhadas em público. E se eu posso dizer ‘É, já passei por várias coisas nesses anos e ainda estou feliz!’ então talvez seja um exemplo. Não é sempre estar no topo da montanha com o vento batendo nos seus cabelos e com uma aparência fabulosa.”

De repente, vários fotógrafos aparecem do lado de fora da porta. Se preparando para sair, Taylor fica nervosa e coloca seus óculos escuros, abre a porta e anda com uma pose elegante dentre os flashes. Dois dias depois, ela pegou seu prêmio de Best Female Video no MTV Video Music Awards por I Knew You Were Trouble, agradeceu “à pessoa que sabe muito bem quem ela é”, enquanto a câmera pausou fixamente no rosto de Harry Styles. No dia seguinte, uma foto com Ed Sheeran e Harry saiu, com todos juntos, e sorrindo. Durante esses dias, um recorde do Guiness espera pelo quinto álbum de Taylor –e ela ainda nem o começou. O jogo continua.

Do country para a alta costura

Taylor sempre amou vestidos. Ela progrediu, ao longo dos anos, de ‘vestidos de menininhas’ para ‘vestidos de cocktail’, de ‘dona de casa dos anos 50’ para ‘vestidos clássicos’ – Seu vestido longo, ’20s Hervé Léger, foi o ponto máximo do VMAs deste ano.

No palco

Entre vestidos de balé e vestidos de casamento, o seu short de cintura alta. “No palco, você tem que ficar confortável,” Ela disz. “E eu não estou confortável em um desses collants – coisa que está em alta agora! Eu uso shorts de cintura alta com um toque retro.”

Suas influências

“Eu sempre fui influenciada pelo retrô,” ela disse. “Eu tento me inspirar na Audrey Hepburn, Marilyn Monroe e, especialmente, Grace Kelly. Eu sou fascinada por essa era. Esse é o motivo por ter tantos batons vermelhos. E delineador.”


A Red Tour de Taylor Swift vem para a O2 Arena, de Londres, nos dias 1, 2 e 4 de Fevereiro de 2014. Ingressos estão à venda em axs.com e theo2.co.uk

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Tradução e Adaptação: Carolina, Isis e Lívia – Equipe TSBR





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