O juiz federal William Martinez decretou nesta última quarta-feira (19) que os advogados de Taylor Swift poderão requerer em tribunal a gravação de duas horas da rádio onde David Mueller trabalhava, que serviriam como evidência no caso que irá a julgamento em agosto e foi, aparentemente, perdida quando o radialista destruiu alguns aparelhos eletrônicos.

O juiz disse que pode ter que aplicar punições mais severas contra David Mueller se concluir que o material foi destruído ou perdido intencionalmente por simples má fé.

A gravação seria uma evidência crítica para o caso, pois nela o radialista acusado estaria conversando com seu ex-chefe que afirma que o mesmo mudou sua versão da história quando confrontado por Taylor que o acusa de assediá-la colocando a mão por baixo de sua saia em um Meet&Greet durante a RED Tour, o que teria levado a demissão de David, que de início dizia que a alegação de assédio era falsa pois nada havia acontecido, mas logo depois mudou sua versão para que havia sido um “incidente”.

De acordo com o juiz, David admitiu que a gravação existia em seu computador e que era importante, mas que havia perdido o aparelho por ter derramado café no mesmo. Além disso, o juiz também revelou que o radialista era a única pessoa com a gravação completa e que o mesmo sabia que o processo estava iminente.

Para a corte, essa decisão de “perder” a gravação é inexplicável, uma vez que David deu ao seu advogado de defesa apenas trechos específicos do áudio.

O juiz Martinez também repreendeu David Mueller por ter sido “injustificadamente descuidado” no tratamento do arquivo de áudio depois de o mesmo reivindicar 3 milhões dólares contra Taylor Swift por difamação, e ter esse áudio em mãos poderia ajudá-lo a ganhar, caso o processo acabe sendo favorável para o radialista.

“É difícil de entender o motivo dele ter gastado seu tempo e esforço pra preservar a evidência que poderia ser a chave para ajudá-lo a provar que é inocente, como o mesmo aclama, e agora o por quê ele demonstra indiferença quanto a perda dessa evidência”, explica o juiz William Martinez.

Para o juiz, isso pode ser encarado como uma séria interferência no caso que está prestes a ir a julgamento no próximo dia 7 de agosto, quando Taylor Swift terá que encarar o assediador cara a cara no tribunal.