Taylor Swift, cantora-compositora-country-que-virou-super-mega-popstar, não está de forma alguma pra brincadeira com sua Reputation Stadium Tour. O espetáculo giganorme chegou na sexta-feira à noite no Rose Bowl em Pasadena, onde também vai acontecer no sábado, e foi com certeza divertido.

Swift apareceu por volta das 8:45 da noite – apropriadamente, ao som de “Bad Reputation”, de Joan Jett & the Blackhearts – usando um collant apertado de vinil preto com capuz e, quando perguntou, ou melhor, cantou, para a audiência: “Vocês estão prontos pra isso?”

Eles estavam muito prontos.

A última contagem da assessoria de Swift relata que havia mais de 60 mil pessoas na plateia e o clima geral era animado. Fãs vieram de todo o sul da Califórnia e centenas deles se vestiam como a Taylor de algum de seus diversos clipes ou usavam roupas feitas à mão com trechos de suas músicas favoritas escritos nelas.

Grupos de garotas dançavam do lado de fora do Rose Bowl, dando pulinhos em suas roupas da moda e, em maioria, apropriadas para suas idades. Apesar de Swift ter 28 anos de idade e estar trocando as escamas e mostrando as garras um pouco mais em seu sexto álbum de estúdio, Reputation, ela ainda tem um apelo mais geral do que outras cantoras pop como Katy Perry ou Ariana Grande.

Ela tem aquela coisa de garota comum meio nerd, que já gerou vários debates sobre ser algo genuíno ou falso, e esse é exatamente o tipo de coisa que ela se propôs a fazer nas letras do Reputation. Ame ou odeie, ela é uma superestrela e se porta como tal no palco. Quando ela está cantando, é feroz e ninguém a pode parar. Ao longo da noite, os vocais estavam no ponto e, acima de tudo, ela de fato parecia estar se divertindo.

“Vocês fizeram tanto barulho depois da primeira música que eu tive que tirar meu monitor do ouvido para conseguir ouvir direito”, Swift disse quando parou pra respirar depois de uma performance incrível de “I Did Something Bad”.

Ela contou à plateia que era sua primeira apresentação no Rose Bowl, acrescentando que “entende a fascinação”. “Vocês são incríveis”.

Swift também anunciou que o show era a sua 40ª aparição no sul da Califórnia e que ela lembrava de ter feito sua estreia na área no Whisky A Go Go em West Hollywood em 2006, para aproximadamente 40 pessoas.

Agora, perante 60 mil, Swift não trouxe apenas músicas novas, ela trouxe uma produção imensa que teve de ser levada por mais de 40 caminhões. Os efeitos visuais dos paineis gigantescos e os elementos foram espetaculares, mas sem distrair demais.

Porém, se você sofrer de ofidiofobia (medo de cobras), esta pode não ser a turnê certa pra você. Na hora do primeiro single do Reputation, “Look What You Made Me Do”, quem entrou para dividir o palco com Swift foi uma cobra gigante com olhos brilhantes e muita fumaça.

Foi um grande momento do show, com os fãs berrando junto -e, em certos momentos, mais alto que a voz de Swift, projetada através de equipamentos de som milionários. A música também incluiu um vídeo da comediante Tiffany Hadish atendendo ao telefone e recitando o pedaço da letra que diz “I’m sorry, the old Taylor can’t come to the phone right now. Why? Oh, ‘cos she’s dead!”.

Swift tem tantos hits a essa altura da carreira que teve que fazer alguns medleys pra encaixar todos. Ela juntou “Style com “Love Story” e “You Belong With Me” no começo do show, depois combinou “Bad Blood” com “Should’ve Said No” de forma inteligente e se aproveitou de estar sozinha no palco com o piano para emendar “Long Live” em “New Year’s Day”.

Durante o mais novo single, “Delicate”, ela passou por cima da plateia em uma plataforma que parecia uma espécie de carruagem, usando um vestido brilhante com as cores do arco-íris ao atravessar do palco principal a um palco menor próximo ao fundo do estádio. Foi um momento bonito para cantar junto, e depois Swift aumentou a energia novamente ao convidar suas artistas de abertura, Camila Cabello e Charli XCX, para uma performance empolgante de “Shake It Off”, tão poderosa que poderia ter sido o bis.

Depois de todo o confete acabar e Swift ficar sozinha no palco pequeno com o violão, ela disse para a plateia: “Eu quero que este show pareça o mais íntimo possível”. Para tentar conseguir isso, ela passou boa parte do tempo nos dois palcos estrategicamente posicionados na pista, virados para partes diferentes do estádio. O set acústico foi uma adição esperta e a permitiu dar uma mudada na setlist até agora. Na sexta, ela tocou “Dancing With Our Hands Tied” e “Red”. Depois, voou para o segundo palco alternativo para “Blank Space” e “Dress”.

Para a surpresa dos fãs da área de Los Angeles, Taylor trouxe ao palco seu amigo Shawn Mendes, que, não coincidentemente, tinha acabado de anunciar que ia tocar no Staples Centes no dia 5 de julho de 2019. Os dois cantaram o hit de Mendes “There’s Nothing Holdin’ Me Back”.

Na parte final, Swift incluiu “Getaway Car” e “Call It What You Want” antes de terminar o show com outro mashup. Desta vez, ela combinou o hino de término “We Are Never Ever Getting Back Together” com a explosiva “This Is Why We Can’t Have Nice Things”.

Nesta turnê, vale a pena chegar cedo ao show para ver Camila Cabello e Charli XCX, duas artistas fortes que Swift disse ter sorte de ter junto com ela na estrada. Cabello era ótima enquanto fazia parte do grupo Fifth Harmony, mas é uma artista solo muito forte. O set dela, que incluía “Never Be The Same”, “Bad Things” e, é claro, seu grande sucesso “Havana”, foi super divertido. Ela até adicionou um pouco de “Kiss”, do Prince, e “Can’t Help Falling In Love”, do Elvis Presley, pra balancear.

Charli XCX é a responsável por aumentar o hype. Ela já começou com o conhecido hit “Boom Clap” e animou a plateia. Até mesmo aqueles parados pegando comida, bebida ou produtos da loja estavam dançando e cantando junto. Ela manteve o show divertido com “I Love It”, sua colaboração com as Icona Pop, e terminou com “Fancy”, seu single com Iggy Azalea.

Fonte: Pasadena Star News





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